terça-feira, 26 de junho de 2012

Modelo padrão de medidores inteligentes é o que falta para alavancar esse mercado de US$ 36 bilhões


sexta-feira, 22 de junho de 2012, 15h35


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As vantagens de implementar uma rede de energia inteligente ( também conhecida como smart grid) no Brasil são inúmeras: desde economizar energia a até aprimorar a segurança e a qualidade da rede de distribuição. O Brasil tem uma alta incidência de furto de eletricidade, e os clientes pagantes acabam tendo que subsidiar essa energia roubada. O sistema de medidores inteligentes é uma maneira eficaz de se lidar com esses problemas: esses equipamentos irão eliminar a leitura manual de medidores, diminuindo assim erros de leitura e a violência contra os funcionários da empresa fornecedora, permitindo um controle maior sobre como a eletricidade está sendo gasta. Ao mesmo tempo que essa simples e brilhante solução aprimorará a qualidade da energia entregue, ela também permitirá que o cliente saiba se seu vizinho rouba sua energia – ou se as empresas distribuidoras estão cobrando um preço justo.
A Northeast Group, uma empresa de Washington especializada no mercado de medidores inteligentes, publicou recentemente um estudo focado nas oportunidades desse setor em mercados emergentes. De acordo com este estudo, investimentos com medidores inteligentes no Brasil serão de 36.6 bilhões de dólares até 2022. O mesmo estudo indicou que as vendas de medidores inteligentes na América Latina irá gerar 24 bilhões de dólares até 2020. Vendas já estão particularmente agressivas no Brasil, onde se antecipara que 63.5 milhões de unidades serão usadas até o fim da década.
Mesmo que a indústria e o mercado de medidores inteligentes se mostrem otimistas sobre as oportunidades neste segmento, ainda existe um grande obstáculo que precisa ser superado: o país, junto com outros governos da América Latina, precisa escolher definitivamente um modelo padrão de medidor inteligente. Todos os grandes investimentos irão continuar em espera até que essa decisão seja tomada. Essa medida é importante não somente por promover melhores práticas mas especialmente para permitir que autoridades e organizações privadas tenham as ferramentas para implementar boas políticas, optimizar instalações e sistemas e aprimorar a eficiência energética.
A padronização e gerenciamento da energia podem contribuir para um processo continuo de aprimoração do setor energético. Modelos em relação aos sistemas de gerenciamento de energia, serviços eficientes de energia, terminologia, referências para o uso de energia, auditorias, eficiência energética e cálculos para corte de gastos são importantes para tornar possível a implementação de um sistema de rede inteligente.
O Brasil já experimenta em grande escala com vários utilitários em um conceito de ‘cidade inteligente’ que utiliza um grande número de aplicações de redes de energia inteligentes, como distribuição renovável de geração e network sofisticada em áreas residenciais. O grupo português EDP, junto com os módulos Telit GE865, permitiram que Aparecida fosse a primeira ‘cidade inteligente’ brasileira, e é uma boa experiência para se avaliar as necessidades e os modelos que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá escolher.
Lá foram instalados 15,3 mil medidores inteligentes que transmitem em tempo real todas as informações de cada consumidor. A partir do monitoramento online, a distribuidora detecta qualquer interrupção de energia em determinada área, e pode restabelecer o fornecimento de luz sem deslocar equipes de emergência. Além disso, a lâmpadas da cidade são em LED, o que economisa energia, e há planos para instalação de pontos de recarga para carros elétricos. Realmente, Aparecida aponta para o futuro do Brasil, onde todas as cidades terão essas inovações.
Grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e o crescimento contínuo da economia irão empurrar as necessidades elétricas do Brasil ao limite. Redes inteligentes serão essenciais para solucionar varias demandas e necessidades que possam surgir no futuro. O setor privado está esperando ansiosamente por uma decisão que está agora nas mãos do governo brasileiro.
Emmanuel Maçon-Dauxerre,  diretor de Vendas do Segmento de Energia da Telit Wireless Solutions.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Tesa lança piloto de MVNO



Gláucia Civa // segunda-feira, 25/06/2012 12:16 A Tesa Telecom, operadora de Porto Alegre com sedes também em São Paulo e Rio de Janeiro, anuncia um projeto piloto de MVNO, as chamadas operadoras virtuais, para entrega de serviços quadri-play em todo o país.Tesa entra no mercado MVNO.
A iniciativa envolve parcerias com a Algar Telecom, com acordos de roaming que ampliam a rede de entrega dos serviços, Transtelco, que atua como MVNE (Mobile Virtual Network Enabler), com base na plataforma de billing da Capernow e em soluções da camada de telecom da Bichara e Orange Tecnologia. De acordo com Rodrigo Vian, diretor da Transtelco, a plataforma toda já foi integrada, testada e está funcionado em modelo “as a service” na Tesa e, inicialmente, foca a oferta de serviços machine-to-machine (M2M). Em um segundo momento, que depende de aprovação da MVNO pela Anatel, a meta é entrar também na área de voz. “Os 100 primeiros sim cards do projeto piloto já estão funcionando, registrados no nosso HLR e sendo bilhetados pela nossa platafoma”, comenta Vian. “A Capernow fornece a plataforma de billing, que garante cross disconting e billing de multi serviços com ferramentas de suporte integradas”, completa.COMO SERVIÇO O executivo explica que a plataforma toda, incluindo a camada fornecida por Bichara e Orange, já foi integrada, testada e está funcionado em modelo “as a service” na Tesa. A oferta como serviço é especialidade da Transtelco: em setembro do ano passado, a companhia lançou o Projeto MNVO as a Service, com oferta de tecnologias, infraestrutura e serviços para gestão e entrega dos portfólios da operadoras virtuais. “Com isso, interessadas em ser operadora virtual não precisam investir em estrutura própria”, destaca Vian. “Entramos com apoio técnico, operacional e de serviços, pois não basta obter a licença de operação junto à Anatel e depois não saber o que fazer para colocar a MVNO em operação”, avisa. A Transtelco também atende a este mercado com projetos MVNE (Mobile Virtual Network Enabler).MERCADO EM ASCENSÃO O presidente da Tesa, Roberto Miranda, detalha que a empresa já é detentora de outorgas de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado), com foco no segmento corporativo. A nova aposta da companhia, que também atua na gestão de telecom e infraestrutura, mira um mercado que, segundo dados da consultoria Europraxis deverá faturar R$ 3,5 bilhões até 2015, somando entre 10 milhões e 15 milhões de usuários no Brasil. Publicado em novembro de 2010 pela Anatel, o regulamento de MVNOs no Brasil permite que empresas sem frequências de rede operem no setor através de acordo com uma operadora móvel. As primeiras licenciadas pela agência reguladora para atuar com este modelo no país foram Porto Seguro e Sermatel, ambas em parceria com a TIM. Depois disso, Virgin Mobile e Datora, além da francesa Sisteer, também anunciaram MVNOs por aqui.NA PARCERIA No caso da Tesa, o piloto nesta área é mais um tiro no alvo da expansão de portfólio via parcerias. Em maio passado, a operadora gaúcha anunciou uma aliança com a Siemens EC e Go2neXt para venda de soluções de telecomunicações de empreendimentos comerciais. A meta, conforme Miranda, é maximizar a oferta de recursos em pacotes, incluindo soluções de colaboração, por exemplo. A Tesa oferece serviços de telefonia fixa digital baseada em redes IP, telefonia IP baseada em celulares Nokia, locação de ramais com PABX analógico ou digital e ramal IP. Outras ofertas são o Tesa Recado (anúncios via mensagem de voz para celular), Tesa 0800 (com terminação IP), Tesa 4007 (número unificado para chamadas a partir de qualquer local, com terminação IP), além de suporte em TI (configuração e gerenciamento de rede, instalação e configuração de softwares, além de serviço de backup).

sexta-feira, 22 de junho de 2012


   Comprova.com lança SMS com valor jurídico

A Comprova.com apresentou ao mercado no CIAB 2012 uma solução para que bancos e seguradoras, principais clientes da empresa, possam enviar notificações, cobranças e outras informações pelo celular por meio de SMS com o mesmo valor jurídico que uma carta registrada.

A solução será ofertada pelo modelo Software como Serviço (SaaS) ou licenciamento tradicional e é compatível com todos os celulares. De acordo com o presidente da Comprova.com, a empresa passa por momento de forte expansão.

O SMS com valor jurídico complementa o portfólio da empresa que já oferece comprovação legal de transações eletrônicas e assinatura digital de documentos.

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Relatório aponta crescimento de 20 vezes em M2M

abstrata 19Um relatório da Analysys Mason prevê que conexões máquina à máquina (M2M) crescerão vinte vezes nos pŕoximos dez anos, de 100,4 milhões para 2,1 bilhões. Fornecedores ligados à conectividade também terão expansão no faturamento no período, de US$ 5,7 bilhões em 2011 para US$ 50,9 bilhões em 2021.


O relatório prevê que a receita média por usuário (ARPU) gerados pelas conectividades M2M diminuirá acentuadamente na próxima década, de uma média global de US$ 4,71 por mês em 2011 para apenas US$ 1,98 por mês em 2021. Essa redução de receita média por usuário será decorrência da elevação do número de conexões e pressões de preço, especialmente em mercados emergentes, de acordo com o autor do relatório da Analysys Mason, Steve Hilton.

A participação dos mercados desenvolvidos em conexões M2M vai declinar, no período analisado, de 69% em 2011 para 59% em 2021. A participação destes mercados no fornecimento de equipamentos para M2M também será menor. Passará de 76% para 64% em 2021.

Em 2011, pouco menos que 20% das conexões M2M eram por redes fixas, percentagem que deve chegar a 7% em 2021. De acordo com o relatório, quase todas as linhas fixas usadas para conexão M2M estão em mercados desenvolvidos, onde são mais comuns e confiáveis.

Nos mercados emergentes, operadores móveis estão oferecendo conectividade a preços atraentes, e a maioria das soluções M2M requer pouca largura de banda. Como resultado, mais e mais empresas estão escolhendo o MSM em rede móvel.

Energia Limpa - Banco Interamericano


Junho 18, 2012 - Comunicados de imprensa

Índice destaca oportunidades de energia limpa na América Latina e no Caribe

O Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Bloomberg New Energy Finance classificam 26 países quanto à sua capacidade relativa de fomentar o crescimento da energia de baixo carbono
A América Latina e o Caribe contam com extraordinários recursos de energia renovável e a maior parte da região teve um forte crescimento econômico em anos recentes. Ainda assim, o setor de energia limpa local está apenas começando a ganhar impulso, tendo atraído no ano passado menos de 5% dos investimentos mundiais estimados de US$ 280 bilhões nesse setor.
Para os empresários, investidores e produtores de energia limpa, parecem existir enormes oportunidades à frente – se conseguirem identificá-las. Similarmente, líderes governamentais poderiam desencadear uma onda significativa de novos investimentos em energia limpa – se conseguirem criar marcos adequados de políticas para o setor.
Para identificar estas oportunidades, o Fundo Multilateral de Investimentos, membro do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em parceria com a Bloomberg New Energy Finance, criou o Climascópio, o primeiro relatório anual, índice e ferramenta interativa on-line focado no mercado de energia limpa na América Latina e no Caribe.
O estudo será apresentado no dia 19 de junho durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20. Para mais informações sobre o lançamento visite o site na Web (em inglês).
O Climascópio usa 30 indicadores para medir a capacidade de cada país de atrair investimentos a fim de criar uma economia mais verde, expressa em pontuações de 0 a 5, em que 5 representa o melhor ambiente para investimentos. O Brasil foi o país com a melhor classificação; no entanto, obteve apenas 2,6 pontos, o que indica que existem amplas oportunidades para melhorar as condições a fim de atrair mais investimentos para o setor de energia renovável e de baixo carbono. Nas posições seguintes ficaram Nicarágua, Panamá, Peru e Chile.
A publicação do relatório é acompanhada do lançamento de uma ferramenta on-line que permite aos usuários ver os dados utilizados e alterar pesos para produzir suas próprias versões do índice. A ferramenta on-line estará disponível em http://climatescope.fomin.org a partir de 19 de junho.
“O Climascópio é muito mais que um relatório”, disse Nancy Lee, gerente geral do FUMIN. “É uma ferramenta interativa e dinâmica, com dados valiosos e perfis aprofundados dos países, que dá aos usuários a possibilidade de mudar os pesos de cada parâmetro de acordo com suas necessidades. Esperamos que a combinação inovadora de informações proporcionada pelo Climascópio sobre finanças, políticas e oportunidades de mercado traga benefícios reais para facilitar os investimentos verdes na América Latina e no Caribe.”
Michael Liebreich, diretor executivo da Bloomberg New Energy Finance, disse que, com a queda dos preços dos equipamentos nos últimos três anos, a energia limpa não subsidiada está prestes a se tornar competitiva em relação aos combustíveis fósseis.
“Porém, no momento, o setor ainda precisa de mecanismos de apoio inteligentes e, sem dúvida, precisa que uma série de obstáculos sejam eliminados”, disse Liebreich. “O que o Climascópio faz é medir o progresso nessas frentes em um nível muito granular, medida por medida, país por país. É a primeira vez que alguém tenta fazer isso e acreditamos que será algo de imenso valor neste momento em que os países da América Latina e do Caribe se esforçam para atrair recursos para acelerar suas trajetórias de crescimento verde. Felicitamos o FUMIN e o BID por apoiarem esta iniciativa.”
Os países foram classificados com base em quatro parâmetros: marco propício para investimentos; investimentos em energia limpa e financiamento a projetos de baixa emissão de carbono; negócios de baixa emissão de carbono e cadeias de valor de energia limpa; e atividades de gestão de gases de efeito estufa. As pontuações compostas finais são mostradas abaixo.
CLASSIFICAÇÃO
PAÍS
PONTOS
CLASSIFICAÇÃO
PAÍS
PONTOS
1
Brasil
2.64
14
Equador
1.14
2
Nicarágua
2.13
15
Rep. Dominicana
1.07
3
Panamá
1.97
16
Jamaica
1.02
4
Peru
1.73
17
Belize
0.99
5
Chile
1.72
18
Paraguai
0.86
6
México
1.67
19
Bolivia
0.84
7
Colômbia
1.63
20
Barbados
0.58
8
Costa Rica
1.47
21
Bahamas
0.54
9
Guatemala
1.45
22
Haiti
0.44
10
Uruguai
1.38
23
Trinidad e Tobago
0.42
11
Argentina
1.32
24
Guiana
0.38
12
Honduras
1.28
25
Venezuela
0.37
13
El Salvador
1.29
26
Suriname
0.29
 O relatório documentou US$ 90 bilhões de investimentos acumulados em energia limpa na América Latina e Caribe entre 2006 e 2011, com o Brasil tendo atraído perto de 80% do total dos recursos. Outros achados importantes são:
  • A capacidade de energia renovável pode ser instalada em algumas partes da região sem a necessidade de subsídios, devido a uma combinação de queda dos preços de tecnologias de energia limpa, preços altos da eletricidade e demanda crescente por eletricidade.
  • Pelo menos 80 políticas de energia limpa estão em vigor ou no estágio final de planejamento na região, relacionadas principalmente a regulações do mercado de energia e incentivos tributários.
  • As microfinanças surgiram como um meio importante de expandir o acesso dos pobres à energia limpa. Atualmente, 71 de 448 instituições de microfinanças que operam na região oferecem algum tipo de produto financeiro verde.
O Climascópio foi preparado pela Bloomberg New Energy Finance, a pedido do Fundo Multilateral de Investimentos, membro do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Sobre o Fundo Multilateral de Investimentos
O Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN), fundado por 39 países doadores, apoia o desenvolvimento liderado pelo setor privado que beneficia as populações pobres e de baixa renda, seus negócios, suas fazendas e suas famílias. O objetivo é dar-lhes ferramentas para ampliar a renda: acesso aos mercados e criação das capacidades para competir nesses mercados, acesso a financiamento e acesso a serviços básicos, incluindo tecnologia verde. Uma missão fundamental do FUMIN é atuar como um laboratório para o desenvolvimento, experimentando, inovando e assumindo riscos a fim de construir e apoiar modelos de negócios bem-sucedidos para micros, pequenas e médias empresas.
O FUMIN atua por meio de assistências técnicas, empréstimos e investimentos de capital, bem como da combinação dessas ferramentas quando o sucesso da iniciativa requer tanto construção de capacidade como financiamento com compartilhamento de riscos. O FUMIN é o maior provedor internacional de assistência técnica para o setor privado na América Latina e no Caribe. Cada dólar aprovado pelo FUMIN em 2011 alavancou mais de US$ 2,5 de parceiros. Mais informações em www.fomin.org.
Sobre a Bloomberg New Energy Finance
A Bloomberg New Energy Finance é o principal provedor mundial independente de notícias, informações, pesquisas e análises para tomadores de decisões nas áreas de energia renovável, tecnologias energéticas inteligentes, mercados de carbono, captura e armazenamento de carbono e energia nuclear. A Bloomberg New Energy Finance tem um quadro de funcionários de 200 pessoas, com escritórios em Londres, Washington D.C., Nova York, Tóquio, Pequim, Nova Déli, Cingapura, Hong Kong, Sydney, Cidade do Cabo, São Paulo e Zurique.
A Bloomberg New Energy Finance trabalha com os principais investidores, empresas e governos do mundo inteiro. Seus serviços Insight proporcionam análises profundas do mercado de energia eólica, solar, bioenergia, energia geotérmica, captura e armazenamento de carbono, redes inteligentes, eficiência energética e energia nuclear. O grupo também oferece serviços Insight para cada um dos principais mercados de carbono emergentes: Europeu, Kyoto, Austrália e EUA, abrangendo os mercados regionais planejados, assim como possíveis iniciativas federais e o mercado voluntário de carbono. O Industry Intelligence Service da Bloomberg New Energy Finance proporciona acesso ao banco de dados de investidores e investimentos em energia limpa e carbono mais confiável e abrangente do mundo. O News and Briefing Service é o principal serviço mundial de notícias focado em investimentos em energia limpa. O grupo também faz pesquisa aplicada para clientes e realiza eventos de networking de alto nível.
A New Energy Finance Limited foi adquirida pela Bloomberg L.P. em dezembro de 2009 e seus serviços e produtos pertencem e são distribuídos atualmente pela Bloomberg Finance L.P., com exceção de Argentina, Bermudas, China, Índia, Japão e Coreia, onde a Bloomberg L.P. e suas subsidiárias distribuem esses produtos. Para mais informações sobre a Bloomberg New Energy Finance, visite http://www.bnef.com.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Smart Grid entra em Programa de R$ 2 bi do Governo Dilma


:: Da redação
:: Convergência Digital :: 14/06/2012

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o presidente da Finep, Glauco Arbix assinam o Programa Brasil Sustentável, que vai aplicar R$ 2 bilhões no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores ligados ao conceito de sustentabilidade, ou seja, que tratem de forma integrada aspectos sociais, ambientais e econômicos. O anúncio marca as atividades do setor de Tecnologia na Rio+20.

Do valor total disponibilizado, R$ 1,5 bilhão será destinado a propostas recebidas em fluxo contínuo para crédito a empresas. Outros R$ 500 milhões serão para apoio a instituições de ciência e tecnologia e para subvenção econômica direta a empresas, com projetos selecionados por meio de editais.

Além dos eixos econômico, ambiental e social, serão combinadas diferentes competências, fontes de recursos e instrumentos financeiros. As condições do crédito concedido serão as seguintes: taxa fixa anual de até 4% ao ano, prazos de carência de até 36 meses e prazos de amortização de até 120 meses. A participação FINEP no valor total do projeto deverá ser de até 90%.

Estarão contemplados temas como: biomassa e energias renováveis; smart grid e veículos elétricos/híbridos; mudanças climáticas; materiais, construções e mobilidade urbana; resíduos sólidos, biodiversidade e preservação de ecossistemas; e tecnologias sociais, entre outros.

Tesa Telecom e Algar miram M2M para consolidar MVNO

 :: Ana Paula Lobo
:: Convergência Digital:: 31/05/2012

Mais que encontrar o melhor modelo de negócio para as operadoras virtuais (MVNOs), as empresas interessadas em atuar nesse segmento enfrentam obstáculos que retardam todo o processo. Entre os entraves estão o fato de a Anatel estar levando, em média, seis meses para liberar uma outorga. A questão custo também pesa. Isso porque não há nenhuma política para beneficiar novos entrantes na tabela de custos da VU-M, voltada para a interconexão de rede entre as operadoras.

"Os benefícios da redução de preço negociada pela Anatel foram para todos - grandes ou pequenos. Não há nada para quem está chegando e quer acirrar a competição", avalia Roberto Miranda, presidente da TESA Telecom, que fechou parceria com a Algar Telecom, e planeja, em 2013, estar operando comercialmente com soluções MVNO, especialmente, com serviços machine-to-machine (M2M).

Detentora de outorgas de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado), com foco no segmento corporativo, a Tesa Telecom, definido os parceiros, vai entrar com pedido de licença na Anatel para atuar como MVNO (operadora virtual).

"Queríamos fechar as parcerias e ter a plataforma tecnológica funcionando para mostrar aos clientes. O nosso alvo é o mercado empresarial, que quer ver a aplicação rodando", explica Miranda, em entrevista ao Convergência Digital.

Para ser uma MVNO, a Tesa Telecom terá a Algar Telecom como MNO (Mobile Network Operator) e Transtelco, como MVNE (Mobile Virtual Network Enabler), que também conta com a plataforma de billing da Capernow, e soluções da camada de Telecom da Bichara e Orange Tecnologia. O custo da VU-M incentivou ainda mais a aposta em M2M.

"Além de toda expectativa em torno da mobilidade e das opções que a comunicação máquina a máquina nos oferece em áreas como Logística, Saúde e outras, entrar como MVNO em dados é também uma saída para enfrentar a questão da voz. O custo da interconexão é alto e restringe muito a competição com as operadoras já instaladas. É claro que vamos para o serviço de voz, mas numa outra etapa", explica Miranda.

Neste período de espera pela licença da Anatel - que está levando, em média, seis meses para conceder uma autorização - prazo considerado longo, a Tesa vai concentrar seus esforços no desenvolvimento de aplicações. "Queremos produtos novos. Que ainda não estão no mercado. Só assim uma MNVO pode dar certo aqui e há um grande espaço de atuação", diz.

O piloto, apresentado durante a MVNO Summit, realizada em São Paulo, utilizou 100 sim cards e envolve rastreamento de veículos. "Nossa ideia é ter serviços no modelo de cobrança por serviço como acontece, hoje, com software e adaptados ao cloud computing. O tempo, agora, é para definirmos o modelo de negócio. A tecnologia está pronta", diz.

Sem querer falar em valores investidos, Miranda conta apenas que todos os parceiros do piloto dividiram o risco financeiro. Na modelagem de atuação, a Tesa Telecom vislumbra como alvos os 60 prédios - empreendimentos comerciais, hotéis e centros de convenção - para os quais a Tesa fornece infraestrutura de rede em São Paulo. Com a rede da Algar, o Rio de Janeiro também entra na mira, além de Minas Gerais, onde a operadora tem a sua sede.

O mercado de M2M promete. Tanto que relatório da Berg Insight apura que, no ano passado, já havia 7,1 milhões de máquinas conectadas, sem ser celulares, PCs, tablets ou qualquer outro dispositivo tradicional. Os e-readers e os dispositivos portáteis de navegação são os dispostivos de consumo de maior número no mercado de M2M. Expectativa de crescimento é acima de 30% até 2016.