terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


   Datora busca especialização na internet das coisas

Companhia pretende alcançar ao menos 0,1% do mercado mundial de M2M

Apesar de ter dois contratos na área de MVNO, a Datora Telecom investe na especialização em M2M (machine to machine). “O mercado da internet das coisas é, atualmente, muito mais promissor do que o de voz e dados”, explica o CEO da companhia, Wilson Otero.

“O chip de rastreamento de carros, que passa a ser obrigatório, o smart grid das companhias elétricas, o thin card usado no celular para pagamento de bilhete eletrônico do metrô, são exemplo do potencial da internet das coisas, que tende a crescer com números gigantescos”, diz Otero. Ele entende que, ao entrar agora nesse segmento, com tecnologia de ponta, a companhia tem capacidade de abocanhar uma parte desse mercado.

Para entrar nesse mercado, a operadora criou recentemente a Datora Mobile, com foco no desenvolvimento de soluções para o mercado de M2M no Brasil. “Mesmo conquistando apenas 0,1% desse mercado já está muito bom para a gente”, disse. Otero lembra que nas parcerias com a Porto Seguro e a Virgin Mobile, para operação móvel virtual, já está prevista a oferta desse serviço.

A Datora é uma empresa de telecom que oferece soluções inovadoras de telefonia há 18 anos. Pioneira na prestação de serviços VoIP na América Latina, foi também a primeira empresa a receber  de MVNO da Anatel. A empresa é uma multinacional brasileira com sede em São Paulo e operações em outros quatro países: EUA, Portugal, Espanha e Guatemala.

R$ 215 mi para smart grid



A CPFL Energia anunciou nesta terça-feira (24/01) que investirá este ano R$ 215 milhões em um programa de gestão e tecnologia que prevê a instalação de 25 mil medidores eletrônicos em unidades consumidoras. Chamado de Tauron, o projeto tem o objetivo de melhorar o desempenho operacional da companhia e a qualidade do atendimento ao cliente.

De acordo o diretor da companhia responsável pelo Tauron, Heider Araújo, os medidores possibilitam que o cliente descubra, ao entrar em contato com a distribuidora, a aferição do consumo, que será feita em tempo real, e ainda o motivo da interrupção de energia.
Segundo o executivo, estão sendo implantados outros sistemas voltados para melhorar a operação e a mobilidade. “Com os sistemas de MWM (Mobile Workforce Management) e OMS (Outpage Management System) o despacho e a programação das equipes ficarão muito mais ágeis. E isso não está longe, a solução será implantada nas distribuidoras do grupo ao longo de 2012 e 2013”, completa.
No início deste ano, o Tauron irá introduzir a Conta Digital em seis empresas do grupo para reduzir custos operacionais pela substituição do papel com o envio de contas por meio eletrônico. O grupo ainda disponibilizará uma tecnologia para evitar fraudes e roubos de energia. “Essas mudanças representam um novo ciclo para as distribuidoras do Grupo CPFL. Além disso, com a implementação dessas tecnologias, estamos falando de um novo conceito de empresa do setor elétrico. Isso beneficiará diretamente o cliente, que vai receber soluções inteligentes e terá um atendimento mais eficiente", concluiu o diretor.
MVNO usará rede da Movistar, subsidiária da Telefónica


A Virgin Mobile Latin America confirmou nesta quarta-feira (11) que irá iniciar suas operações como operadora móvel virtual na Colômbia em 2012. A empresa recebeu as aprovações regulatórias necessárias do Ministério da Tecnologia da Informação e Comunicações colombiano para começar seu negócio e recentemente assinou um acordo de parceria com a Movistar, subsidiária da Telefónica e uma das maiores operadoras de telefonia móvel do país.

A MVNO tem a previsão de iniciar a primeira operação no Chile antes do final de março e irá expandir as suas operações na região. No segundo semestre de 2012 a Colômbia será a segunda operação comercial. A Virgin também já recebeu as aprovações regulatórias das autoridades no México e no Peru, além do Brasil, onde a companhia já afirmou que também espera lançar suas operações até o final de 2012. (Da redação, com assessoria de imprensa)

Fim de concessão pode gerar indenização de R$ 47 bi para elétricas

Por Daniel Rittner | De Brasília

Os investimentos não amortizados das concessões de energia elétrica que terminam em 2015 atingem R$ 47,1 bilhões e podem gerar indenizações desse montante, caso não sejam prorrogadas. A informação foi transmitida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ao Tribunal de Contas da União (TCU) e, pela primeira vez, esses valores são detalhados por segmento.
Apesar de ter ficado no centro das discussões, o setor de geração de energia tem o menor investimento ainda não amortizado - R$ 11,1 bilhões. Na transmissão e na distribuição, respectivamente, os montantes vão a R$ 21,1 bilhões e R$ 14,9 bilhões.
Há duas semanas, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, havia dito que a estatal teria R$ 37 bilhões a receber se suas concessões forem devolvidas. Geradoras como a paulista Cesp, a mineira Cemig, a gaúcha CEEE e a paranaense Copel também possuem concessões que estão expirando em 2015.


No total, 20.206 megawatts (MW) de geração, 80.233 quilômetros de linhas de transmissão e 37 distribuidoras têm contratos prestes a vencer. Isso representa 18% do parque gerador do país, 84% da malha de transmissão e 23% da energia comercializada.
O valor de investimentos sem amortização foi repassado à Aneel pelas próprias empresas. Mas esse cálculo tem base em critérios contábeis, que podem não ser adotados para fins de indenização, conforme alerta um diretor da agência. Segundo ele, no momento em que a Aneel fizer uma auditoria nas contas, o montante tende a despencar. Esse processo será necessário tanto na hipótese de renovação quanto na de relicitação das concessões.
O diretor sustenta a tese de que a maioria das usinas hidrelétricas não tem direito a indenização nenhuma. Ele argumenta que, em 1995, a Lei 9.074 permitiu às geradoras negociar sua energia em ambiente livre e sem restrições de preços. Na avaliação desse diretor, se as empresas não conseguiram amortizar o investimento em usinas até o vencimento da concessão, é porque não calcularam adequadamente o preço da energia vendida e "o consumidor não pode ser onerado por causa dessa estratégia".
A amortização dos investimentos é um dos aspectos analisados pelo Ministério de Minas e Energia, em relatório encaminhado à presidente Dilma Rousseff, que enumera os pontos a favor e contra de cada uma das alternativas - prorrogação ou relicitação - para resolver a questão.
O ministério lista 13 pontos positivos e três negativos para a prorrogação; para a relicitação, são sete pontos favoráveis e dez contrários. Como aspectos negativos da relicitação, alternativa defendida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministério cita que os leilões seriam incapazes de repassar tarifas menores para o mercado livre.
Também alega que "a licitação equivale à privatização dos ativos operacionais sem a transferência dos passivos correspondentes" e causaria "impactos estruturais não desejáveis ao setor elétrico brasileiro", reforçando a percepção de que as concessões serão prorrogadas.
Mesmo assim, o ministério entende que a renovação propicia "menor transparência na definição do preço da energia elétrica" e "pode significar uma menor captura de benefícios para a modicidade tarifária". São desvantagens, no entanto, amplamente superadas pelas supostas vantagens da prorrogação, no texto em circulação dentro do governo.
Em reunião recente com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), dez associações do setor elétrico pediram a abertura de uma comissão especial para discutir previamente o fim das concessões em 2015. As entidades afirmam que, à medida que o governo adia uma posição sobre o assunto, aumentam as chances de decisões apressadas e com regras polêmicas. "O dono do negócio ainda não disse o que quer", lamenta o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros, que representa os comercializadores de energia.
Conforme reconhece Medeiros, é provável que prevaleçam as bases da proposta a ser encaminhada ao Congresso pelo governo e não um projeto de lei formulado pelos parlamentares. "Mas é um assunto mais complexo do que o Código Florestal, com nuances jurídicas que podem parar no Supremo Tribunal Federal (STF), e não gostaríamos de ter uma discussão sem profundidade", afirma Medeiros.
"Se sai uma medida provisória e só se divulga o parecer do relator na véspera da votação, não haverá tempo para a discussão e boa parte dos deputados terá pouca familiaridade com o assunto. A criação de uma comissão especial pode evitar isso", diz ele.
Em recente encontro com as associações do setor, o ministro Edison Lobão deixou claro aos participantes que, no caso de renovação das concessões, não será preciso enviar ao Congresso uma proposta de emenda constitucional (PEC) e a solução pode ser dada por medida provisória. No caso de relicitação, bastaria cumprir o que diz a legislação hoje.

Virgin + Datora


A Virgin Mobile Latin America (VMLA) anunciou nesta terça-feira (7) a associação com a Datora Telecom para desenvolver sua MVNO no Brasil já no próximo ano. A Datora é a primeira agregadora de operadoras virtuais móveis (MVNA, na sigla em inglês), já autorizada pela a Anatel.

A VMLA, que planeja tornar-se a principal operadora virtual móvel (MVNO, na sigla em inglês) da América Latina nos próximos cinco anos, espera lançar sua primeira operação no Chile em março. A sua segunda operação, na Colômbia, está prevista para a segunda metade deste ano, e recebeu aprovações regulatórias no México e no Peru.

Sir Richard Branson, fundador do Virgin Group, disse que a parceria da Virgin Mobile com a Datora é um passo crucial para nos ajudar a construir uma operação MVNO de sucesso no Brasil. A operação no país deverá começar em 2013 e pode usar a rede da TIM, porém essa questão ainda não foi fechada e há negociações em curso com outros operadoras.

A VMLA terá como alvo o consumidor jovem, no Brasil e na América Latina, posicionando-se como uma nova alternativa às operadoras móveis existentes, com um sistema de preços simples e transparente, produtos e serviços customizados para o segmento e suporte de excelência ao cliente.
A  Virgin Mobile atua em sete países (Austrália, Canadá, França, Índia, África do Sul, Reino Unido e EUA), atendendo 15 milhões de assinantes de serviços móveis. Na direção e entre os acionistas da VMLA estão algumas das equipes mais experientes do setor móvel, com um histórico impressionante de sucesso no segmento MVNO.

Já a Datora é uma empresa de telecom que oferece soluções inovadoras de telefonia há 18 anos. Pioneira na prestação de serviços VoIP na América Latina, foi também a primeira empresa a receber a licença de “autorizada” de MVNO da Anatel. Recentemente, o grupo criou a Datora Mobile, uma nova empresa com foco no desenvolvimento de soluções para o mercado emergente de M2M no Brasil. A empresa é uma multinacional brasileira com sede em São Paulo e operações em outros quatro países: EUA, Portugal, Espanha e Guatemala.(Da redação, com assessoria de imprensa)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Vender crédito para celular vira negócio bilionário no Brasil

Por Cibelle Bouças | De São Paulo
Daniel Wainstein/Valor / Daniel Wainstein/ValorValmir Bosi, presidente da RV Tecnologia: atuação nas regiões Sudeste e Sul vão ajudar a expandir receita
A RV Tecnologia, empresa brasileira que tem como principal negócio a revenda de créditos para celular, definiu uma meta difícil para 2012: elevar o faturamento em quase R$ 500 milhões e ultrapassar a barreira de R$ 2 bilhões em receita. A empresa encerrou 2011 com faturamento de R$ 1,55 bilhão, proveniente sobretudo da venda de recargas no Nordeste e no Norte. Para atingir essa meta, a companhia pretende expandir a atuação para outras regiões e dar início a novos negócios: venda de seguros e títulos de capitalização e correspondente bancário.
Mais conhecida nas regiões Nordeste e Norte, a companhia iniciou operações no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste no ano passado. Para atingir essas regiões, reforçou a rede de lojas parceiras para a revenda de créditos, que passou para 35 mil lojas, frente ao total de 20 mil do ano anterior. O número de clientes ativos de celular aumentou de 8 milhões para 13 milhões em 2011.
"O aumento da base de atendimento tem sido o principal fator de estímulo ao crescimento da receita", afirma Valmir Bosi, presidente da RV Tecnologia. Neste ano, a companhia pretende intensificar a expansão nessas regiões. A meta é chegar a 45 mil pontos de venda até o fim do ano.
O aumento da rede de parceiros permitiu à RV elevar a receita com vendas de recarga em 48% no ano passado, enquanto a base do mercado de telefonia celular cresceu 20%. Outro fator que proporcionou o ganho de receita foi a mudança no gasto médio com recarga de celular dos usuários, que passou de R$ 10,50 para R$ 11. "Com a expansão da rede de lojas e a maturação nas regiões onde já atuamos será possível chegar a uma receita neste ano de R$ 2 bilhões a R$ 2,3 bilhões", afirma Bosi.
A RV Tecnologia vende créditos de recarga de celular das operadoras Embratel, Nextel, Oi, Telefônica /Vivo e TIM. A companhia compra das operadoras os créditos a um valor mais baixo que o preço sugerido nos cartões de recarga e fica com a diferença. Segundo Bosi, a receita corresponde a aproximadamente 9% das vendas brutas de créditos. O mercado total de recargas de celular movimentou no Brasil em torno de R$ 80 bilhões no ano passado, segundo a consultoria Teleco.
O principal concorrente da RV Tecnologia é a GetNet, cujo faturamento é de aproximadamente R$ 2 bilhões. A diferença é que o principal negócio da companhia é o processamento de transações eletrônicas para cartões de crédito e débito. Entre as competidoras também estão o grupo Fnbox, a One Brasil Mídia Interativa e a Icelex.
De acordo com Bosi, a maior parte do crescimento de receita virá do aumento das vendas de recargas de celular. No ano passado, a empresa também começou a vender créditos pré-pagos e números de identificação pessoal (PINs) para jogos on-line. Foram fechados acordos com as empresas Level Up, Mentez, Zynga e Tutudo, que atuam na área de jogos.
Atualmente, 5 mil pontos de venda parceiros da RV Tecnologia vendem cartões de recarga de jogo. O executivo não informa o volume de receita obtido com essa área de negócios. Diz apenas que até 2014 pretende alcançar 20% de participação nesse mercado, que pode movimentar até R$ 600 milhões por ano. "É um mercado ainda muito novo no Brasil, que deve ganhar mais força nos próximo anos", afirma Bosi.
Neste ano, a RV Tecnologia também pretende entrar no segmento de vendas de seguros e títulos de capitalização, aproveitando a rede de parceiros no país. A companhia negocia com dois grandes bancos brasileiros uma parceria para atuar como correspondente bancário em pequenos municípios. Bosi diz que uma dessas negociações está em fase avançada, mas prefere manter em sigilo o nome da instituição financeira.
A empresa sempre teve uma atuação discreta. Foi criada em 2002, a partir da compra da Meflur Movensis (Memo), uma subsidiária da Meflur Corporation Espanha, pelo grupo 3P Investimentos, que também controla a empresa logística Nutricash, a factoring BM Fomento, a BM Distribuidora (distribuidora da Ambev na Bahia) e a BM Alimentos (distribuidora dos sorvetes Nestlé e Garoto).
O projeto de longo prazo é abrir capital. Para isso, porém, a empresa terá de diversificar a operação e reduzir a dependência em relação às recargas de celular, diz Bosi. No ano passado, a RV contratou a consultoria Ernst & Young para dar início à implantação de normas de governança corporativa. Em agosto, realizou a primeira emissão de bônus, no valor de R$ 15 milhões, pelo Itaú BBA, para financiar seu projeto de expansão.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

MVNO usará rede da Movistar, subsidiária da Telefónica


A Virgin Mobile Latin America confirmou nesta quarta-feira (11) que irá iniciar suas operações como operadora móvel virtual na Colômbia em 2012. A empresa recebeu as aprovações regulatórias necessárias do Ministério da Tecnologia da Informação e Comunicações colombiano para começar seu negócio e recentemente assinou um acordo de parceria com a Movistar, subsidiária da Telefónica e uma das maiores operadoras de telefonia móvel do país.

A MVNO tem a previsão de iniciar a primeira operação no Chile antes do final de março e irá expandir as suas operações na região. No segundo semestre de 2012 a Colômbia será a segunda operação comercial. A Virgin também já recebeu as aprovações regulatórias das autoridades no México e no Peru, além do Brasil, onde a companhia já afirmou que também espera lançar suas operações até o final de 2012. (Da redação, com assessoria de imprensa)