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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Smart Grid Networking and Communications Technologies Spending is Expected to Total Nearly $30 Billion Over the Next 10 Years



November 4, 2014

Demand for higher-bandwidth solutions for grid edge control and monitoring applications is expected to continue to increase, report concludes

A new report from Navigant Research analyzes the global market for smart grid networking and communications technology, including global market forecasts for shipments, average selling prices, and revenue through 2023.

As smart grid applications multiply, the demands upon power grid communications networks are growing and changing rapidly.  As a result, the market for smart grid networking and communications technology includes a large number of competitors with a multitude of solutions and equipment.  Click to tweet: According to a new report from Navigant Research, cumulative global spending on smart grid communications networking and communications equipment is expected to total nearly $30 billion from 2014 through 2023.

“Whereas the focus over the last decade was largely on smart metering systems, utilities increasingly expect their networks to support a multitude of control and monitoring functions,” says Richelle Elberg, senior research analyst with Navigant Research.  “As reliability mandates spread, and distributed generation and electric vehicles proliferate, utilities’ need for visibility all the way to the grid edge will grow strongly—supporting demand for sophisticated communications solutions for the foreseeable future.”

Even as new or upgraded solutions are unveiled, the market is moving toward a smaller number of standards for most major applications, according to the report, including advanced metering infrastructure (AMI), distribution automation (DA), and substation automation (SA).  As the industry moves toward more standardization and interoperability between vendor solutions, support for Internet Protocol (IP)-based solutions is likely to increase.

The report, “Smart Grid Networking and Communications,” analyzes the global market for smart grid networking and communications technology.  The study provides a detailed analysis of market drivers, market challenges, technical considerations, and key infrastructure vendors and service providers associated with communications infrastructure and services for smart grid applications.  Global market forecasts for shipments, average selling prices, and revenue, segmented by application, device type, technology, and region, extend through 2023.  The report also examines spectrum availability and cyber security requirements, as well as regional factors affecting relative shares among the major communications technologies.  An Executive Summary of the report is available for free download on the Navigant Research website.

Contact: Richard Martin

+1.303.493.5483

richard.martin@navigant.com

* The information contained in this press release concerning the report, “Smart Grid Networking and Communications,” is a summary and reflects Navigant Research’s current expectations based on market data and trend analysis. Market predictions and expectations are inherently uncertain and actual results may differ materially from those contained in this press release or the report. Please refer to the full report for a complete understanding of the assumptions underlying the report’s conclusions and the methodologies used to create the report. Neither Navigant Research nor Navigant undertakes any obligation to update any of the information contained in this press release or the report.

sábado, 10 de janeiro de 2015

'Internet das Coisas' deve aumentar riscos à segurança, alertam especialistas

Postado em: 09/01/2015, às 14:53 por Erivelto Tadeu
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Do mesmo modo que a "Internet das Coisas" (IoT, na sigla em inglês) desponta rapidamente como a nova tendência tecnológica mundial, ela também desperta preocupação de especialistas em segurança e privacidade. Um sintoma disso pôde ser verificado durante a feira de eletrônicos Consumer Electronics Show (CES 2015), realizada esta semana em Las Vegas, nos EUA, onde os dispositivos conectados dominaram a cena, deixando a impressão de que uma antiga promessa da indústria — a da "casa conectada" ­— está menos distante de se tornar realidade do que se pensava.

À medida que mais dispositivos forem sendo conectados à internet — smartphones, pulseiras, cafeteiras, geladeiras e televisores —, especialistas em segurança advertem que mais devem crescer as ameaças à segurança e à privacidade. Hackers já violaram sistemas de câmeras conectadas à internet, smart TVs e até babás eletrônicas, informa artigo do The New York Times. Em um dos casos mais recentes, alguém cortou a configuração da câmera em rede e usou-a gritar obscenidades em uma creche.

Embora até agora haja poucos registros de ameaças à segurança de casas conectadas, esses especialistas preveem que hackers, que hoje visam principalmente gigantescas bases de dados para obter a acesso a dados de cartões de crédito e informações pessoais, passarão a mirar cada vez mais os dados de nossos dispositivos e aparelhos. E, o pior: esses dados podem ser compartilhados de forma não prevemos ou podem vir a ser parte de violações maiores.

Durante palestra na CES 2015, Edith Ramirez, presidente da Comissão de Comércio Federal dos EUA (FTC, na sigla em inglês), disse que a tendência de ter tantas coisas constantemente conectadas à internet apresenta riscos graves e que os grandes fornecedores de tecnologia precisam levar isso a sério. "Qualquer dispositivo que esteja conectado à internet corre o risco de ser 'sequestrado'", disse ela. "Além disso, os riscos que o acesso não autorizado cria tende a se intensificar à medida que cada vez mais dispositivos sejam interligados, como nossos carros, aparelhos de cuidados médicos e casas."

Sequestro de computador

Os riscos apontados pela presidente da FTC incluem a coleta generalizada de informações pessoais, com ou sem o conhecimento dos consumidores, uso indevido dessas informações e roubo real dos dados. Segundo os especialistas, talvez pelo fato de os dispositivos conectados seram relativamente novos, muitos deles, ou os aplicativos e serviços que os alimentam, não dispõem de recursos de segurança integrados capazes de bloquear que uma casa inteligente seja "invadida".

Um problema de segurança comum, apontado por alguns especialistas em segurança, é quando uma pessoa visita um site que tem um código malicioso embutido. Mesmo que ele não tenha clicado em nada, o código será executado, permitindo que o computador seja "sequestrado" e trabalhe como parte de uma botnet [rede de máquinas invadidas controladas a distância]. "E os dispositivos que estiverem conectados, como TVs e geladeiras, podem se tornar parte dessas botnets", afirmou Bogdan Botezatu, analista sênior de ameaças da empresa de segurança Bitdefender.

Segundo Botezatu, não importa muito para o hacker quanto poder de processamento tem a máquina ou que tarefa esses dispositivos inteligentes pode realizar. "Se permitirem chegar a um website — e permitem, porque eles se conectam a seus próprios sites — eles podem ser usados. Conseguir algo via internet ainda vale um monte de dinheiro, e a Internet das Coisas é uma ferramenta poderosa para fazer isso", afirmou ele.

Valor para hackers e usuários

Um aspecto observado por Chris Babel, executivo-chefe da empresa de gestão de privacidade de dados TrustE, é que ainda estamos nos primórdios da Internet das Coisas. "Tudo ainda está muito em silos e não é muito interligado", disse. "Mas há uma quantidade enorme de valor quando tudo é conectado, tanto do 'perspectiva dos hackers quanto dos usuários."

Para Edith Ramirez, da FTC, as empresas precisavam "dar prioridade à segurança e construir a segurança em seus dispositivos, desde o início." Ela recomendou atenção à privacidade e avaliações de riscos na fase de concepção de novos produtos, e também que os usuários sejam forçados a configurar novas senhas em vez de usar senhas padrão em dispositivos sensíveis, como roteadores de internet e usando criptografia sempre que possível.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Velocidade média de conexão à internet é de 2,9 Mbps no Brasil


País ocupa a 90ª posição em ranking mundial de velocidade de acesso, atrás de Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru na América do Sul.


A velocidade média de conexão à internet no Brasil ficou em 2,9 Mbps no último trimestre de 2014. O dado é da empresa Akamai e consta do estudo State of the Internet, divulgado nesta quinta-feira (8). Com a média, o país ocupa a 90ª posição no ranking de países com velocidade média de navegação mais alta no mundo. A lista tem 140 países.
Nas Américas, o Brasil é 10º colocado, entre 15 países analisados. Supera Bolívia, Venezuela, Paraguai e Costa Rica; empata com Panamá, e fica atrás dos demais. Estados Unidos e Canadá apresentam a maior velocidade no continente, como média de 11,5 e 10,3 Mbps, respectivamente.

Entre os sul-americanos, o Uruguai é o mais bem posicionado, ocupando o 53ª lugar no ranking global e apresentando velocidade média de 5,5 Mbps. O país foi o que apresentou maior melhora na velocidade de conexões, que subiram 148% no ano. No mesmo período, as conexões brasileiras ficaram 9,5% mais rápidas. A Argentina figura em 67º lugar, com velocidade média de 4,2 Mbps e aumento de, em média, 49% em um ano.

Entre julho e setembro de 2014, a média global de velocidade de foi de 4,5 Mbps. A Coreia do Sul manteve-se em primeiro lugar no ranking de 140 países, com velocidade de 25,3 Mbps. Em segundo lugar está Hong Kong, com 16,3 Mbps. No comparativo ano a ano, 129 dos países qualificados para o ranking apresentaram aumento de velocidade média de conexão, variando de 0,2% no Equador (3,6 Mbps) a 150% em Jersey (9,7 Mbps), ilha do Canal da Mancha.

No que diz respeito aos picos de conexão, a média global ficou em 24,8 Mbps. Hong Kong manteve-se em primeiro lugar, com pico de 84,6 Mbps e crescimento de 14% em relação aos três meses anteriores. Ano a ano, 135 das regiões qualificadas apresentaram evolução e a média geral teve crescimento de 38% em relação ao terceiro trimestre de 2013.

Todos os top 10 países apresentaram significativa evolução, com destaque para o Uruguai, com 58,6 Mbps e crescimento de 334% nos picos. O Brasil registrou 20,5 Mbps, aumento de 23% em relação ao último ano. Neste índice, o país subiu da 89ª para a 86ª posição no ranking global de picos de conexão.

O relatório aponta o Brasil como a 7ª maior fonte de ataques cibernéticos do mundo. Mostra que o país apresentou o maior crescimento em endereços IPv4 no trimestre (3,1%). No ano, o crescimento foi 33% em relação ao mesmo período de 2013.
O material analisa os 246 países/regiões conectados à plataforma Akamai no trimestre – o que representa mais de 790 milhões de endereços IPv4 únicos – e, para os rankings, considera os que tenham mais de 25 mil endereços.

Conectividade Móvel

No terceiro trimestre de 2014, a Coreia do Sul manteve sua liderança, com velocidade média de 18,2 Mbps. Já o Irã atingiu o menor índice global, de 0,9 Mbps, sendo o único com número inferior a 1 Mbps. Na América do Sul, a Venezuela apresentou a maior velocidade, com média de 6,0 Mbps, e o Brasil registrou média de 1,5 Mbps.

No que diz respeito à média de picos de conexão, Cingapura atingiu o maior número do período, com 98 Mbps, e o Irã também figurou em último lugar, com 3,3 Mbps. O Brasil registrou, no período, 12 Mbps e, na América do Sul, o maior pico também ficou por conta da Venezuela, com 27,1 Mbps.

Em relação à adoção de banda larga móvel (> 4 Mbps), a Suécia teve a maior taxa, 94%, enquanto Irã, Paraguai, Croácia e Vietnã tiveram taxas abaixo de 1%. Na América do Sul, novamente a Venezuela destaca-se, com 86% de adoção e empatada com o Japão neste quesito.

Penetração Global de Internet

O estudo registrou pequeno crescimento na contagem global de endereços de IP únicos, com aumento de 0,3% – cerca de dois milhões de novos IPs – no comparativo trimestre a trimestre. Dos Top 10 países, apenas EUA, Brasil, França e Rússia apresentaram aumento em relação ao segundo trimestre de 2014.

O Brasil figura na terceira posição em volume de IPs conectados à Akamai, com 45.469.490 endereços no período. Ainda, apresentou o maior índice de crescimento no trimestre (3,1%) e no último período um ano (33%), sendo o único dentre os top 10 que apresentou aumento de dois dígitos.

Adoção IPv6

Quanto à adoção do IPv6, a maior demanda continua sendo de provedores como a Verizon Wireless e a Brutele, que têm mais da metade de suas solicitações à Akamai feitas em IPv6. Adicionalmente, a Bélgica é o país que continua liderando a adoção, com 27% de suas conexões à Akamai via IPv6.

4K Readiness

O ranking “4K Readiness” analisa a entrega de streaming de ultra resolução (ultra HD – 4K) e considera que é preciso 15 Mbps de capacidade para que vídeos sejam trafegados. No trimestre, 12% das conexões à Akamai foram em 15 Mbps ou velocidade superiores. Dos 52 países presentes neste ranking, a Coréia do Sul fica em primeiro lugar, com 66% de suas conexões em 4K.

O Brasil está na 50ª, com 0,5% de suas redes capazes de realizar streamings em 4K. No trimestre anterior o país figurava na posição 59ª, com 0,6% de capacidade de rede. Mesmo assim, o país apresentou crescimento de 65% ano a ano.

Intel anuncia processador para wearables do tamanho de um botão


A Intel ainda tem um longo caminho a percorrer na área móvel para competir com a Qualcomm, líder em fornecimento de processadores para smartphones e tablets, mas a companhia tenta se destacar em um subgênero apontado como uma das principais tendências para os próximos anos: os dispositivos vestíveis (wearables). A fabricante de chipsets anunciou nesta terça-feira, 6, sua nova geração de processador para esses aparelhos, o Curie, sucessor do Edison. Como grande diferencial, está o tamanho - agora, o componente é quase do tamanho de um botão de paletó, ou cerca de 21 mm.

O processador tem sensores de movimento, comunicação via Bluetooth e promete eficiência no consumo de energia, podendo ser carregado com uma pilha do tipo de relógios ou com bateria recarregável. "Ele permite identificar atividades esportivas diferentes com precisão", garante o presidente e CEO da Intel, Brian Krzanich. O executivo exibiu o novo produto no palco da Consumer Electronics Show (CES 2015) em Las Vegas, com uma demonstração de aplicativo de marcação de passos em um smartphone Asus.

O Intel Curie estará disponível no segundo semestre de 2015 e, com ele, a companhia quer recuperar o tempo perdido no mercado. "Com esse produto, poderemos entregar wearables com uma variedade de formas, como anéis e até botões de paletó. Isso muda o jogo", disse Krzanich. A fornecedora já estabeleceu parceria com empresas de vestuário e óticas, como Barneys Newyork, SMS Audio e a rede Luxxotica, dona de marcas como do óculos Rayban. A Intel anunciou ainda parceria com a Oakley para o desenvolvimento de óculos conectados esportivos.

Outra aplicação para o novo processador diminuto é o da acessibilidade. A Intel exibiu no palco da CES uma solução que coloca diversos sensores de proximidade no tórax de um deficiente visual, permitindo a ele "sentir" o ambiente em volta com maior precisão. Essa tecnologia utiliza a plataforma RealSense, da Intel, que processa imagens em 3D para dar uma maior reação com o espaço em volta. A solução será disponibilizada ainda este ano. "Será open source para que desenvolvedores possam expandir a plataforma para poder ajudar deficientes", garantiu o CEO da Intel.

Esse mesmo recurso RealSense foi implantado em drones, que agora podem se valer de uma visão tridimensional para evitar obstáculos em tempo real, incluindo pessoas.  A companhia mostrou como exemplo um robô que consegue passar por vários bloqueios verticais e horizontais e o Nixie, uma espécie de pulseira que pode ser desacoplada do braço para virar um drone que tira fotos com comando de gestos e voz.

A Intel anunciou também um programa de inclusão interna para ter "total representação em todos os níveis do quadro profissional até 2020", em especial com o número de admissões, qualificações e retenções de profissionais de minorias e de mulheres. A empresa pretende investir nos próximos cinco anos US$ 300 milhões para conseguir alcançar o objetivo.

AT&T's CEO wants to put more wearables on the network

An interview with AT&T Mobility CEO Glenn Lurie



Glenn Lurie has a lot of work to do. Successor to the longtime AT&T Mobility CEO Ralph De La Vega, Lurie is leading the carrier into uncharted territory — a land where glasses, watches, and even thermostats can all be considered connected devices. For years, AT&T Mobility has made its bones on the backs of cell plans and mobile phone subsidies, but Lurie isn't content with just focusing on phones and tablets with technology evolving so rapidly.

The former head of emerging devices — AT&T's IoT division — Lurie sees connected cars and homes as the next big revenue stream for AT&T, but he's also interested in seeing more wearables connected directly to his company's cell towers. The Verge sat down with Lurie after he spoke at AT&T's annual Developer Conference, held the day before CES kicks off.

When it comes to mobile plans, T-Mobile is cheaper than AT&T and Verizon. Do you see AT&T pricing coming down to match T-Mobile’s?

The competitiveness happening in our industry has been there forever. Is it a little more hyper right now? You may argue yes or no, but we’ve been the leader in investing in our networks — AT&T has invested over $140 billion over the last six years — and our networks are performing very well. We’re always going to look at what we have to do to be competitive — it’s not only about rates. We’ve been measured about how we decide to jump in or jump out of all the fun that’s going on in the industry.

Our customers are giving us good feedback. We’re seeing what others are doing, but we’re always going to look and make sure we’re talking to our customers and make sure we’re being transparent with our customers. When we have to be aggressive, we will.

Does T-Mobile worry you?

It’s competition. There’s four of us, and I think we respect all of our competition. We look at what they’re doing, as they probably look at what we’re doing. Like I said, we’re going to make very measured decisions about what makes sense. If you go back and look at what happened in 2014, we made our price moves when we felt it was necessary. If you go a few years back, we’ve always been incredibly aggressive, but we’ve also been really on point with what our customers want.

We talk to our customers a lot. As you think about some of the fun things we’ve done; Mobile Share Value — we went into that very hard. With AT&T Next — we’ve obviously gone hard into that — and the feedback from our customers has been really, really good. That’s what’s most important to us. It’s not necessarily about what everybody else is doing, it’s about our relationship with our customers, and that’s the focus.

AT&T Next seemed like a reaction to T-Mobile’s JUMP.

We actually have done financing in the past, it’s just a matter of how you do it and what the structure is. The concept of somebody using the "old way" to upgrade versus having a financing opportunity where customers can upgrade more often — our customers told us they wanted it. We went out and built the original Next and saw our customers loving it. We’ve obviously enhanced that, we’ve added Next 24, and some other pieces to it, but the reality is this is all about what our customers want.

Reaction? Competitiveness? Sure, there’s always pieces of that in anything you do. Mobile Share Value and Next have been home runs. They’ve been terrific for us, they’ve been terrific for our results, they’ve been terrific for our churn, and we’re excited about where those go going forward.

Let’s talk about a third OS, as Android and iOS obviously dominate every carrier. What do you think about Windows Phone, BlackBerry, and others?

As I think you know, we are the only carrier who, for really forever, has had every OS. The reason we do that is we have 118 million customers — you’ve got to give them what they want. Do I think OS competition would be good for the industry? Sure, absolutely.

Those are all important aspects of our business. I think if you look at BlackBerry’s success for a long time — and now they’re bringing out new devices — we have lots of folks on our network that still love BlackBerry. We have lots of folks on our network that think Windows Phone is terrific and easier to use than others. For us it’s about customer choice. If customers tell us they want it, we’re going to have it.

Now as far as what the folks at Microsoft are doing, and the folks at BlackBerry are doing, and the folks at Apple, we’re obviously working closely with all of them, and are going to continue to help them and be good partners to them based on what are customers tell us they’re looking for. It’s going to be interesting. I think OS competition is good for the industry.

Back in November, AT&T CEO Randall Stephenson responded to President Obama’s statements on net neutrality by saying it may cause AT&T to pull back on its fiber expansion. How does that outlook affect AT&T Mobility?

"This will land where it lands."
Net neutrality is a hotly debated topic right now; I think we all know that. The thing as a carrier we have to be focused on is if we’re going to invest $140 billion, we’ve got to be able to make a fair return. There are some pieces of net neutrality that — as Randall has said, and others in our business and around the industry have said — would make that very difficult for us. No matter what happens, no matter what the situation, we’re going to have to go out and — I’m going to go back to it — it’s about our customers, and we’re going to have to take care of those individuals.

This will land where it lands. The bottomline is, the FCC and Mr. Wheeler have some tough decisions to make, and based on whatever decisions they make, we’ll make some decisions and react.

What’s your stance on net neutrality?

Oh, I think our stance is well-documented. I don’t think we’re much different than others in the industry. It’s going to be interesting to see what happens.

AT&T has a lot of connected devices. Is the Internet of Things and the connected home the next big thing and big revenue stream for AT&T?

It’s big. It depends on how you define it — we define connected devices today as anything other than a smartphone or tablet. Obviously we invested much earlier than others, which is one of the reasons we have over 18 million connected devices on our network. It’s the reason we have a big lead in the automotive space. We announced in Q3 that we had 50 percent share. We’ve been saying for quite a while we think this is the next big thing for the business.

What’s exciting is, the whole show here at CES seems to be about it. Everybody’s talking about the home, cars, the industrial internet — I think we’re just scratching the surface of the opportunity. For me, I started the emerging devices business eight years ago, and to have us sitting here today and it really being the focus of CES is really exciting.

You’ve done some exclusive deals for smartwatches in the past, are you going after that more this year?

I think the wearable space is an exciting one. Whether you’re talking about an exercise band or glasses or watches, we see that space as being exciting because it needs to solve a problem. We announced our partnership with Timex for the Ironman watch — that is probably the best example of a standalone device. You can utilize it with your smartphone, but the reality is you’re supposed to leave your smartphone at home and go use that device. It does a whole bunch of great things because it is its own standalone device.

I think the health care space is an exciting one with wearables. The concept that you could have a band on your arm that really is the hub of your body and allows you to have digital bandages and other devices on your body: these are all things that are happening right now and happening really fast. We’ve partnered with a whole bunch of folks — you’ll probably see us make some more announcements, even here at the show — and we’re real excited to get a few of these launched that we have announced.

For smartwatches and wearables that aren’t standalone, that rely on tethering to a phone, is that good for AT&T?

It’s great. You look at whether it’s the Samsung Gear S or whether it’s Fitbit, they’ve done very, very well, and we do sell those. They are partners of ours. I think bluetooth devices are here to stay. I view the future as starting to go toward more standalone, but obviously it’s going to take time, but I think you’re going to start to see that transition happening in 2015.

FCC to define broadband as minimum 25Mbps



Summary:The Federal Communications Commission will likely raise the requirement for the definition of broadband up from 4 megabits per second download speeds to 25Mbps.
By Josh Taylor | January 8, 2015 -- 05:19 GMT (21:19 PST)

The United States Federal Communications Commission (FCC) is proposing to raise the minimum speeds allowed for broadband from 4Mbps down, 1Mbps up to 25Mbps down, 3Mbps up.

The FCC is responsible for reporting to Congress on the state of broadband in the United States, and in the next Annual Broadband Progress Report, FCC chairman Tom Wheeler has indicated that he is likely to raise the defined minimum benchmark for services to be able to be described as "broadband".

According to a circulated fact sheet, the FCC is considering raising the definition to "reflect current consumer demands, deployment trends, and technological advances".

As a result, the draft report found that the broadband being deployed in rural areas, tribal land, and US territories is not being done so in a reasonable and timely fashion.

The draft report found that 53 percent of rural Americans lack access to the 25Mbps/3Mbps speeds, while across the entire US, 17 percent of -- or 55 million -- Americans lack access to those speeds.

In urban areas, all but 8 percent of residents have access to 25Mbps, according to the draft report.

The FCC had floated the idea of raising the definition from 4Mbps to 10Mbps in its inquiry into advanced telecommunications deployments last year; however, the commission faced resistance from US telecommunications giants AT&T and Verizon.
AT&T argued that there was no evidence that less than 10Mbps was not "advanced".
Ars Technica has reported that although the FCC will boost the benchmark speed, it will not be a requirement for government-funded broadband projects.

In Australia, the current federal government has instructed NBN Co to provide minimum download speeds of 25Mbps to all Australian premises by the end of 2019. The government has not mandated a minimum upload speed due to the multi-technology mix using a variety of technologies including fibre, cable, fibre to the node, fixed wireless, and satellite, which will deliver variable speeds.

NBN Co has yet to detail how it will test a customer's connection to ensure that 25Mbps download speeds are able to be achieved, but the company has also placed responsibility for ensuring that the speeds can be achieved with the retail service provider.

The FCC's proposal comes in stark contrast to the Australian government-commissioned report (PDF) put together by fibre broadband critic Robert Kenny and Communications Chambers as part of the National Broadband Network (NBN) cost-benefit analysis, which estimated that the average Australian household would only require 15Mbps in 2023.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Governo norte-americano alerta para riscos da Internet das Coisas



Em discurso na CES 2015, diretora da FTC afirmou que as empresas devem sempre proteger os consumidores e usuários desses novos aparelhos conectados
IDG News Service / EUA
07 de janeiro de 2015 - 12h23
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Os aparelhos conectados à Internet estão surgindo aos montes na feira de tecnologia CES 2015, em Las Vegas, nesta semana. Mas, apesar de essa nova tecnologia ter potencial para fornecer grandes benefícios para os consumidores, as empresas de TI deveriam se esforçar mais para proteger a segurança e a privacidade dos consumidores, segundo uma oficial de alto-escalão da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC).

Todo novo gadget revelado na CES parece estar conectado a um smartphone, Internet, ou serviços de localização de uma ou outra forma, seja um fone de ouvido que seleciona músicas que combinam com o batimento cardíaco do usuário, um detector de incêndio que pode enviar um sinal para smartphones, um computador do tamanho de um botão que cabe em aparelhos minúsculos ou pranchas de snowboard com Bluetooth.

Isso mostra que a chamada “era dos aparelhos conectados”, comumente chamada de Internet das Coisas (IoT), realmente chegou. À medida que bilhões de aparelhos ficam conectados, os benefícios para os usuários podem ser imensos já que essas novas tecnologias podem ajudar a melhorar a saúde/bem-estar, modernizar cidades e impulsionar o crescimento econômico. Mas, ao mesmo tempo, a IoT possui sérias implicações de segurança e privacidade, destacou a diretora da FTC, Edith Ramirez, durante uma apresentação na CES.

“Aparelhos conectados que oferecem cada vez mais conveniência e melhoram os serviços de saúde também estão coletando, transmitindo, armazenando, e muitas vezes compartilhando grandes quantidades de dados dos consumidores, alguns deles altamente pessoais, criando assim uma variedade de perigos para a privacidade.”

A coleta constante de dados de aparelhos conectados pode levar a usos inesperados dos dados dos usuários que poderiam ter consequência adversas e acabar com a confiança do consumidor, afirma Edith. “Essa confiança é tão importante para a adoção ampla dos novos produtos e serviços IoT quanto uma conexão de rede para a funcionalidade de um aparelho IoT.”

As preocupações da executiva seguem alertas parecidos feitos pela indústria neste último ano. O diretor de IoT da Intel, Doug Davis, por exemplo, chamou os desenvolvedores para criar aparelhos conectados com a privacidade e a segurança em mente. É essencial poder confiar nos aparelhos assim como nos dados que eles geram, afirmou o executivo durante o Intel Developer Forum, no último mês de setembro em San Francisco.

Além disso, um grupo de reguladores de privacidade da União Europeia emitiu um comunicado em que afirmam que os consumidores devem permanecer no controle dos seus dados durante toda a vida do produto.

Apesar de a FTC poder apenas aplicar leis federais de proteção ao consumidor e não possa realmente criar novos regulamentos por conta própria, o órgão pode colocar pressão sobre os legisladores dos EUA. O discurso de Ramirez mostrou que a comissão está claramente interessada nesta nova onda de aparelhos conectados chegando ao mercado.

“Na minha cabeça, a pergunta não é se os consumidores devem ter voz sobre usos inesperados dos seus dados; em vez disso, a questão é como fornecer avisos e escolhas simplificados”, afirmou

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Depois dos celulares, empresas de tec disputam carros e casas


Por Redação Olhar Digital - em 06/01/2015 às 19h00



Basicamente todas as empresas de tecnologia para consumo embarcaram na onda dos smartphones há algum tempo. Mas o que vem depois disso? Qual o próximo passo da indústria? Se a CES 2015 for algum parâmetro, duas siglas podem determinar o caminho: IoT e ADAS.

A primeira delas é a significa a Internet das Coisas, enquanto a segunda significa Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista. As duas ideias marcam presença forte em basicamente todas as apresentações realizadas no evento em Las Vegas.

Você pode não ter interesse, mas estas siglas dizem muito sobre os planos para o futuro. Se todos os bolsos já estão ocupados por smartphones, as empresas começam a querer cercar o consumidor em lugares. E os próximos objetivos são entrar em suas casas e em seus carros, criando um ecossistema conectado.

Tomemos como exemplo a LG ou a Samsung, ambas com um portifólio de produtos extremamente abrangente, com eletrodomésticos, TVs, computadores, tablets, celulares, relógios inteligentes, etc. O cenário ideal para uma destas empresas seria dominar um ecossistema completo na casa do usuário, oferecendo uma geladeira conectada comandada por meio de um celular da marca, que interage também com a TV, a máquina de lavar e de secar. Todas essas informações também seriam apresentadas no seu relógio de pulso inteligente.

Mas se isso não for possível, o próximo passo, como aposta o The Verge, é tentar ficar com um pedaço do mercado. É o caso da Nvidia, com uma longa apresentação tentando atrair fabricantes de carros a adotarem seus chips; é o caso da Sony falando em novos sensores para automóveis. O objetivo não é o público, mas fabricantes de carros que poderão utilizar tecnologia da Sony ou da Nvidia em seus veículos.

A briga pelos veículos também não é exatamente novidade na indústria. Google e Apple, surfando na popularidade do Android e iOS, também já anunciaram anteriormente seus planos de adaptação de seus serviços para automóveis antecipando a tendência. Isso deve se intensificar nos próximos anos

Sobre a Internet das Coisas, você já vê o começo dela na CES 2015. Trancas para porta que se fecham sozinhas, termostatos autônomos, câmeras de segurança automáticas... tudo isso já existe agora. Mas o que define a tecnologia não são os gadgets, mas a forma como elas se comunicam, e talvez seja aí é que as grandes empresas querem entrar, criando os ecossistemas necessários para que estes eletrônicos funcionem de forma interligada.

E nos próximos 10 anos você pode esperar: chips menores implantados em basicamente todos os tipos de objetos possibilitando interconectividade, muito além dos relógios de pulso que temos atualmente.

Há algumas grandes questões ainda pendentes: eles serão seguros o suficiente? Haverá alguém que conseguirá disparar na frente deste mercado, como aconteceu no começo do boom dos smartphones? A tecnologia será acessível ao público leigo ou ficará restrita a alguns entusiastas? Ela realmente irá funcionar? Tudo isso só saberemos mais para frente.

Internet das Coisas harmônica? Só em 2016!



Vários grupos industriais foram constituídos em 2014 em torno do conceito de IoT e parecem orquestras em afinação. Provavelmente haverá tantos grupos, daqui a um ano, como atualmente
Da Redação, com IDG News Service
06 de janeiro de 2015 - 08h15


Se a Internet das Coisas não proliferou tanto quanto se previa durante 2014, pelo menos surgiram vários grupos industriais interessados em promover uma maior normalização tecnológica.

Cinco iniciativas que nasceram com o objetivo de trazer ordem à Internet das Coisas, lançadas no final de 2013, já andam com as próprias pernas. Ironicamente isso causou uma certa confusão em um setor vasto e multifacetado. Infelizmente, todos os grupos, provavelmente, vão existir daqui a um ano, também ‒ e talvez alguns outros.

Mas os produtos de IoT de diferentes fornecedores terão, eventualmente, que falar a mesma língua, em algum nível. Assim, os fornecedores estão ansiosos por construir alguma dinâmica subjacente às tecnologias a serem lançadas. Não querem esperar por organismos de normalização formais para construir especificações equivalentes à família IEEE 802.1, para o WiFi, disse o analista Patrick Moorhead, da Moor Insights & Strategy. Até as normas mais formais da IoT serem terminadas, provavelmente em 2017, os fabricantes deverão unir-se para estipular aquelas vigentes na prática, prevê.

Nem todas as organizações que se formaram no ano passado querem, na verdade, desenvolver especificações próprias. Alguns querem promover a harmonia entre as iniciativas já formadas e há outros cujos esforços se sobrepõem. No entanto, a cacofonia de vozes clamando por ordem na Internet das Coisas provavelmente só formará um coro harmonioso em 2016. Os esforços desenvolvidos agora são apenas a primeira etapa de um longo processo, considera analista, James Brehm, fundador da James Brehm & Associates.

“Precisamos de diálogo, mas estamos muito no início do processo”, disse Brehm. Até mesmo os fornecedores de um mesmo grupo, em alguns casos, têm estratégias conflitantes, e daqui a um ano, pode haver ainda mais empresas concorrentes tentando definir como a IoT deverá ser feita.

Hoje, a “sopa de letrinhas” de grupos da indústria faz os compradores ficarem nervosos ‒ especialmente os consumidores ‒ com a possibilidade de serem marginalizados, diz Moorhead, da Moor Insights & Strategy. “E, com certeza, está emperrando o crescimento da indústria”, afirma.

Os conflitos não pesam tanto na IoT empresarial. Já existem interfaces com 30 anos, que precisam de tradução e alguns investimentos em trabalho de adaptação para serem úteis em ambientes industriais, disse Moorhead. Ainda assim, há esperança é de que a normalização, em todos os setores, reduza os custos e produza combinações novas e dados úteis.

Futuro da IoT pode ser determinado apenas por um agente
Tanto nos ambientes domésticos ou empresariais nenhuma norma reinará com supremacia, prevê o analista da Machina Research, Andy Castonguay. “Este mercado é, em especial, de fragmentação e inovação, o que essencialmente não contribuiu para as iniciativas de se ter uma única interface entre dispositivos”, disse Castonguay. Mas, como os outros, ele espera ver uma consolidação entre os vários grupos.

Para saber qual especificação é a mais poderosa, o tamanho e a força do grupo de suporte podem ser bons indicadores, dizem os analistas. Apesar disso, o futuro da Internet das Coisas, pelo menos para os consumidores, pode também ser determinado apenas por um agente com uma quota de mercado grande e uma boa ideia.

Os compromissos exigidos nos grupos da indústria, com muitos fornecedores concorrentes, podem levar a soluções menos capazes e menos fáceis de usar do que o ideal, considera Brehm. “Quantas pessoas trabalharam com a Apple para tornar as coisas interoperáveis no sucesso do iPhone ou do iPad?” questiona Brehm. “O sucesso foi fantástico e não foi necessário qualquer consórcio”.

domingo, 4 de janeiro de 2015

New government in India wants to build 100 smart cities


Fri, 2014-06-06 06:00 -- Doug Cooley


Smart city development looks to get a stronger push in India with the Bharatiya Janata Party (BJP) prevailing in recent national elections and Narendra Modi settling in as the country’s prime minister.

The new, pro-business government is advocating reforms that will boost infrastructure investment, streamline decision-making and, in the end, get the Indian economy rolling.  Modi in particular is looking to shift the emphasis from rural to urban development. As the Washington Post reports, he intends to pursue large-scale building and modernization projects, including high speed rail sytems and hydroelectric power plants.

The new prime minister, a technophile and social media fan, also stands behind the BJP’s goal of building 100 new smart cities to accommodate the country’s rapidly rising urban population. While details remain unclear, the Indian press mentions using Geographic Information Systems to facilitate planning, strengthening the electric grid, improving waste management and connecting citizens to city services. Market researchers anticipate large investments in smart city technologies in India over the next decade.

There will be challenges

A number of challenges face Modi and his development agenda, according to The New York Times. Also, some current efforts to modernize cities have met with setbacks. For example, The Guardian reports how the plans to develop the smart city of Dholera, located in Modi’s home state of Gujurat, have met with protests from local farmers and that investors in a Dholera seaport have backed out.

Several SCC Global Partners are already working in India.  For example, Cisco is currently involved with the government in implementing smart city elements along the Delhi-Mumbai Industrial Corridor (DMIC). And Microsoft is working to develop the Gujarat city Surat as India’s first smart city under the company’s CityNext initiative.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O desafio da conexão na era da internet das coisas

Estaremos criando uma sociedade mais igual ou aumentando o gap social entre aqueles que podem pagar por uma conexão de alta qualidade e aqueles que não poderão dispor deste recurso?

Marcos Sakamoto *

18 de dezembro de 2014 - 08h05


A ideia de conectar e promover a interação entre pessoas e seus objetos eletrônicos vem ganhando força nos últimos tempos. E, o que parecia uma tendência para um futuro ainda distante, já se aproxima da realidade de um número cada vez maior de pessoas no Brasil e no resto do mundo.

A proposta da Internet das Coisas, ou Internet of Things (IoT), é conectar tudo o que puder ser conectado e interligar objetos do dia a dia à Internet. Com isso, o que se espera, em um primeiro momento, é simplificar a vida das pessoas. Em um futuro um pouco mais distante, a Internet das Coisas poderá conectar cidades inteiras, tornando-as mais inteligentes.

Mas, enquanto não é possível conectar as cidades, criamos nossas pequenas e crescentes conexões com o uso de aplicativos, que estão cada vez mais presentes nos nossos celulares, permitindo saber desde o saldo bancário, às calorias ingeridas ao longo do dia, e auxiliando, inclusive, na escolha do caminho que faremos na volta para casa.

Ampliando o raio de ação dessas redes, já temos os sensores de pedágio que interagem com tags nos veículos e abrem as cancelas e nos fazem ganhar tempo nas viagens, e também nos estacionamento de shoppings, onde os sistemas poderão brevemente indicar onde há vagas e nos poupar de ficar rodando em círculos em busca de um local para estacionar. Este mesmo sistema também servirá para indicar aos mais incautos onde está localizada a vaga, na hora de sair do shopping.

No entanto, se a ideia da conexão das coisas parece ser muito atraente e surge como um facilitador no nosso cotidiano, há vários pontos que ainda são um obstáculo a esta realidade, assim como uma série de perguntas ainda sem respostas. Será que a Internet das Coisas estará acessível a todos? Estaremos criando uma sociedade mais igual ou aumentando o gap social entre aqueles que podem pagar por uma conexão de alta qualidade e aqueles que não poderão dispor deste recurso?

Quanto dinheiro estará envolvido na conexão dos aparelhos eletrônicos? Quem paga esta conta? Já sabemos que a conexão só será possível com um chip e seu custo poderá ser um limitador. E a questão da segurança? Quem cuidará deste processo e a que custo? Se por um lado, o usuário deseja acionar o alarme da sua casa à distância, ele também quer ter certeza que ninguém poderá burlar o seu comando. O mesmo vale para um dispositivo que avisa que a torneira está pingando. O usuário precisará saber se se trata de algumas gotas de água ou se a casa corre risco de alagar.

A preocupação com os hackers mexe até com os mais entusiastas defensores da Internet das Coisas, pois ninguém quer ver seus dados acessíveis na rede.

Mesmo com as várias perguntas, algumas dúvidas e receios, as empresas de tecnologia precisam enxergar a Internet das Coisas como oportunidade de negócio. Só para ter uma ideia, uma pesquisa da consultoria IDC (Internet Data Center) aponta que o mercado de Internet das Coisas irá render US$ 8,9 trilhões em 2020, com um crescimento anual de 7,9%. Ainda de acordo com a IDC, no Brasil, só este ano, o mercado de equipamentos que conectam objetos à web já movimentou US$ 2 bilhões. Mas, os números de todas as consultorias sobre a IoT se mostram ainda meras conjecturas, ninguém sabe ao certo o verdadeiro tamanho deste mercado.

Mas uma coisa é certa, se o montante financeiro da Internet das Coisas no campo dos eletrônicos já parece interessante, sem dúvida, quando chegarmos na era das cidades conectadas, com seus sistemas de transporte, energia, comunicações, saúde e educação, teremos um volume financeiro muitas vezes maior.

Para o mercado de TIC, o caminho que se apresenta é o de investir no desenvolvimento de ferramentas e soluções que facilitem as conexões e que funcionem como o front-end desta rede de interconexão, através dos aplicativos, equipamentos e tecnologia de segurança da informação.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Cisco fará smart grid para Eletropaulo

Projeto de R$ 75 milhões vai impactar 250 mil de Barueri, na Grande São Paulo.


A Cisco vai implementar o smart grid da AES Eletropaulo em Barueri, na Grande São Paulo. O projeto, de R$ 75 milhões, financiados pela FINEP, prevê a instalação de 62 mil medidores inteligentes, dos quais 2 mil em comunidades de baixa renda, impactando diretamente 250 mil pessoas.

Além de fornecer dados em tempo real para a concessionária, a tecnologia vai alertar automaticamente os clientes sobre falhas ou interrupções na distribuição de energia. O cliente, por sua vez, poderá acompanhar o seu consumo diariamente, por meio da página da Eletropaulo na internet.

As empresas projetam também a implementação de uma segunda fase, em que será possível o pré-pagamento da fatura elétrica (como acontece com os celulares), microgeração em larga escala de energia renovável e a aplicação de tarifa diferenciada de acordo com o horário de consumo.

A Cisco irá fornecer o módulo de comunicação. A solução integra radiofrequência – que transmite as informações por meio de rede sem fio (RF MESH 6LowPAN) – e PLC (Power Line Communication) – protocolo que utiliza o próprio cabo elétrico para transmissão de dados. Barueri foi escolhida como cidade piloto, pois possui todas as características que refletem os grandes centros urbanos. (Com assessoria de imprensa)

AES Eletropaulo avança em seu projeto de rede inteligente



A AES Eletropaulo anunciou hoje mais uma etapa do projeto de rede inteligente de energia. A distribuidora fechou contratos com as empresas WEG, Siemens e ITRON para a fabricação de 62 mil medidores eletrônicos inteligentes,  que serão instalados em residências da cidade de Barueri, região metropolitana de São Paulo, a partir de 2015. A concessionária também fez acordo com a Cisco para viabilizar solução de comunicação de rede do projeto.

Essas parcerias resultam em R$29 milhões em contratos. No total, a distribuidora está destinando cerca de R$75 milhões do seu programa de Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL, financiado pela FINEP para o projeto de rede inteligente, que atenderá 250 mil pessoas, incluindo comunidades de baixa renda, residências, comércios e indústrias. ”Nosso projeto contribuirá com um novo paradigma no setor de energia do País. Também irá movimentar outros mercados, como os de TI e Telecom, já que é preciso escala com fabricação de produtos para uma rede inteligente tão abrangente”, disse Sidney Simonaggio, Vice-Presidente de Operações da AES Eletropaulo

Os medidores eletrônicos funcionarão integrados com a solução de comunicação redundante para o projeto desenvolvida pela Cisco. A solução sintoniza as tecnologias de radiofrequência – que transmite as informações por meio de rede sem fio (RF MESH 6LowPAN) – e PLC (Power Line Communication) – sistema que utiliza o próprio cabo elétrico para transmissão de dados. Em conjunto com as soluções de automação avançada da rede que também estão sendo implantadas, a AES Eletropaulo conseguirá identificar remotamente eventuais ocorrências no fornecimento de energia, isolar o defeito e, dependendo do motivo da falha, até restabelecer o sistema remotamente. Equipes serão enviadas em casos em que há necessidade de intervenção humana na rede, como queda de árvores e troca de equipamentos. Ainda assim, também será possível reduzir o número de clientes impactados.

Segundo a concessionária, essas tecnologias contribuem ainda para reduzir o nível de perdas de energia no sistema, realizar leitura, corte e religa à distância, entre outros serviços. ”Fizemos um trabalho criterioso para avaliar quais inovações trazem mais eficiência à rede, atendendo um cliente cada vez mais exigente. O nosso projeto também servirá de modelo para ser replicado em outras cidades”, conclui Maria Tereza Vellano, Diretora da AES Eletropaulo.

O projeto da AES Eletropaulo será concluído em 2017. A concessionária definiu Barueri para instalar a rede inteligente porque, de acordo com a companhia, representa uma metrópole em franca expansão. O consumo anual de energia da cidade passou de 1.092 GWh em 2008 para 1.234 GWh em 2013.

A distribuidora concluirá, em 2014, a instalação de medidores eletrônicos para 2 mil famílias de baixa renda, que estão localizadas em comunidades da cidade de Barueri. Com isso, esses clientes já podem fazer uma melhor gestão de seu consumo de energia, visualizando o seu volume diário por meio de um display instalado em cada casa. Esse sistema também já permite que a AES Eletropaulo execute comandos à distância, como de leitura remota do consumo de energia, direto da Central de Medição da distribuidora. Em 2015, apresentará uma casa inteligente, onde será possível conferir o novo modelo de distribuição de energia na prática, interagindo com tecnologias de ponta. O espaço contará com funcionalidades de climatização, iluminação, equipamentos de automação, entre outras ferramentas.

O destaque da casa inteligente também ficará por conta da microgeração de energia. Com o projeto da AES Eletropaulo, os clientes que tiverem paineis solares, por exemplo, captam energia e podem ”devolver” para a rede a eletricidade excedente. O sistema também estará preparado para a recarga de carros elétricos.

Para atender ao projeto, a concessionária irá inaugurar, até final de 2016, a subestação Alphaville, com capacidade instalada de 120 MVA de potência, três transformadores e dez circuitos que possibilitarão uma grande renovação da rede elétrica, melhorando a qualidade do fornecimento e o atendimento ao crescimento da região. Essa unidade irá possuir 4.500 m2 e beneficiará diretamente 63 mil pessoas. Essa subestação será equipada com sistemas de controle que possibilitam o acesso remoto por meio do Centro de Operação do Sistema da AES Eletropaulo (COS), localizado em Alphaville, Barueri. A operação à distância é possível também por conta de uma rede de comunicação via fibra ótica.

Os clientes de Barueri terão ainda uma área exclusiva de acesso na agência virtual da distribuidora, que permitirá melhor gestão do consumo de energia. Para isso, terá ferramentas para auxiliar o cliente no acompanhamento e dimensionamento do seu consumo. Também será possível calcular parcialmente o valor da conta de energia. O portal estará preparado para atender eventuais mudanças na tarifa de energia, como a tarifa branca.

O cobre resiste: UIT aprova padrão global para o G.Fast

Especificação prevê uso da tecnologia no backhaul de small cells para operadoras móveis.



A União Internacional de Telecomunicações aprovou hoje (5), em Genebra (Suíça) um padrão para adoção mundial do G.Fast, tecnologia capaz de elevar a velocidade de transmissão de dados no cobre a até 1 Gbps. O documento aprovado hoje na UIT define os aspectos da camada física do G.Fast, e segue resolução aprovada em abril com métodos para impedir interferências da tecnologia em serviços de radiodifusão.

Pelo padrão, o G.Fast deve usar fibra até o ponto de distribuição (FTTdp), a partir do qual sai a conexão DSL. Por sua vez, os pontos de distribuição não devem ficar a mais de 400 metros de distância do ponto de acesso do usuário. A especificação prevê também o uso do G.Fast no backhaul de small cells e hotspots WiFi. Em comunicado, a UIT afirma que o novo padrão vai acelerar a implementação de serviços digitais, como entrega de TV Ultra-HD 4K e 8K, streaming de vídeos por IPTV, armazenamento em nuvem e comunicação por vídeo em alta definição.

O padrão atende as demandas do Broadband Forum, conjunto de companhias que desenvolvem a tecnologia. Segundo o grupo, equipamentos já estão em fase avançada de desenvolvimento, com produtos certificados pela especificação hoje anunciada prontos para chegar ao mercado já em janeiro. O consórcio acredita, ainda, que redes G.Fast, comerciais, estejam em operação em meados de 2015, e que sejam certificadas até o final do mesmo ano.

A tecnologia é defendida por fornecedoras de infraestrutura como uma das formas de manter ativas redes legadas, economizando para as operadoras, sem deixar de entregar a maior velocidade demandada pelo consumidor. Uma das grandes defensoras, a Alcatel-Lucent, acredita, inclusive, que o cobre vai realizar conexões de até 10 Gbps nos próximos dois anos. (Com assessoria de imprensa)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Projeto da AES Eletropaulo em Barueri aposta em frequências não licenciadas

Mobile Time, Bruno do Amaral


O projeto da distribuidora de energia elétrica AES Eletropaulo para implantação de 62 mil medidores inteligentes na cidade de Barueri, região metropolitana de São Paulo,visa não apenas ensaiar uma futura expansão em larga escala da smart grid, mas também testar uma tecnologia híbrida de comunicação - por enquanto, sem participação direta de operadoras de telecomunicações. A empresa está testando uma rede completamente proprietária e dedicada, por entender que a plataforma de dados das teles não oferece garantia de qualidade de serviço (SLA).


A solução encontrada, desenvolvida em conjunto com a Cisco e com contratos de fornecedores coma WEG, Itron e Siemens, é uma mistura de transmissão por rede elétrica (PLC) e radiofrequência em rede Mesh de baixa potência e com protocolo IPv6, o padrão 6LowPAN. Além disso, a distribuidora de energia alugará o antigo backbone ótico da AES Atimus, agora da TIM, e ainda a tecnologia WiMAX com equipamentos em postes.


No primeiro nível, o backbone de fibra da TIM interliga a Central de Operações da Eletropaulo com as subestações. Nas pontas, a distribuidora já tinha intenção de conectar os religadores automáticos, que agem na rede elétrica. A tecnologia escolhida foi o WiMAX, que será utilizado com as frequências não licenciadas de 5,4 GHz e 5,8 GHz, dependendo de cada região. "Precisávamos definir então qual seria a tecnologia que a gente utilizaria no medidor para fazer a comunicação desses medidores até a nossa rede. Queríamos que tivesse a característica de inovação, porque é um projeto de pesquisa e desenvolvimento", afirma a diretora da AES Eletropaulo, Maria Tereza Vellano.


A escolha foi a da radiofrequência Mesh em 915 MHz em conjunto com o PLC, que, na maioria dos casos, serviria como redundância para garantia de acesso. "Um dos grandes desafios que tivemos foi chamar os fornecedores com todas as características de medidor, como leitura remota, corte, funcionalidades de pré-pagamento, e ainda ter a comunicação híbrida", declara, citando a WEG, a Siemens e a Itron. "Ao mesmo tempo, precisaria de concentradores, os roteadores, para fazer a interface com o WiMAX, e isso foi feito com a Cisco, em conjunto com a Fitec (prestadora de serviços de P&D), que nos assessora na parte de comunicação", declara Maria Tereza.


Operadoras não estão descartadas


A transmissão via WiMAX das subestações até os roteadores é feita com a utilização de torres e postes, que passam pelo mesmo processo de instalação e obtenção de licenças. Algumas torres chegam a 60 m de altura, aproveitando as estações que a AES Eletropaulo possui, enquanto os postes são mais baixos, com menores antenas, e construídos (e patenteados) de forma modular, com instalação e manutenção mais fácil. A diretora diz que a utilização da frequência não licenciada em 5 GHz foi uma opção para poder testar o projeto antes do roll-out mais amplo. "Temos um grupo de distribuidores que já está vendo isso (na Anatel) para ter frequência licenciada para empresas utilizarem smart grid. Estamos fazendo parte de um grupo de trabalho para ter segurança melhor na faixa de frequência que as distribuidoras, como um todo, vão usar, porque estamos falando de transmissão de grande volume de dados", afirma.


A relação com operadoras, no entanto, ainda não está descartada. Segundo ela, as teles começam a se preparar para também prestar o serviço para as distribuidoras de energia. "A gente só vai crescer com redes inteligentes se o setor de telecom crescer junto", garante Maria Tereza. Ela explica que o projeto de telemetria é realizado com GPRS, mas acredita que precisa haver maior qualidade e garantia de SLA nessa comunicação.


O projeto tem ainda detector de defeitos com características de autoconfiguração da rede com self-healing e sistemas relacionados à medição, como o gerenciamento dos dispositivos com plataforma MDM, e a infraestrutura avançada de rede (RMI), com os roteadores da Cisco. "A ideia é trocar todos os medidores analógicos de Barueri a partir do final do ano que vem, até porque os novos precisam ser homologados. Nossa grande preocupação é fazer todo o sistema se interligar e funcionar da melhor forma, estudar como fazer o monitoramento de rede, se será interno ou vamos contratar terceiros", diz ela, citando ainda a necessidade de integração com sistema legado da distribuidora.


Parou em pé


A intenção da Eletropaulo é sair da fase de piloto para ter um projeto mais concreto em uma área metropolitana com representatividade em escala e na área em que possui concessão. "Se for considerar tudo que é necessário para ter uma smart grid, o valor é alto. Para calcular o retorno, só os gaps dessa determinada região, como comunicação, troca de medidores inteligentes, gestão de sistema de telecomunicações; e esse projeto de Barueri parou em pé, deu resultado positivo, com indicadores de qualidade e redução de perdas", afirma Maria Tereza.


A iniciativa tem previsão para ser encerrada em 2017 para validar as premissas e definir o modelo de negócios, ainda que dependendo de definições de regulação para a morticidade tarifária dos medidores e políticas públicas para que a empresa confira a viabilidade de investimentos – o Capex do projeto atual, de R$ 29 milhões em contratos e totalizando R$ 75 milhões, faz parte de um programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), financiado pela Finep. "Para um roll-out mais amplo, precisamos de regras mais claras", reclama Maria Tereza. "Hoje, o que está garantido é Barueri ter toda a manutenção com fornecedores como parceiros, mas para a empresa inteira, para toda a área de concessão, isso vai mudar, e até abre a oportunidade de negócios para outros players e para as próprias utilities para prestar serviços específicos nessa área", diz. "Negócio não é se vamos ter smart grid, mas quando vai ser."