quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Alemães lançam postes inteligentes


Lembra-se da expressão "quem fica parado é poste"? Bem, se depender da fabricante alemã de autopeças Continental, logo vamos deixar de usá-la. A empresa, que produz equipamentos de segurança para automóveis, recentemente apresentou um sistema de postes inteligentes, que poderá iluminar o caminho para o futuro da tecnologia de tráfego.

O projeto foi apresentado durante o recente Congresso Mundial de Sistemas de Transportes Inteligentes, em Bordeaux, na França. O sistema utiliza LEDs, tecnologia que tomou conta da iluminação de espaços públicos em todo o mundo. Esses equipamentos utilizam menos energia, duram mais e, como são instalados em feixes, não pifam todos de uma só vez – o que faz deles a melhor escolha para aplicativos de segurança.

O sistema alemão é ainda mais inteligente, pois utiliza um pouco mais de energia extra para fazer diagnósticos e para se conectar à internet. Ou seja, o próprio poste pode alertar uma equipe de manutenção quando suas luzes precisarem ser trocadas, por exemplo. E quando o equipamento puder se comunicar, ele terá muito a dizer. Ele poderá identificar a aproximação de um ciclista e iluminar o caminho de maneira mais apropriada; pode ficar verde para indicar a motoristas que uma vaga de estacionamento apareceu; intensificar sua luz se estiver chovendo; ou ainda se desligar sozinho quando não houver circulação de veículos.

O poste inteligente também poderia piscar para alertar motoristas para um acidente mais adiante ou para algum impedimento na pista. A Continental também imagina que os postes servirão como estações de recarregamento de veículos elétricos, indicando os preços do quilowatt-hora em cada fornecedora.

Com a instalação de uma série de sensores e uma conexão sólida à internet, um poste inteligente também pode transmitir qualquer uma dessas informações – e inúmeras outras coisas – diretamente para o computador a bordo de carros que estejam na mesma rede e estejam passando por perto. Um exército de postes inteligentes fariam um bem enorme para a solução de situações que derivam da falta de informações em tempo real, o problema mais complicado enfrentado pela tecnologia dos veículos autônomos.

VerdeSobreRodas, o seu ponto de encontro com a mobilidade sustentável

Ericsson: rede para Porto Seguro Conecta

Júlia Merker // quinta, 29/10/2015 09:53
Porto Seguro Conecta, operadora móvel virtual, contratou a Ericsson para atualizar a rede da sua operadora. 
A Porto Seguro Conecta contratou a Ericsson para atualizar sua rede. Foto: Jan Jirous/Shutterstock.
Este contrato significa que agora, as ofertas de serviço da MVNO Porto Seguro Conecta também se expandirão para LTE, e poderão oferecer suporte ao VoLTE quando o mercado tiver se desenvolvido.
A Ericsson irá oferecer à operadora as mais recentes atualizações de software para assegurar uma rede com alta performance. O acordo inclui Ericsson Evolved Packet Core, IP Multimedia Subsystem e Soluções de Suporte ao Negócio (BSS), além de serviços operação e suporte ao cliente.
A Porto Seguro Conecta, estabelecida em 2012, começou sua operação com comunicações apenas entre dispositivos, mas se expandiu em agosto de 2013, oferencendo serviços de voz e dados aos assinantes.
“Até novembro de 2015, os nossos assinantes terão acesso aos melhores serviços de voz que permitem conversas e mensagens de texto ilimitadas para qualquer operadora, bem como a capacidade de navegar e pesquisar utilizando as conexões de dados mais rápidas disponíveis atualmente”, afirma Tiago Galli, superintendente da Porto Seguro Conecta
Pelos próximos três anos, a Ericsson fornecerá suporte ao cliente e serviços gerenciados à MVNO. A rede deve ser lançada em novembro de 2015.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Futurecom: Feira mostra como poderiam ser cidades que funcionam - as cidades inteligentes

No Jornal nacional de Hoje, dia 27/10/15 foram apresentadas algumas soluções que já estão disponíveis para melhorar a qualidade de vida nas cidades.

A Feira esta sendo realizada no transamerica expo. Mais detalhes sobre o evento em http://pt.futurecom.com.br/

A matéria encontra-se reproduzida abaixo, bem como o link para o portal

http://g1.globo.com/jornal-nacional/edicoes/2015/10/27.html.

"A cidade ideal, em que tudo funciona direito, com inteligência, é o tema de uma exposição, em São Paulo.
Imagine uma cidade no Brasil em que tudo funciona: você sabe exatamente a hora em que o ônibus vai passar no ponto. Nessa cidade, você não fica muito tempo no escuro, porque quando a lâmpada da rua quebra, um sensor inteligente manda um alerta para a prefeitura. E você não tem problema com o lixo – quando a lixeira da rua enche, aparece em um painel. Aí, é só o caminhão fazer a coleta.
E para estacionar normalmente é aquele sufoco de ficar procurando vaga. Mas lembra que nessa cidade tudo funciona? Então a pessoa coloca o endereço de onde quer ir num aplicativo e ele mostra na tela quantas vagas tem na rua. Tudo isso por causa de um sensor que fica no asfalto.
Essa tecnologia já existe e está em uma feira em São Paulo. São mais de 250 empresas oferecendo soluções para as cidades ficarem mais inteligentes.
“Uma cidade inteligente pra mim é aquela cidade onde a gente consegue qualidade de vida, consegue otimizar tempos, diminuir trajetos, ”, diz gestor de tecnologia da informação, Ricardo Moura.
São Paulo é uma cidade superbarulhenta. Então imagina um sensor de ruído nas ruas para mostrar todos esses barulhos que a gente ouve por aí. Como funciona essa tecnologia? O som vai para um painel integrado com uma solução de videovigilância que detecta automaticamente onde ele aconteceu. Se isso fosse numa rua, num cruzamento, se fosse uma batida de carro? A gente poderia inclusive analisar se foi sério, e mandar Samu, a ambulância, socorro. 
E se você tiver andando por aí e sentir sede, coloca crédito em um cartão pelo celular. Quando encontrar uma máquina de bebidas só comprar.
“Isso é só um exemplo do que podemos fazer. No caso, estamos comprando água. Podemos comprar refrigerante, qualquer produto que a gente consegue interligar através da tecnologia”, afirmou Walter Rogério, gerente de tecnologia.
O Sidnei e o Daniel vieram de Santa Catarina para conhecer essa cidade tecnológica.
Sidnei: A qualidade de vida do pessoal seria muito melhor.
Daniel: Eu não conheço nenhuma cidade que funciona perfeitamente, mas seria muito interessante conhecer. Seria uma utopia, acredito, hoje pra realidade brasileira."


IoT: os desafios da interoperabilidade e a homologação de terminais


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Imagen: Studio F/ Futurecom 2015
Imagen: Studio F/ Futurecom 2015
Futurecom 2015 – A interoperabilidade e a homologação de equipamentos e terminais foi um dos temas que abriram o seminário organizado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) um dia antes da inauguração oficial de Futurecom 2015. O debate girou sobre os diversos temas que os organismos de regulação e estandardização deverão revisar no marco da transformação da indústria.
Por exemplo, um dos temas mais comentados foi a necessidade de gerar estándares para a Internet das Coisas (IoT) com o objetivo de que os novos dispositivos conectados possam operar entre eles. “Com a Internet das Coisas estamos entrando em uma rede onde o mundo real e o mundo virtual se conectam. IoT vai gerar um impacto muito importante, destacou Paulo Curado; de CPqD.
O executivo aproveitou a ocasião para fazer um levantamento do estado e situação da indústria de telecomunicações, que hoje em dia suporta pressões de diferentes setores, como por exemplo, fornecedores de equipamentos, reguladoras, fornecedores de serviço e usuários finais.
“As companhias de telecomunicações precisam modificar o seu modelo de negócio e atualmente existem dois caminhos: converter-se em uma empresa centrada na rede ou no serviço“, destacou Cuadro. A segunda opção sugere uma aproximação end-to-end que inclua serviços de could, redes definidas por sofware, uma convergência entre os mundos reais e virtuais e soluções de segurança.
Outra das questões que foi debatida durante o seminário foi a necessidade de reduzir os prazos de homologação dos produtos. Nesse sentido, Victor Menezes, representante da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do Brasil, fez um levantamento nos trabalhos realizados pela reguladora nessa matéria.
Mesmo assim, advertiu que, como reguladora do setor, Anatel possui também um papel muito importante em matéria de fiscalização. “Já aconteceu de fabricantes homologarem um produto e colocarem outro no mercado. Como reguladora devemos ter bastante controle.“, destacou.
Por último, o representante da Superintendência de Telecomunicações (Sutel) da Costa Rica, Manuel Emiliano Ruiz, comentou a expêriencia da América Central, onde os oito países estão trabalhando em conjunto para que os terminais homologados por qualquer um dos organismos da região possam ser comercializados nos sete restantes.
“Possuímos reguladoras que aceitam equipamentos homologados pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos mas não fazem com terminais homologadas por um país vizinho. Vemos que ainda existe uma falta de confiança entre países, concluiu Ruiz.

HomePlug Alliance busca estender seu ecossistema na América Latina


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Imagen: Gembird
Imagen: Gembird
Futurecom 2015 – HomePlug Alliance, a associação estabelecida para impulsionar a adoção de uma série de estandartes de comunicação através da rede elétrica, aposta no crescimento e quer se estender-se pela América Latina.
Rock Ranck, presidente do grupo, revelou para Telesemana.com que, além do trabalho que eles levam juntamente com as operadoras, estão também intensificando provas de campo no México e na Argentina.
“As operadoras cumprem um papel importante. A maior parte de nossos avanços começaram com eles“, afirmou, mas também atribuiu o sucesso dessas soluções aos seu trabalho com firmas de retail (varejo).
No momento de sua apresentação na jornada de pré-eventos em Futurecom, Ranck disse que, diferente da América do Norte, na Europa dependem principalmente das operadoras, que utilizam esses equipamentos para garantir a qualidade de suas ofertas de IPTV e uma ampla cobertura residencial de Wi-Fi.
HomePlug Alliance aproveitou a oportunidade para realizar demonstrações de seus lançamentos mais relevantes, entre eles, os adaptadores de parede PLC (Power Line Communications) que permitem estender o alcance de uma conexão de Internet para todo um imóvel.
Nesse sentido, Ranck afirmou que as aplicações desses produtos não se reduzem a iniciativas de conectividade residencial, dado que também trabalham intensamente em projetos de medidores inteligentes com atores do setor energético.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Uma MVNO para MVNOs, esta é a Surf Telecom


Dino
Com plano de negócios de chegar a 6 milhões de assinantes em cinco anos, a Surf Telecom começa a operar no Brasil no primeiro trimestre de 2016 por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, como uma MVNO (Mobile Virtual Network Operator) da TIM e investimento de R$ 50 milhões. “Consumimos três anos no projeto, que vai ser autossustentável em seis meses”, comenta Yon Moreira da Silva Jr, que não tem nenhuma preocupação em repetir a trajetória frustrada de outras MVNOs. “Nosso projeto é sólido”, anuncia.

A segurança demonstrada pelo executivo, que construiu sua carreira profissional na indústria de telecom, vem apoiada no tempo dedicado ao estudo do mercado de MVNO no mundo e também à sua experiência à frente da Movicel, operadora de Angola, onde trabalhou por dois anos atendendo uma população em sua maioria de baixo poder aquisitivo. O modelo de negócios da Surf Telecom se baseia em três públicos-alvo: MVNOs credenciadas, que não vão precisar enfrentar a burocracia regulatória para obter sua licença nem os desafios técnicos; o segmento de M2M; e os jovens das classes C/D, os jovens do “rolezinho”, que precisam de planos dados robustos, mas baratos.

Licença de autorizatária

Para chegar as MVNOs frustradas ou que não querem enfrentar os desafios regulatórios e técnicos, a Surf conta com uma licença de autorizatária obtida na Anatel que lhe abre as portas para o atendimentos dessas empresas. Resolve para essas empresas essas dificuldades que emperraram muitos negócios de MVNOs. “Temos várias negociações em andamento”, conta Yon. No seu alvo, estão as igrejas evangélicas ligadas a grupos de mídia, com um elevado público potencial.

O segundo segmento de mercado é uma aposta dos investidores da Surf. Seus executivos avaliam que as celulares não construíram um modelo de negócios capaz de atrair segmentos do M2M como o de controle de frota e o de smart grid. Com custos menores, proporcionados pelas assimetrias regulatórias (como entrante, a Surf não tem Poder Significativo de Mercado em nenhum mercado) e por uma plataforma em nuvem da Elephant Talk, Yon diz que a empresa terá condições de montar modelos de negócios atrativos para M2M. Some-se a isso as condições negociadas de uso de rede da TIM. A Surf usará subfaixas de frequência da própria TIM e suas torres, pagando por volume de dados e voz utilizado.

Finalmente, pelos mesmo motivos também terá condições de oferecer planos agressivos de dados para jovens heavy users de baixa renda. Do ponto de vista de receita, este não será seu público mais importante, mas Yon quer atendê-lo de forma diferenciada.

Da direção da Surf, cuja sede está em São Paulo, fazem parte também Luiz Quintão, responsável pela área de tecnologia e rede e ex-Brasil Telecom, e Davi Fraga, diretor de marketing, ex-Vivo e ex-Movicel. Alberto Blanco, CEO da Riot, uma agência digital, está cuidando do lançamento da marca. Blanco foi diretor de marketing da Oi.

Extraído do site http://www.telesintese.com.br/
Escrito por LIA RIBEIRO DIAS — 14 DE OUTUBRO DE 2015
Website: http://www.surftelecom.com.br

terça-feira, 13 de outubro de 2015

UCLA desenvolve aplicativos para monitorar tudo, desde comer até os níveis de estresse


TI INSIDE, Postado em: 09/10/2015, às 19:07 por Redação
Saude Digital
O professor associado Chi On Chui, da UCLA – Universidade da Califórnia de Los Angeles desenvolveu um dispositivo que pode reduzir o tempo de uso de sala de emergência para pacientes de ataque cardíaco por duas a três horas. Com uma única gota de sangue, o sensor ajudar a filtrar os pacientes que não necessitam de cuidados médicos adicionais.
Médicos do UCLA, desenvolvedores de software e engenheiros de tecnologia, estão na liderança desta transformação, que os especialistas dizem que vai alterar para sempre a saúde, o fitness e a gestão de doenças crônicas.
"Nós todos sabemos o quão popular são os dispositivos de fitness como Fitbit e Jawbone tornaram-se", diz o Dr. Andrew Trister, um oncologista e médico sênior do Sábio Bionetworks, uma organização sem fins lucrativos com sede em Seattle, que promove a ciência aberta e participante envolvido no processo de pesquisa. "Mas eles não podem oferecer os dados sofisticados, interativos que os smartphones podem agregar para os pesquisadores e médicos."
Um exemplo é o Sage, desenvolvido em parceria com conselheiros científicos do Penn Medicine, do Instituto do Câncer Dana-Farber e Jonsson Comprehensive Cancer Center da UCLA – mais notadamente Dra. Patricia Ganz, diretora de prevenção de câncer e controle de pesquisas, cujos esforços para a criação de cuidados personalizados para sobreviventes de câncer são conhecidos em todo o mundo.
Desde março, o app tem monitorado as experiências de milhares de mulheres entre as idades de 18 e 80, algumas das quais são sobreviventes de câncer de mama. Mulheres fornecem dados personalizados de cinco efeitos colaterais comuns do tratamento do câncer de mama: fadiga, dificuldades cognitivas, distúrbios do sono, alterações de humor e uma redução no desempenho do exercício.
Hábitos alimentares
Jo-Ann Eastwood, professor associado de enfermagem, liderou um estudo que utilizou smartphones para rastrear os hábitos alimentares e atividade diária das mulheres em risco de doença cardíaca.
No campus da UCLA, os avanços semelhantes estão ocorrendo regularmente. O professor associado de engenharia elétrica e bioengenharia Chi On Chui ganhou um prêmio de US$ 1.650 mil do Instituto Nacional de Saúde para desenvolver um dispositivo biossensor que faz exame de laboratório de qualidade, com avaliações bio-molecular em diferentes ambientes, como clínicas, ambulâncias, residências e outros locais de atendimento.
O dispositivo semicondutor denominado Selfa pode reduzir o tempo de uso da sala de emergência para pacientes de ataque cardíaco por duas a três horas. Como um sensor de glicose usado por diabéticos, ele emprega uma gota de sangue – tirada em casa ou onde quer que ocorram sintomas – para ajudar a filtrar os pacientes que não necessitam de cuidados médicos adicionais. O potencial de redução de custos por si só é enorme, diz Chui. O dispositivo foi desenvolvido com o Instituto de Engenharia UCLA para Avanço de Tecnologia, uma incubadora que ajuda a proteger as licenças de propriedade intelectual  para pesquisa UCLA.
"Oitenta e cinco por cento dos pacientes que se apresentam com sintomas de síndrome coronariana aguda na sala de emergência em todo os EUA e Europa  – cerca 12.750 mil por ano – realmente não tem ataques cardíacos, e isso é descoberto após um teste padrão feito em  laboratório que demoram  a informar o resultado ," diz Chui.
Também são inovadores dois novos aplicativos dos professores de engenharia da UCLA, que  fundem a tecnologia de sensores sem fio wereables com testes de diagnóstico médico e cuidados preventivos de saúde/análise de estilo de vida.
Aydogan Ozcan, professor de Engenharia Elétrica e Bioengenharia, fez um extenso trabalho de alavancar a tecnologia móvel sem fio, incluindo o uso de smartphones para conseguir a imagem de uma única molécula de DNA e análise de células brancas e vermelhas do sangue. Ele diz que a capacidade de transformar dispositivos móveis em instrumentos de medição de qualidade de laboratório pode revolucionar o tratamento clínico, em especial para as populações rurais ou indigentes.
O app biomédica Ozcan, desenvolvido para Google Glass. permite aos usuários fotografar resultados remotamente testes de diagnóstico avançados para doenças como HIV, câncer de próstata e malária. O engenheiro e sua equipe criaram anteriormente leitores digitais integradas em smartphones que detectam potenciais biomarcadores de doenças e converte-os em faixas de cores óticas diferenciadas. Esta tecnologia de testes de diagnóstico rápido já foi licenciada pelo spinoff UCLA Holomic, está em uso em 10 países.
Buscar cuidados acessíveis éi objetivo primordial para aqueles que trabalham na área da saúde móvel. Majid Sarrafzadeh, professor de ciência da computação e co-diretor do Instituto de Saúde da UCLA Sem Fio, quer criar aplicativos e dispositivos que permitam aos pacientes receber apoio contínuo, sem a constante atenção dos cuidadores e profissionais de saúde.
"Há [comercialmente disponíveis] dispositivos portáteis que medem o nosso peso, pressão arterial e quanto nós caminhamos, mas nada que mede o quanto comemos, que tem um grande impacto em nossa saúde", diz Sarrafzadeh. Sua equipe criou WearSens, um dispositivo de colar sem fio, que capta as vibrações do ato de engolir, transmite os sinais para um smartphone e depois converte os dados em um espectrograma visual.
O dispositivo Android oferece aos usuários históricos diários, semanais e mensais da atividade de comer, feedback personalizado com base na análise do hábito de comer combinado com dados de metas de fitness e história peso.
Projetando dispositivos, mudando vidas
Algumas iniciativas sem fio UCLA já estão mudando vidas. Há cerca de três anos, Maxim Batalin, diretor associado do Instituto de UCLA Engenharia de Tecnologia Progresso, criou um aplicativo para off-the-shelf ,  que pode remotamente calcular os níveis de equipes de emergência, que carregam um risco elevado de estresse e de ataque cardíaco devido  à natureza do trabalho.
Após a plataforma ter sido implantada em todo o país, Batalin queria "aproveitar a experiência para obter ganhos com este sistema de monitoramento remoto para outras aplicações." Em a colaboração com o professor associado de enfermagem Sally Maliski, está fazendo um estudo de investigação que usa smartphones e monitores cardíacos para melhorar os resultados de tratamento para os homens em terapia de longo prazo devido ao câncer de próstata.
"Toda a chave para estes sistemas de saúde remota é que são capazes de monitorar e dar feedback para muitas pessoas em tempo real,  sem a necessidade de se a numa clínica E o app é muito simples de usar. E os homens também recebem mensagens para incentivá-los a trabalhar mais ou desacelerar se eles estão em risco'', explica.
Monica Mallet, 40 anos, de Los Angeles,  diz que seu alto nível de estresse aumentou o risco de doença cardíaca,  antes dela entrar no estudo de 2014 de saúde móvel  na escola de enfermagem, que usa smartphones para controlar a atividade e hábitos alimentares diários. "Eu sou uma mãe solteira de um 8 anos de idade, eu estou terminando minha pesquisa de doutorado, e eu estou trabalhando em tempo integral na educação", diz ela. "Eu também adoro alimentos salgados e não deu certo, mesmo que eu queria levar uma vida saudável."
Enfermeira e professor associado Jo-Ann Eastwood liderou o estudo, que foi financiado pela American Heart Association. Ela deu smartphones baseados no Android para 40 mulheres afro-americanos entre as idades de 25 e 45 que tiveram pelo menos dois fatores de risco para doença cardíaca precoce. Os aparelhos, foram carregados com o aplicativo Eastwood de mensagem de texto,  que enviava  perguntas como "Será que você comeu seis porções de frutas hoje?" e "Você conseguiu, pelo menos 30 minutos de atividade hoje?"
Mallet, diz que o estudo entrou na sua vida agitada. "Foi com base em um smartphone, algo que eu tenho comigo o tempo todo, que eu aprendi a reconhecer e gerir o stress.  E ter essa sensação de realização quando você atinge seu objetivo individualizado de 10.000 passos todos os dias, foi inspirador. "

sábado, 10 de outubro de 2015

O 5G no cenário da Internet das Coisas


Por Juliano Bazzo*
05/10/2015 ... Convergência Digital
A tecnologia móvel de quarta geração (4G) hoje é realidade na maioria das grandes cidades brasileiras, apesar de ainda não estar disponível para boa parte da população do país (que continua usando o 3G, ou até mesmo 2G). Mas a demanda cada vez maior por aplicações envolvendo a transmissão de grandes volumes de dados tem estimulado o desenvolvimento, no mundo, da 5.ª geração de comunicações móveis – o 5G.

Contudo, o aumento na velocidade de conexão – principal objetivo do 3G e do 4G – não deverá ser o único benefício que o 5G vai trazer. Essa nova tecnologia terá um papel muito importante na implementação da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), ao possibilitar o crescimento significativo do número de conexões simultâneas (da ordem de milhares), a redução da latência para as informações de controle e dados, o menor consumo de energia e o aumento da eficiência espectral.

O 5G será a primeira tecnologia celular especificada considerando o cenário de IoT. E isso é uma quebra de paradigma em relação às gerações anteriores de comunicação móvel. O universo das aplicações de IoT é bastante variado e, em alguns segmentos, já é realidade – ainda que em escala limitada. É o caso, por exemplo, da automação da coleta de dados de medidores de energia elétrica pelas concessionárias do setor.
Como não há necessidade de resposta em tempo real, é possível executar essa aplicação usando as tecnologias 3G e 4G. Porém, aplicações que exigem tempo de atraso reduzido (inferior a 10 milissegundos) necessitam de uma nova tecnologia de acesso. Na própria área de energia, alguns tipos de equipamentos usados na automação de subestações elétricas – de acordo com o padrão IEC61850 da Comissão Eletrotécnica Internacional - exigem tempo de resposta abaixo de 5 milissegundos, o que não é possível atender com uma tecnologia de quarta geração.

O 3GPP, órgão que padronizou o 3G e o 4G, criou um grupo de trabalho para estudar a comunicação entre veículos conectados, pessoas e coisas – chamada Vehicle-to-X, ou V2X. Entre os casos propostos, estão a comunicação de veículos com passageiros, com pedestres, com outros veículos, com semáforos, portais de pedágio e outros elementos da infraestrutura urbana. A fabricante sueca Volvo já anunciou que, até 2020, pretende eliminar os acidentes fatais envolvendo seus novos carros, por meio do uso de diversas tecnologias, entre elas o V2X.

Atualmente, os estudos sobre a tecnologia 5G visando o aumento da capacidade (taxa de transmissão) estão concentrados, principalmente, no uso do espectro acima de 6 GHz, por oferecer maior disponibilidade - e, também, em arquiteturas sofisticadas de array de antenas com centenas de elementos. Mas é possível que o espectro abaixo de 1 GHz também seja utilizado para atender às aplicações de IoT em larga escala no 5G, devido à sua melhor condição de propagação, que se reflete em maior cobertura.

Nesse cenário, o modelo de negócios atual das operadoras de telecomunicações – que direcionam a maior parte dos seus investimentos para atender à comunicação entre pessoas - pode mudar. As aplicações de IoT representam uma oportunidade para as operadoras aumentarem suas receitas, na medida em que, de modo geral, os terminais trafegam poucos bytes e podem demandar menor investimento na infraestrutura de telecom. Por outro lado, a quantidade de dispositivos conectados à Internet das Coisas ultrapassará, facilmente, o número de smartphones, o que poderá gerar uma receita significativa para as operadoras.

A União Internacional de Telecomunicações (ITU) vem definindo os requisitos gerais para o 5G, com base nas demais tecnologias de comunicação móvel, bem como as recomendações de alocação de espectro, que são seguidas pelos países-membros - como o Brasil. No entanto, associações de fabricantes e fornecedores de equipamentos, operadoras e instituições de pesquisa já se anteciparam e definiram alguns objetivos para o 5G.

Além disso, diversas iniciativas de pesquisa em 5G estão acontecendo no mundo. No Brasil, algumas instituições de ensino e de pesquisa e desenvolvimento também estão trabalhando nessa área, visando criar uma competência nacional na tecnologia.

A expectativa é que as primeiras implantações de redes comerciais 5G no mundo ocorram em 2020; embora algumas demonstrações possam ser feitas durante a Copa do Mundo na Rússia, em 2018. No Brasil, essa tecnologia deve chegar somente a partir de 2022.

Juliano Bazzo é gerente da área de Tecnologias de Redes Móveis do CPqD

AES Eletropaulo contrata plataforma para gerenciamento de dados de medição


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IPNEWS, Sex, 09 de Outubro de 2015 07:29
Esta é mais uma etapa do projeto de Redes Inteligentes da AES Eletropaulo; em novembro de 2014, companhia realizou a aquisição de 62 mil medidores inteligentes.
A AES Eletropaulo, distribuidora do Brasil em termos de energia distribuída, acaba de fechar a contratação da Siemens para fornecimento do EnergyIP, plataforma para gerenciamento de dados da medição e aplicação de Smart Grid, especialmente projetada para lidar com as mais complexas implementações de infraestrutura avançada de medição de energia. O fornecimento da plataforma EnergyIP é parte do Projeto de Redes Inteligentes da AES Eletropaulo e beneficiará a concessionária distribuidora de energia, com uma maior eficiência operacional, melhoria nos indicadores de qualidade de serviço e redução das perdas não técnicas.
No ano passado, a AES Eletropaulo realizou a aquisição de 62 mil medidores inteligentes, sendo parte deste montante fornecido pela Siemens. 
Segundo Sérgio Jacobsen, Gerente Geral da área de Smart Grids da Siemens, esta parceria tem muito potencial de crescimento e trará muitos benefícios para a Eletropaulo e para o consumidor final. “A AES Eletropaulo terá grandes benefícios, como redução dos custos diretos e indiretos por meio da funcionalidade de corte-religa remoto e transmissão de dados da medição em tempo real, maior confiabilidade e segurança no fornecimento, além de proteger a receita contra perdas e fraudes – os famosos gatos”, disse Jacobsen.
Com o desenvolvimento dessa infraestrutura, parte da população do município de Barueri atendida pela AES Eletropaulo poderá gerenciar seu consumo em tempo real através do sistema comercial da AES Eletropaulo, evitando utilizar energia nos horários de pico – quando o valor de KWh é maior.
A AES Eletropaulo vem sendo uma das pioneiras na aplicação de tecnologias Smart Grid no país.  A empresa visa ampliar seu projeto nos próximos anos, com automação da rede de distribuição e novas aplicações de software que permitirão integrar outros componentes, como geração distribuída. Assim, os consumidores poderão gerar energia em suas casas, a partir de painéis solares e microgeradores eólicos (sistemas de geração elétrica a partir da força dos ventos, com potência de até 100 kW, suficiente para produzir eletricidade para o abastecimento de pequenos consumidores), por exemplo, e vender o excedente gerado à distribuidora, recebendo créditos na conta de energia.
Ambas as empresas estiveram presentes durante o Latin America Utility Week, evento que ocorreu em São Paulo, de 23 a 25 de setembro no Transamérica Expo Center. Durante os três dias do evento, o público pode visitar o estande da Siemens, que apresentou soluções e aplicações em Smart Grid, como medidores inteligentes, plataforma de comunicação, softwares de gestão de dados da medição, centros de medição, sistemas scada (spectrum power ADMS) e centros de supervisão e controle.