sábado, 23 de julho de 2016

Anatel libera contratos de duas MVNOs

Júlia Merker // quinta, 21/07/2016 11:55
A Anatel liberou na quarta-feira, 20, os dois primeiros contratos entre as operadoras móveis virtuais (MVNO) e seus parceiros. 

A Anatel liberou os primeiros contratos entre MVNOs e seus parceiros. Foto: Pixabay.


Segundo o TeleSíntese, há um acordo entre a MVNO Datora e a empresa BT Brasil Serviços e Comunicações - Britsh Telecom. O segundo contrato é a MVNO EUTV e a empresa Always Tecnologia, nome fantasia para a Igreja da Fé, que terá um portal com a operadora.
A agência relatou ao site que esses pareceres são os mais simples possíveis, pois as empresas são credenciadas das autorizadas MVNOS. Ou seja, a relação comercial que a Anatel regula se dá apenas entre a MVNO e a MNO (operadora principal).
É nessa relação que serão fiscalizadas as metas de qualidade e o cumprimento dos demais regulamentos da agência. Nesses dois casos, os acordos da Datora e da EUTV são com a operadora TIM. 
As companhias foram autorizadas pela Anatel a prestar serviço de telecom sobre a rede da TIM Brasil, mas com direito a receber números próprios.
A EUTV ganhou recentemente a licitação dos Correios e, até o primeiro trimestre do próximo ano, estará com os serviços na rua. Liderada por Yon Moreira da Silva, a operadora tem o nome fantasia Surf Telecom, e já tem contratos com outras empresas, esperando as licenças da Anatel. 
A Datora recentemente mudou o seu controlador, quando passou a contar com a Codemig, estatal mineira, em seu capital, com 45% das ações. Segundo fontes do Tele Síntese, o acordo com a BT foi firmado para resolver um problema regulatório da BT, que estaria fazendo roaming permanente para administrar os satélites que utiliza no Brasil.
O roaming permanente tende a não ser permitido pela Anatel, já que seu uso é desfavorável para os operadores de telecom que tem sede no Brasil. Atuando agora como credenciada, a BT passa a internalizar essas operações, explica a publicação.
O Brasil conta outras MVNOs em operação, como Porto Seguro e Terapar. As características desse grupo são utilizar a rede de outras operadoras e comprar minutos, sms e dados no atacado, recebendo desconto em relação ao preço médio do varejo.
No final do ano passado, a Assembleia de Deus, maior denominação evangélica e pentecostal no mundo, com cerca de 66 milhões de fiéis globalmente e 22,5 milhões no Brasil, lançou no país a Mais AD, sua própria MVNO.
Já a Sisteer, MVNE francesa, recebeu autorização da Anatel para atuar como MVNO e assinou um contrato com a operadora Vivo, mas ainda não anunciou planos de iniciar as atividades no Brasil.
Também entrará em operação no Brasil até o final do ano a Veek, uma nova MVNO focada especialmente em jovens da classe C. A empresa atuará no modelo de marketing multinível. Sendo assim, os usuários que convidarem outros clientes serão remunerados. 
Segundo o 5G Americas, o mercado global de MVNO faturará entre U$ 70 bilhões e 90 bilhões em 2023. Atualmente, o alcance das linhas MVNO é de menos de 1% no Brasil. Na Colômbia, que lidera o segmento na América Latina, o índice fica em 6%.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Um Jornalista pergunta sobre MVNO

Recentemente, tive a oportunidade de me reunir com diversos representantes do setor de telecomunicações do México. O que mais chamou a minha atenção foi o incrível interesse dos participantes no futuro das operadoras móveis virtuais (MVNOs). Alguns perguntaram a fórmula mágica para ser milionário por meio de uma MVNO, outros, mais cautelosos, tratavam de identificar os elementos diferenciadores que permitiam converter-se em um operador móvel virtual de sucesso.  Como era de se esperar, cada um dos presentes começou a perguntar sobre temas particulares, mais pessoais. Enquanto que na Argentina o foco estava nas possibilidades de uma MVNO por meio de cooperativas no país; no Peru, o pensamento girava em torno de como entrar no mercado móvel agora que as MVNOs são bem vistas pelo governo. E como de costume, um jornalista mexicano voltou suas energias em tentar converter a “Red Compartida” em uma MVNO.  Obviamente, existe uma estreita relação entre a futura Red Compartida atacadista, porém o objetivo de quem a administra não deve centrar-se somente nestas operadoras. A rede atacadista deve contemplar o que pode ser feito com os ativos fixos disponíveis de forma imediata para gerar renda durante o período de desenvolvimento e montagem da rede. A diversificação de sua carteira de clientes será essencial para seu futuro.  A principal pergunta do jornalista foi: Por que há tanto interesse na Red Compartida atacadista e nas MVNOs somente agora, sendo que este modelo de negócio existe há tantos anos? Para variar, estamos atrasados com as tendências na América Latina.  Lhe respondi que na realidade estamos vivendo a terceira onda de otimismo das MVNOs na região. No passado, foram feitas numerosas tentativas para trazer o modelo para a região, no entanto, as dificuldades na negociação com as operadoras existentes, os modelos de negócios mal concebidos e as entidades relutantes para acomodar a regulamentação das MVNOs não geraram resultados positivos. Esses são exemplos de como não fazer acontecer. Grande parte dos esforços dos governos da América Latina para com as MVNOs se deve como umas das últimas alternativas viáveis que possuem para  aumentar a oferta de serviços do mercado de telecom e, assim, garantir que o consumidor tenha mais opções para escolher.  Fazendo o papel de advogado do diabo, eu diria que muitos reguladores têm percebido que, em grandes mercados, baixo poder aquisitivo, baixa renda e densidades de penetração de celulares superiores a 100%, não entraria qualquer operador para construir uma rede móvel do zero. São numerosos os blocos de espectros reservados para as novas operadoras que nos últimos anos foram abandonadas e são testemunhas dessas palavras.  No passado, na Argentina, Colombia e no México, os políticos – aos seus critérios – anunciaram de forma extravagante que as operadoras estavam dispostas a investir bilhões de dólares  em uma rede a partir do zero. Mas o alarde se dissipou e ainda estão aguardando a concretização.  Mais uma vez ele insistiu a respeito da rede atacadista, queria saber se seria rentável. Minha resposta foi bastante clara: isso depende de quantos clientes você terá, de qual será o perfil destes cientes e de quanto irá cobrar pelos seus serviços. No entanto, somente com as MVNOs, ao menos inicialmente, não seria rentável, ainda que este modelo passasse  de 1% de todas as linhas do mercado para tornar-se 20% do total. É preciso lembrar que a renda do investidor da operadora de atacado é uma fração muito pequena em relação à renda do menor acionista de uma operadora normal e ainda, se a MVNO utilizar mais de uma rede para operar, o rendimento pode ser menor ainda.  Então, para concluir, eu disse: veja a importância de oferecer serviço de dados através de uma rede fixa. 

Matéria completa:
http://canaltech.com.br/coluna/telecom/um-jornalista-curioso-pergunta-sobre-mvno/
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Cielo integra tecnologia de IoT às compras do Varejo

Decision Report     06/07/2016
Após lançar a plataforma aberta Cielo LIO, um terminal inteligente de pagamentos e gestão de negócio em abril deste ano, a operadora de cartões acaba de dar mais um passo em direção às tecnologias disruptivas para o Varejo. Em parceria com a Braspag, a empresa anuncia os primeiros testes no Brasil da experiência de compra por meio de um botão conectado, solução que permite que pedidos de compra sejam feitos a partir de qualquer objeto, incorporando o conceito de internet das coisas.

Na prática, será possível comprar produtos com um clique, sem sair de casa ou precisar acessar qualquer loja virtual. A partir do segundo semestre, a tecnologia entra em piloto com cerca de 100 consumidores cariocas da Organomix, empresa distribuidora de produtos orgânicos. Até o final do ano, estará disponível para todo o mercado brasileiro.

Segundo Danilo Caffaro, VP de Produtos e Negócios da Cielo, a iniciativa tem como objetivo alavancar a integração entre os mundos físico e online para o Varejo brasileiro, revolucionando a experiência de compra na ponta. “Acreditamos na inovação como driver do nosso negócio. Preparamos o caminho para que a internet das coisas se torne uma realidade no Brasil”, afirma Caffaro.

Como funciona

A tecnologia terá duas modalidades de uso. A primeira, associada a um botão físico, que poderá ser instalado no local desejado pelo consumidor. Ele poderá programá-lo para comprar um determinado produto, deixando já configurada a quantidade por meio de um pré-cadastro, em que também serão fornecidos dados pessoais, dados do cartão de crédito e endereço de entrega – tudo armazenado de maneira criptografada e segura. Ao apertar o botão, o pedido é gerado automaticamente e entregue no endereço cadastrado.

Na segunda modalidade, o fluxo é semelhante, mas sem a necessidade do botão físico. Ele é substituído por um aplicativo para smartphone, que também aciona compras pré-cadastradas por meio de um clique. Para confirmar o pedido ao cliente, a loja poderá enviar um e-mail, como já fazem hoje os principais varejistas online do Brasil.

A plataforma interpreta a mensagem de pagamento vinda de qualquer dispositivo, por meio das APIs de pagamento. “O nosso objetivo é entregar ao usuário final a experiência de compra mais fluida possível. A inteligência está em gerar o pedido automático e facilitar a etapa do pagamento, tornando-a praticamente imperceptível ao consumidor”, completa Gastão Mattos, CEO da Braspag. 

Intel se afasta do Android e direciona parceria com Google para IoT

O Android já foi uma grande parte dos planos da Intel para aparelhos móveis, mas a empresa vem prestando cada vez menos atenção no sistema operacional do Google.
A fabricante está se distanciando do desenvolvimento de processadores x86 usado em smartphones Android desde que saiu do mercado de aparelhos móveis. Seu comprometimento para o desenvolvimento de componentes para tablets Android também está sob risco.
Apesar disso, a companhia ainda possui uma parceria forte com a gigante de buscas. “Continuamos a trabalhar com o Google no suporte do sistema deles para diferentes linhas de produtos, incluindo Chromebooks, tablets e aparelhos de IoT”, afirmou um porta-voz da Intel.
Mas a fabricante se recusou a comentar especificamente sobre o seu nível de comprometimento com o Android para tablets, um mercado que vem registrando vendas cada vez menores.
Enquanto isso, os upgrades de tablets Android da Intel estão ficando mais escassos, sugerindo que a companhia não está mais tão focada no segmento quanto já esteve.
A Dell, por exemplo, não libera upgrades de sistema para os agora descontinuados tablets Venue. que usam chips Intel Atom. E assim como a Dell, a Intel está mudando seu foco de tablets para computadores “2 em 1”, cuja maioria usa Windows.
Mas ainda não está claro se a Intel vai continuar oferecendo o Android como uma opção juntamente com seus processadores Celeron, Pentium e Core.
A versão x86, da Intel, do Android era principalmente para aparelhos com processadores Atom, que estão sendo retirados de tablets e PCs pela empresa em favor de novos chips, com codinome Apollo Lake. Esses novos sistemas com Apollo Lake vão rodar Windows - ainda não está certo se também terão suporte para Android.

BNDES estimula IoT


Meta do BNDES e MCTIC é que a iniciativa comece a ser implementada no segundo semestre de 2017, com validade até 2022

06 de Julho de 2016 

Ricardo Rivera, gerente setorial das indústrias de tecnologia da informação do BNDES, anunciou durante a Rio Info 2016 que 29 propostas foram entregues para a contratação da consultoria que vai desenhar o plano de ação nacional para Internet das Coisas, a ser conduzido pelo banco estatal e pelo MCTIC. Segundo ele, na próxima semana serão conhecidas as cinco finalistas e até o final de julho será revelada a empresa vencedora.
A expectativa é que a pesquisa sobre o tema aconteça de outubro até o final de dezembro. A meta, explicou o executivo, é que no segundo semestre de 2017, o plano nacional de IoT comece a ser implantado.“O levantamento vai fazer um estudo completo do mercado, mas terá recursos para uma implantação imediata. A intenção é remover as principais barreiras para Internet das Coisas”, sustentou.


O plano terá com validade de 2017 a 2022. “O modelo terá recurso para garantir a implantação. Ele não será um estudo sem medidas práticas”, detalhou Rivera, ao afirmar que um ponto central do estudo BNDES/MCTIC é obrigar o monitoramento das ações.
“Queremos que a política seja implantada. Isso é crucial para o Brasil ter um lugar nesse mercado”, afirmou. O levantamento terá pontos voltados às questões regulatórias, as melhores práticas de financiamento e o compartilhamento de informações. “Há ações de IoT acontecendo no mundo. Precisamos dividir conhecimento. Há muitas oportunidades de negócios, mas temos que estruturar quais são as competências do Brasil”, completou.
A Internet das Coisas desperta muito interesse das empresas. Em contrapartida, muitas dúvidas rondam os executivos. “Precisamos entender se o que estamos fazendo é realmente Internet das Coisas. Se não corremos o risco de fazer investimentos que ser perderão”, observou Gabriel Antônio Mourão, consultor de novas tecnologias da Perception. Ele afirmou que este é o momento ideal para investir em IoT. “Temos que aproveitar ao máximo esse momento”, comentou.
“A IoT já agrega diferentes tecnologias, como cloud computing e big data, e precisa se preparar para as novas que vão surgir. É preciso ainda encontrar novas soluções sobre questões importantes como segurança, privacidade ou volume de dados nas comunicações. A aplicabilidade e compatibilidade entre diferentes plataformas também precisa ser pensada”, ponderou o executivo.
Para Fabio Porto, professor e pesquisados do Laboratório Nacional de Computação Cientifica (LNCC), que tem desenvolvido vários projetos em parceria com instituições e empresas para aplicação de IoT com uso de dados captados por sensores, para desenvolver sistemas é preciso entender bem a estrutura e característica dos dados a serem avaliados e da aplicação que se pretende construir. “Cada tipo de dado, sejam eles de séries temporais, comprimidos, criptografados, preciso ou impreciso, tem uma interpretação diferente”, indicou.
Um dos projetos desenvolvidos pelo laboratório de pesquisa é o SAHA, de acompanhamento do desempenho de atletas de alto rendimento a partir do monitoramento de dados em diferentes áreas, como nutrição e bioquímica. “A IoT é a próxima grande onda. E três pontos chave são mais relevantes para se pensar neste momento: variedade, velocidade e veracidade”, definiu.



sábado, 2 de julho de 2016

Nova onda de MVNOs na América Latina pode aumentar a carga nas redes celulares

Terça, 28 Junho 2016 15:04

  • Fonte/Autor por:  Mariana Guedes
  • Publicado em Info & Ti:


Para preservar o funcionamento adequado dos serviços de telecomunicações para a população, é necessário que os incentivos para as MVNOs sejam acompanhados por políticas claras para a alocação de espectro radioelétrico para empresas com capacidade e interesse em investir em infraestrutura

O modelo de negócios das Operadoras Móveis Virtuais (MVNO) está, novamente, passando por um momento de grande interesse da região, graças aos diversos fatores em destaque, em países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, entre outros. Considera-se Operadora Móvel Virtual aquela empresa que oferece serviços móveis aos seus clientes, no entanto não conta necessariamente com infraestrutura de rede própria e nem com licença para exploração de espectro radioelétrico, e por isso, alugam capacidades das operadoras móveis com rede própria (denominadas, em inglês, MNO – Mobile Network Operator).
“Recentemente pode-se observar uma nova onda de interesse neste modelo, em parte como uma tentativa dos governos em aumentar a concorrência do setor. Sobretudo, frente ao crescente número de leilões de espectro, onde os blocos reservados para novas operadoras ficam desertos ou são fornecidos para empresas que não possuem capital financeiro suficiente para lançar serviços comerciais MNO no curto prazo”, disse José Otero, Diretor da 5G Americas para a América Latina e Caribe.
Estudos de diversas consultorias estimam que o mercado global de MVNO faturará entre U$ 70 – 90 bilhões em 2023. A consultoria de inteligência Ovum, por exemplo, estima que alcançará U$ 45 bilhões em 2019. No entanto, não podemos deixar de lembrar que a importância das MVNOs na indústria de telecomunicações no mundo é relativa. De acordo com a Ovum, a média de participação de mercado das operadoras móveis virtuais em todo o mundo é, somente, de 3%.
Contudo, não devemos perder de vista que as MVNOs podem oferecer serviços somente em áreas onde já existe infraestrutura de rede de outras operadoras (MNO) que podem, por sua vez, alugar capacidade. Em outras palavras, a existência de operadoras móveis virtuais não implica em um avanço em termos de cobertura de serviço. E, por outro lado, ao agregar tráfego na infraestrutura das operadoras móveis existentes, tornam mais complexas as administrações das redes para as operadoras, podendo, inclusive, gerar situações de saturação das redes.
“Para preservar o correto desempenho e inovação dos serviços móveis oferecidos no mercado, é preciso que o incentivo às MVNOs seja acompanhado por políticas claras e um cronograma definido para a alocação de frequências de espectro radioelétrico às operadoras de rede, como também processos simplificados para facilitar a implantação de antenas e torres”, acrescentou Otero.