terça-feira, 24 de julho de 2012

Mercado de rede óptica crescerá 5% ao ano até 2017




Expansão é puxada pela expansão de data centers em novas localidades

A demanda por data centers novos fará a venda de equipamentos de rede óptica cresçam, em média, 5% ao ano até 2017, quando o mercado chegará a US$ 20 bilhões, conforme projeção da consultoria Ovum.

A América Latina impulsionará tal expansão, devido aos esforços de modernização das redes de internet banda larga e móvel, segundo a consultoria. O setor, na América do Norte, deve exibir crescimento sólido uma vez que os operadores de rede tier-1 embarcam na tecnologia 100G para responder à necessidade de crescimento de data centers.
"Data centers estão sendo instalados em novas localidades, criando novas demandas por redes ópticas", explica Ian Redpath, principal analista de infraestrutura de redes da Ovum. Em relatório, Redpath citou o novo data center do Facebook em Lulea, na Suécia.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

NCR entra no mercado de mobile payment com solução inovadora


TI INSIDE, sexta-feira, 20 de julho de 2012, 17h32

A NCR Corp., tradicional fabricante de equipamentos e sistemas de autoatendimento, decidiu entrar com força no mercado de pagamento móvel, ou mobile payment como também é conhecido. Nesta semana, a empresa lançou nos Estados Unidos o NCR Silver, um sistema de pagamento que permite transformar um iPhone, iPad ou qualquer dispositivo móvel equipado com o sistema operacional Android, do Google, em um terminal ponto de vendas (PoS). "Nós estamos trazendo ao nosso negócio um grande know-how para atender pequenas empresas", disse Christian Nahas, vice-presidente da NCR para pequenas e médias empresas, ao site do jornal USA Today.
Com o novo aplicativo, a empresa se junta a uma lista crescente de fornecedores de sistemas de m-payment, cuja pioneira foi a Square, que fornece um sistema de pagamento que permite, por meio de um pequeno adaptador colocado no aparelho, o uso de cartões de crédito, sem que o comerciante tenha de pagar taxas, mensalidades ou ter contratos com administradoras de cartões de débito e crédito. Ou seja, com o sistema o comerciante não precisa repassar os 5% de taxa embutidos nos pagamentos que o consumidor faz com cartão de crédito.
De acordo com Nahas, como o Silver, a NCR está dando ao comerciantes um aplicativo gratuito para processar e controlar os pagamentos dos clientes. A empresa apenas fornece a leitora de cartão de crédito mediante o pagamento de US$ 79 ou de US$ 549 por um dispositivo que verifica códigos de barras e faz a leitura de cartões de crédito. Ela também vende uma "caixa registradora para iPad", que vem com um leitor de cartão, gaveta para guardar dinheiro e impressora de recibos, por US$ 619. Os comerciantes também podem pagar uma taxa de US$ 79 mensais para cada iPhone ou iPad que usam como caixa registradora. A NCR até lançou uma promoção de lançamento: os primeiros mil comerciantes que assinarem o Silver pagarão apenas US$ 39 por mês.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Tecpar e País Basco discutem Programa Smart Energy Paraná


Fonte:agencia de noticias do Paraná

O programa do governo do Paraná “Costa das Energias Verdes”, pioneiro no Brasil, vai usar como modelo a experiência bem-sucedida realizada pelo País Basco, na Espanha. Teleconferência realizada esta semana entre técnicos do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e daquela região espanhola confirmou a parceria e discutiu os próximos passos do projeto paranaense.

O Costa das Energias Verdes é multi-institucional e faz parte do programa Smart Energy Paraná. Vai interconectar a geração e distribuição de energias renováveis a redes inteligentes (smart grids), combinando com ações de formação de competências, educação, sensibilização e mobilização social.

De acordo com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, o projeto desenvolvido pelos bascos, o Bidelek-Sareak, já reúne conhecimentos importantes, além de experiências bem-sucedidas. “Vamos partir de um ponto mais adiantado”, explica, sem precisar repetir testes e outras etapas. A ideia é conciliar os esforços da tríplice governança do programa Smart Energy (governo, indústria e academia) concentrando ações em uma determinada área (no litoral) para extrair dali o conhecimento necessário e poder replicar para o resto do Estado com segurança.

Ficou agendada para setembro a vinda de técnicos espanhóis para conhecer as instituições paranaenses envolvidas, apresentação da experiência basca em smart grids com o projeto Bidelek-Sareak e discussão sobre o desenvolvimento conjunto de projeto piloto para o litoral do Estado. A transferência de conhecimentos está prevista em acordo de cooperação da Secretaria com a agência de desenvolvimento do país basco - Sociedad para la Transformación Competitiva-Eraldaketa Lehiakorrerako Sozietatea S.A. (Spri).

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio Felix, explicou que o país basco optou por criar uma associação independente para gerenciar seu programa de smart grid com participação dos diversos atores envolvidos. “Acredito que o modelo de governança do programa no Paraná poderá ser semelhante, formando um consórcio entre as instituições envolvidas com representantes do governo, indústria e academia”, afirmou.

Além da Secretaria e do Tecpar, o projeto envolve a Secretaria do Meio Ambiente, o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), a Itaipu Binacional, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel), além de outras partes interessadas.

Experiência Basca - O País Basco tem notável experiência em redes inteligentes e geração distribuída conquistada a partir do entendimento de que o segmento tinha de ser prioridade para o país. Em pouco mais de uma década, o território espanhol constituiu uma estrutura empresarial exemplar que dá suporte a equipamentos e tecnologias comercializadas nos Estados Unidos e em vários países da Europa, inclusive com diversas empresas bascas já atuando no Brasil e até mesmo em Curitiba

terça-feira, 10 de julho de 2012

Teles reforçam abertura de lojas próprias


Divulgação / Divulgação
Fonte: Jornal Valor

Lorenzo Lindner, da TIM: previsão de abertura de 54 unidades até o fim do ano, com investimento de R$ 50 milhões

A recepção é com um largo sorriso no rosto. Um café expresso é servido, em xícaras claras e bem polidas. Até o perfume do local é convidativo. Nem parece que o consumidor está apenas em busca de um plano de celular. É assim, com lojas próprias sofisticadas, que as operadoras de telefonia celular vêm tentando conquistar clientes de planos pós-pagos, que lhes garantam a cobiçada receita fixa mensal. A inspiração vem das lojas da Apple, com os aparelhos expostos em vitrines iluminadas e uma decoração que, apesar de despojada, é calculada em detalhes para fazer o cliente se sentir bem.
O investimento das operadoras em lojas próprias não é novidade no Brasil, mas o movimentando vem se acelerando. A TIM, cuja base de clientes pré-pagos gira em torno de 85%, pretende aumentar em quase 70% sua rede própria até o fim do ano, com investimento de R$ 50 milhões nas novas unidades. Na Claro, a previsão é abrir mais 70 lojas, um incremento de 40%. Na Oi, os planos preveem 130 novas lojas também até dezembro, sendo 100 próprias e 30 franquias.
"O canal próprio é um importante ponto de contato com o público do celular pós-pago, que quer atendimento focado em suas necessidades, e se sente encantado com um consultor que o convida para sentar à mesa, apresenta as opções de ofertas, mostra os diferentes aparelhos do portfólio, oferece um café. É o espaço ideal para esse tipo de relação empresa-cliente", disse ao Valor Lorenzo Lindner, diretor nacional de vendas da TIM.
A operadora planeja abrir 54 novas lojas, totalizando 135 unidades administradas pela operadora. Como estímulo, a TIM pretende dar 25% de aumento de salário aos gerentes. Além disso, planeja contratar 840 funcionários para as novas unidades, que serão construídas em 12 Estados. Foram escolhidos locais onde o poder aquisitivo da população permite a contratação de um plano pós-pago com mais folga. Entre os Estados estão Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O mapa estratégico é semelhante ao da Claro. A companhia não revela o volume de investimentos reservado para as novas lojas, mas definiu como pontos centrais os Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, além da região Norte do país.
A Oi está investindo em unidades próprias, mas também conta com o modelo de franquias para ampliar a presença no país. Desde novembro, a empresa inaugurou 80 lojas próprias. Até o fim do ano, a intenção é abrir mais 100 lojas. No caso das franquias, são 990 em funcionamento e planos de mais 30 até o fim do ano. "Na loja própria vemos o pulso da operação e fazemos todos os testes para treinar os franqueados", afirmou Bernardo Winik, diretor de vendas da Oi.
Em São Paulo, Emilio Busoli, diretor regional de vendas a varejo da operadora, afirma que 84% do público que visita as lojas próprias acaba fechando planos pós-pagos, o que justifica a importância dada pelas operadoras a essas unidades. "O cliente tem a oportunidade de mexer no aparelho, tirar dúvidas sobre os planos e receber instrução do que lhe é mais conveniente", disse.
Com a abertura das lojas, as operadoras querem diminuir a dependência em relação aos planos pré-pagos, nos quais a concorrência maior corrói as margens de lucro. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que, em maio, 255 milhões de aparelhos celulares estavam nas mãos dos brasileiros. Os pré-pagos representavam 80% desse montante.
"A disputa entre as operadoras é maior no modelo pré-pago, pois há mais promoções e a possibilidade de o usuário obter um chip de cada empresa, para usar as ofertas que lhe convierem no momento", disse o analista Alex Pardellas, da corretora Banif.
Nem sempre um plano pré-pago sai mais barato que um pós-pago. A tarifa nos pré-pagos pode ser até três vezes mais alta que no pós-pagos, algo de que o usuário nem sempre se dá conta. "Um cliente classe C, que usa o pré-pago, poderia contratar um plano pós e ter economia", disse Pardellas. O alvo das novas lojas próprias, porém, não é a classe C, mas os públicos A e B. "Esse cliente é atraído por smartphones, tablets, modems, produtos bem sofisticados", afirmou o analista.
O interesse das operadoras pelas lojas próprias se deve, em grande parte, a uma sigla desconhecida do público em geral, mas considerada fundamental para o sucesso das operações pelos profissionais do mercado de telecomunicações. É o Arpu, a sigla em inglês para receita média mensal por usuário, um indicador da participação de mercado das teles. O Arpu é obtido dividindo-se a receita líquida de serviços pelo número médio de celulares (clientes).
No Brasil, segundo a consultoria Teleco, o Arpu médio é de R$ 20. No caso dos planos pós-pagos, devido à assinatura, o valor é maior. "As empresas têm de trabalhar nos dois segmentos. No pré-pago para ampliar a base de clientes e no pós para garantir receita mensal", disse Pardellas, da Banif.
Segundo o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, a competição entre as operadoras é o principal fator que estimula a abertura de lojas. "As empresas buscam estar presentes em locais estratégicos para buscar novos clientes. É puro marketing", disse.
A estratégia, no entanto, não está livre de riscos. Para Frederico Barbosa, analista da consultoria Europraxis, o dimensionamento inadequado de pontos ou implementações mal feitas podem provocar desvantagens. "Se for um fracasso, além de custos de imagem, serão perdidos gastos relevantes que advêm da operação de lojas, como pessoas, aluguéis, estoques", afirmou.
Mesmo as operadoras que focam a estratégia nos clientes empresariais veem as lojas próprias como fundamentais. A Nextel, por exemplo, também está investindo na abertura de novas unidades. Atualmente são 111 lojas no país. Mais 11 estão previstas até o fim de 2012. Além disso, a empresa mantém 120 quiosques, a maioria espalhados em shoppings centers.
É nos shoppings, aliás, onde estão localizadas as lojas mais sofisticadas. Esses pontos são considerados os mais atraentes porque recebem um fluxo constante de público disposto a gastar. Ruas onde há concentração de empresas na vizinhança também costumam ser alvos para a instalação desse tipo de loja.
A Vivo informou, em nota, que a estratégia de abertura de lojas próprias está, no momento, voltada à região Nordeste, onde a empresa é a quarta colocada em participação de mercado e pretende ampliar a cobertura. A operadora não detalhou quantas lojas planeja abrir no Nordeste. Atualmente, são 322 lojas próprias no país, sendo 135 no Estado de São Paulo.

sábado, 7 de julho de 2012

Consulta publica sobre pre-pagamento

Fonte: Aneel


A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou audiência pública para colher subsídios e informações adicionais sobre a regulamentação das modalidades de pré-pagamento e pós-pagamento eletrônico de energia elétrica. O tema estará em audiência de 28/06 a 25/09.

De acordo com a minuta de resolução proposta em audiência, a implantação dessas modalidades é uma faculdade da distribuidora e a adesão do consumidor será voluntária e sem ônus. O retorno à modalidade anterior poderá ser solicitado a qualquer tempo, devendo o pedido ser atendido em no máximo 30 dias. O consumidor que aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 5 kWh e poderá, se possuir algum débito com a distribuidora, ter a sua dívida parcelada e descontada quando da compra de créditos, limitado a um percentual máximo de 10% da compra. Além disso, ocorrendo o esgotamento dos créditos e a impossibilidade temporária de adquiri-los, o consumidor poderá solicitar à distribuidora um crédito de emergência, que deverá ser disponibilizado em qualquer dia da semana e horário. Ainda de acordo com o novo regulamento, a tarifa de ambas as modalidades será igual a da modalidade de faturamento tradicional, podendo a distribuidora oferecer tarifas menores para quem aderir a essas modalidades.

A ANEEL visa com a aprovação do regulamento uma série de benefícios para distribuidoras e, principalmente, para os consumidores. Dentre eles, estão: a melhoria do gerenciamento do consumo de energia pelo consumidor; a maior transparência em relação aos gastos diários por meio de informações em tempo real; a flexibilidade na aquisição e no pagamento da energia; a eliminação da cobrança de multas, juros de mora e taxas de religação; e a economia no orçamento doméstico por meio da mudança dos hábitos de consumo. Por parte da distribuidora, espera-se a redução dos custos operacionais; a diminuição da inadimplência; e a melhoria do relacionamento entre a empresa e seus consumidores, ao se evitar inconvenientes gerados por erros de leitura, faturamentos por estimativa, cortes indevidos e problemas de religação fora do prazo.

Os interessados devem enviar contribuições para esse processo no período de 28/06 a 25/09 para o e-mail: ap048_2012@aneel.gov.br, pelo fax (61) 2192-8839 ou para o endereço da Agência (SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral, CEP: 70.830-030), em Brasília (DF). Haverá sessões presenciais da audiência em dez capitais. São elas: Belém, Salvador, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Brasília, Florianópolis e Porto Alegre. As datas e locais das sessões serão divulgados posteriormente no site da ANEEL.

Antes de submeter a regulamentação à audiência pública, a ANEEL, dentre outras ações, promoveu o Seminário Internacional de Pré-pagamento e realizou visita técnica à Maués (AM) para atestar a adoção da modalidade em comunidades isoladas. (DB/JV/MO/MB) 

Relação melhor entre concessionária e cliente

Fonte: Andrade&Canellas



Uma revolução está prestes a mudar o setor elétrico nacional. A adoção pelas disstribuidoras nesta década das redes inteligentes (smart grid) irá transformar a relação entre concessionárias e clientes, que passarão a ter um leque de opções à sua escolha. Sua implementação permitirá que as máquinas e equipamentos conversem entre si, buscando maior eficiência e que cada eletrodoméstico tenha seu consumo em tempo real avaliado pelo consumidor. Esta nova rede também vai aumentar a interação com o consumidor, que poderá ter à sua disposição tarifas diferenciadas por horário.
Com o sistema, o consumidor poderá ver em reais quanto cada equipamento gasta em sua casa e, com isso, gerenciar o horário de funcionamento de alguns eletroodomésticos, como uma máquina de lavar, que poderá ser ligada de madrugada, quando a energia fica mais barata. Pelo celular, ele ainda poderá desligar ou ligar um aparelho para reduzir seu consumo. Nas cidades inteligentes, o cenário do futuro poderá reforçar o carro elétrico, que, para ser abastecido, precisa de carregamento de sua bateria.
O consumidor poderá se tornar participa.nte ativo de outra ponta do setor elétrico: a microgeração de energia. O cliente residencial terá painéis solares instalados em sua casa e poderá até vender parte da energia à rede ou abater de sua conta com esse crédito. Ou seja, além de consumidor, a pessoa terá um crédito a ser negociado com o sistema. "Os medidores inteligentes são condição básica para a distribuição da geração solar, porque os aparelhos permitem saber se o cliente está consumindo ou se está exportando para a rede", diz Paulo Ricardo Bombassaro, diretor de engenharia da CPFL Energia.
Com o smartgrid, a energia solar pode ganhar espaço. Hoje, o princiipal obstáculo para gerar energia a partir da luz do sol é a tecnologia e o preço. O Brasil não tem um parque industrial instalado de fabricantes de painéis fotovoltaicos, o que implicaria na importação de peças e equipamentos, mas este é um segmento a ser desenvolvido no país nos próximos anos. Outras fontes renováveis, como as eólicas, também poderão ganhar mais esspaço. Na Europa, algumas concesssionárias oferecem a possibilidade de o cliente escolher se a fonte de energia de sua casa virá de uma fonte renovável ou térmica.
Esse tipo permitirá a instalação de microgeradores eólicos em condomínios e casas, com cada consumidor podendo oferecer o excedente de energia ao sütema interrligado. "O consumidor passa a ter mais ferramentas para gerar o consumo e o uso da energia e, como a eólica é uma fonte limpa, podemos ter mais estímulos com o smart grid", diz Elbia Meio, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).
Parte da regulamentação sobre a implementação das redes inteeligentes - como os medidores a serem instalados nos clientes de baixa renda e o estabelecimento de tarifas horárias - está em discussão pública na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que definirá os pontos neste ano. "Em relação aos medidores inteligentes para os clientes de baixa tensão, esperamos a regulação da Aneel, mas em relação aos consumidores de média e alta tensão contratamos softwares e aparelhos para eles, em um projeto que contempla nossas distribuidoras", afirma Bombassaro.
A CPFL Energia pretende investir R$ 50 milhões na instalação de 25 mil medidores até 2013 para os clientes de média e alta tensão. "Essa infraestrutura de software e de comunicação será aproveitada nos consumidores residenciais", destaca. No dia 25 de maio, foram instalados os dois primeiros medidores. Até o fim do ano, serão instalados 3,5 mil. A expectativa é de que até julho de 2013 os 25 mil estejam colocados.
Desde 2010, a CPFL tem invesstido na instalação de chaves telecomandadas. Até o fim de 2013, serão colocadas 5 mil, das quais 2,8 mil já foram instaladas. Com esses equipamentos, o sistema elétrico é monitorado em tempo real, o que permite acompanhar eventuais ocorrências com mais agilidade. "Podemos isolar um ponto com defeito com mais rapidez e, com isso, conseguimos restringir um problema a apenas um bairro, em vez de toda a cidade sofrer com a interrupção", diz Bombassaro. No projeto, entre instalação das chaves, softwares e módulos, será investido R$ 125 milhões.
A adoção de medidores inteligentes na indústria e no comércio mudará o relacionamento da distribuidora com os clientes. Hoje, uma vez por mês, funcionários da CPFL vão aos clientes de média e alta tensão fazer a medição. Até 2013, com a implementação das redes inteligentes, a rotina será mudada: a telemedição permitirá leituras a cada 15 minutos ou em tempo real, caso haja necessidade. Em caso de falta de luz, o cliente nem mais precisará ligar para a distribuidora, porque a concessionária saberá o que ocorre na hora. "Podemos ainda acompanhar o consumo do cliente e saber em qual horário ele mais precisa de energia ou podemos ter maior precisão em avaliar a qualidade do fornecimento e descobrir perturbações que ele nem percebeu", diz Bombassaro.
O smart grid pode ter impacto sobre o cenário de investimentos nos próximos anos. "Ele poderá permitir grande eficiência na rede, porque as concessionárias terão melhor conhecimento de onde se consome mais e as maiores deficiências. Isso fará com que haja necessidade de menos investimentos em novas usinas. Acho que sua implementação poderia ser acelerada, porque poderia até contribuir para a redução sobre a pressão dos preços da energia elétrica", afirma José Luiz Alquéres, ex-presidente da Light e da Eletrobras.
Os fabricantes estão acompanhando de perto as discussões em relação à implementação do sistema. Mais de R$ 20 bilhões poderão ser investidos pelas concessionáárias na implantação das redes inteeligentes nesta década. Hoje, o setor conta com 65 milhões de medidores e o custo de um equipamento inteligente estaria em R$ 200 por medidor. Isso dá uma dimensão do mercado. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disscute a regulação do tema, mas a expectativa é de que os pontos em aberto sejam resolvidos até o início de 2013. "Definida a regulação, estaremos de olho nesse mercado, pensando em termos uma operação local própria ou com parceria com terceiros", diz Marcelo Prado, diretor de marketing da GE Energia para a América Latina.
Para Guilherme Valle, líder da área de energia da PWC Brasil, a implementação do smart grid depende de sua viabilidade econômica. "As concessionárias precisam ter clareza de como esse investimennto será estimado em sua base de remuneração de ativos para aplicar nesses projetos. Em paralelo, devemos assistir à consolidação de ativos, porque a terceira revisão de tarifas apontou para uma maior eficiência operacional."
Apesar de algumas indefinições, os primeiros projetos de cidades inteligentes estão saindo do papeL Situada no Vale do Paraíba, distannte pouco mais de 150 quilômetros da capital paulista e conhecida por atrair todos os anos milhões de turistas e romeiros que visitam sua igreja, Aparecida foi escolhida pela EDP no Brasil como o projeto-piloto da concessionária na área de cidades inteligentes no país.
Com cerca de 15 mil clientes, o que representa 1% do universo atendido pela empresa no país, o município foi escolhido por critérios técnicos. "Mais fácil fazer em uma cidade inteira do que em bairrros", diz João Brito Martins, gestor-executivo da EDP Brasil. Até o fim do ano, serão instalados 15 mil medidores, sendo que 1.150 já foram colocados. Os clientes residenciais estão recebendo lâmpadas mais eficientes e os consumidores de baixa renda estão recebendo novos chuveiros e geladeiras.
O medidor que a concessionáária está utilizando foi desenvolvido em parceria com a fabricante nacional Ecil Energia. "Em 2006, buscamos um aparelho que pudessse nos ajudar a reduzir as perdas comerciais na nossa rede, o projeto foi evoluindo e chegou ao medidor inteligente, que está totalmente adaptado ao nosso mercado", diz Martins. Com a rede inteligente, o executivo destaca que a postura da empresa em relação aos connsumidores residenciais mudará. "Poderemos saber dos problemas em tempo real, passamos a ser ainda mais ativos em problemas que atingirem a rede, em vez da posição mais reativa de hoje em dia."
A primeira fase da adoção do smart grid, que contempla a instalação dos medidores, ações de efiiciência energética e de mobilidade elétrica, envolve R$ 10 milhões. Em 2013, a empresa irá fazer um teste com tarifas diferenciadas, selecioonando algumas residências da ciidade paulista e simulando como ficariam as contas de luz, caso o consumidor optasse pela tarifa horária. "Queremos fazer uma grande pesquisa para entendermos como podemos potencializar nossa innfraestrutura."

Roberto Rockmann

‘Redes de Serviços Públicos eficientes deveria ser uma preocupação prioritária para os municípios e infelizmente não está sendo’




Eduardo José Bernini, Sócio Diretor e Fundador da Tempo Giusto Consultoria
‘Redes de Serviços Públicos eficientes deveria ser uma preocupação prioritária
para os municípios e infelizmente não está sendo’

Adriano Rehder | 03 de Julho de 2012
Fonte: Entrevistas Metering 2012

Segundo especialista, discussão acerca da implementação do Smart Grid não pode ocorrer alheia à discussão sobre o desenvolvimento das cidades inteligentes do futuro. O Smart Grid deve ser pensado também dentro da esfera pública municipal, em um contexto de planejamento da ocupação física do espaço urbano. ‘’Ter a rede inteligente sem que venha a ser parte integrante da cidade inteligente é como ter elos fracos e fortes se alternando em uma mesma corrente’’.
- No evento Metering de 2012 você palestrará sobre a relação do Smart Grid com
as cidades inteligentes do futuro. Qual a linha mestra da tese ou questionamentos que apresentará à audiência do evento?
O ponto que pretendo abordar diz respeito à importância de serem concebidas políticas urbanas de caráter municipal que apoiem, induzam, incentivem e viabilizem a modernização das redes de serviços públicos urbanos (energia elétrica, telecomunicações, gás, água e saneamento), como uma premissa para que o conceito de redes inteligentes não seja um chavão e sim parte do desejo e da motivação de realizarmos a transição das atuais cidades precariamente ocupadas e pouco sustentáveis, em cidades realmente inteligentes.
- No conceito de Redes Inteligentes, antes do 'inteligente' vem a 'rede'. O Brasil
possui um infraestrtura de distribuição elétrica com a qualidade necessária para
a aplicação das novas TICs para sua automação?
Essa é uma pergunta que comporta duas respostas. Sim, se considerarmos a escala e o tipo de cidade que está sendo selecionada para servir de piloto, de laboratório, paraa implantação de TICs para automação da rede. Não, se considerarmos que a
realidade dos grandes centros urbanos, a começar das capitais, mas englobando, com certeza, as regiões metropolitanas mais adensadas. Essa é realidade brasileira: nosso nível de adensamento urbano e conurbação merece particular atenção. O fato de que estamos atrasados e progredindo muito lentamente na implantação de tecnologias
mais avançadas na automação das redes, de fato, não pode ser a razão pela qual não
venhamos a melhor planejar e remover conjuntamente outros gargalos tão ou mais
importantes. E um deles diz respeito exatamente ao fato, inquestionável, de que sem
uma coordenação mais fina, mais ajustada, ao (re)planejamento das cidades, a
implantação da automação das redes de energia elétrica pode se constituir não em
uma resposta, mas sim em um estágio que terá que ser refeito mais adiante, não
sendo portanto uma resposta sustentável. Isso não significa que não há mérito nas
iniciativas que as concessionárias estão conduzindo de modo próprio. Há mérito, sim,
o problema é que não estão sendo acompanhadas por iniciativas mais ousadas, mais
criativas, talvez mais contemporâneas, por parte do aparelho de estado, seja no nível
federal, estadual, mas principalmente municipal. Redes de Serviços Públicos eficientes
deveria ser uma preocupação prioritária para os municípios e infelizmente não está
sendo.
- Política pública federal para incentivar o desenvolvimento da rede inteligente
é, a seu ver, eficaz? A dimensão do Brasil e as particularidades de cada região, e
até de cada cidade, não requereria um planejamento regional, e até, em certos
casos, municipal, da rede inteligente? Quais atores públicos e da sociedade civil
deveriam estudar e acompanhar o desenvolvimento deste debate?
No âmbito federal, entendo que o foco deveria estar voltado para o apoio e ao
incentivo à pesquisa e o desenvolvimento tecnológico e para políticas industriais que
dêem suporte à manufatura de equipamentos e a integração de sistemas, em bases
competitivas inclusive para transformar o País em plataforma de exportação de
soluções para regiões com as características assemelhadas à brasileira, que são
diferentes daquelas dos países mais desenvolvidos em alguns aspectos. Isso não
significa, de forma nenhuma, abdicar da busca do mais avançado estado da arte.
Resgatando a expressão criada pelo Edmar Bacha no já longínquo ano de 1974 –
“Belíndia” -, o diferencial brasileiro deve estar em desenvolver aplicações não somente
para as “Bélgicas” brasileiras, mas também para as “Índias” brasileiras (embora,
atualmente, nem a Bélgica seja a mesma Bélgica, nem a Índia seja a mesma Índia).
Mas o contraste entre o nível de desenvolvimento de regiões dentro de uma mesma
cidade brasileira continua sendo uma verdade. O que as une é o fato de que o
desenvolvimento e a modernização das redes de serviços públicos urbanos parou no
tempo e no espaço. Razão que torna ainda mais necessário que o tema seja
incorporado ao planejamento não só regional, mas micro-municipal. Isso define, de
forma geral, quais os atores que deveriam estar presente neste debate, a começar das
instâncias que naturalmente interagem no planejamento municipal, tanto públicas
como da sociedade civil.
- O advento das novas tecnologias do universo do Smart Grid possibilitaria fazer
com o setor elétrico o que se fez com o setor das telecomunicações na década
de 90 do século passado? O Smart Grid acabará com o modelo de concessão
necessariamente? O setor elétrico brasileiro poderá se tornar similar ao do
Texas, onde existe mercado livre para qualquer consumidor?
É preciso cuidado com generalizações. Uma equação é a que poderá conduzir (ou
não) a uma maior liberalização do mercado final consumidor de energia elétrica, com
suas implicações estratégicas, comerciais, operacionais e sobretudo empresariais.
Outra equação é a que poderá determinar, através de novas tecnologias, qual o
pacote de serviços que os clientes finais ou usuários poderão vir a acessar ou
demandar. Essa é uma vertente ainda relativamente desconhecida até porque envolve
a fronteira entre o que é fornecido pelas operadoras de telecomunicações (em um
sentido amplo, voz dados e conteúdo) e o que poderá ser fornecido através das redes

Smart grids podem ser adotadas no Brasil em seis anos, estima Teradata
segunda-feira, 2 de julho de 2012, 15h47



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A viabilidade das smart grids no Brasil depende fundamentalmente de regulamentação: uma vez definidas quais as regras para os medidores inteligentes funcionarem e o modelo de tributação, a implementação da tecnologia poderá ocorrer de forma relativamente rápida.
Segundo Américo de Paula, diretor de Indústria da Teradata, existe viabilidade e o momento agora é o de um entendimento inicial, não só pelo órgão regulador, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "As discussões já tinham começado em 2008 ou 2009 na parte da regulamentação, então isso vai passar por um amadurecimento", explica, dizendo-se "esperançoso" no avanço desse debate. Para ele, a adoção em larga escala das smart grids deverá acontecer somente entre três a seis anos. "Ter a regulamentação será um passo enorme para a adoção acelerar, para o bem ou para o mal".
Entraves
A Audiência Pública (AP) 43, de autoria do diretor-geral da Aneel, Nelson José Hübner Moreira, fala sobre a regulamentação para os medidores. O texto trata, entre outras coisas, da possibilidade de comunicação entre o medidor da unidade consumidora e a distribuidora, incluindo capacidade de gerenciamento remoto e a adoção de um protocolo aberto de comunicação.
Mas um dos motivos para o entrave em relação à AP43 é a questão dos custos da implementação e dos medidores, que podem ser repassados aos consumidores ou ficarem na conta das concessionárias de energia. Esse é um ponto sensível, principalmente ao se considerar que a conta desse serviço no Brasil "atualmente está entre as cinco mais caras do mundo", avalia o diretor da Teradata. O executivo sugere a possibilidade da comercialização das informações de consumo dos clientes para empresas de marketing “como forma de fechar a conta”, embora reconheça implicações polêmicas sobre a privacidade desses dados.
O próprio modo de tarifação da energia pode ser modificado com a adoção das redes inteligentes, pois as empresas teriam meios de oferecer planos semelhantes aos modelos praticados por operadoras de telecomunicações - por exemplo, descontando do cliente a utilização da rede elétrica em determinados horários.
Resolvidos os entraves, as concessionárias deverão estabelecer parcerias com as operadoras de telecom para prover as comunicações. "Em alguns lugares será difícil a comunicação pela própria rede ou pelo WiFi, então isso poderá ser feito por GPRS e GSM", diz Américo de Paula. Segundo a AP43, a decisão pela melhor estrutura ficará a cargo das concessionárias. A exigência fica por parte do protocolo de comunicação aberto. De acordo com o executivo, esses aspectos estão sendo discutidos pelo Ministério de Minas e Energia com operadoras e as energéticas por meio de um grupo de trabalho.
O papel da Teradata será em lidar com a gerência e análise do crescente volume de dados, que deverá passar de uma leitura mensal por residência para um potencial de 720 leituras por mês ou mais.  A companhia tem um case nos Estados Unidos, na concessionária South California Edison, que atingirá, em julho, os 4,5 milhões de medidores inteligentes oferecendo planos e tarifas diferenciados para cada cliente. “Isso só é possível quando não há entraves regulatórios e burocráticos”.
Benefícios
Está em tramitação no senado o Projeto de Lei do senador Blairo Maggi (PR-MT), que também toca no assunto smart grids, estabelecendo a necessidade de o País implementar as redes inteligentes. O PL cita "benefícios palpáveis aos consumidores, como redução de tarifa, maior transparência nas relações de consumo, direito de escolha do consumidor, extensão da atividade de geração também para pequenos consumidores e estímulo à expansão de fontes alternativas na matriz de energia elétrica". O texto prevê que o processo de substituição dos medidores não poderá ter impacto superior a 2% sobre as tarifas e a possibilidade de “medição líquida” (net metering) para viabilizar a geração de energia doméstica.

Portugal já coloca em prática o fim do mercado regulado de energia elétrica



Consumidores precisam escolher comercializadora; Abraceel diz que medida é tendência natural em mercados maduros
Por Luciano Costa, jornal da energia
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Crédito: GettyImages
Desde 1° de julho, grande parte dos consumidores de energia de Portugal encara uma nova realidade. O governo do país iniciou um movimento para acabar com o mercado regulado e, com isso, cada cidadão será obrigado a procurar um comercializador para fechar contratos de compra de eletricidade.
Nessa primeira etapa, serão atingidos aqueles que possuem potência igual ou maior que 10,35kVa. Esse segmento terá um período "de transição" até o fim de 2014, durante o qual, caso não faça a opção por um comercializador, continuará a receber a energia da empresa que o abastecia antes. No caso, a EDP Portugal. Para quem tem potência menor que 10,35kVa, a tarifa regulada acaba em 31 de dezembro deste ano e o período de transição vai até o final de 2015.
Desde 2006 a migração para o mercado livre já é opcional para todos cidadãos portugueses. No ambiente regulado, as tarifas de energia são controladas pela Erse - o equivalente à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) brasileira - e o consumidor não define seu fornecedor. No ambiente livre, é preciso escolher e não há mais regulação, sendo os preços praticados de acordo com a concorrência.
Segundo o governo de Portugal, há cerca de 5,6 milhões de consumidores que ainda estão no ambiente regulado. As mudanças só não são válidas para as regiões autônomas de Açores e Madeira, uma vez que nesses locais não há concorrência entre comercializadores para permitir o fim da regulação. Já os clientes de baixa renda continuam com a opção de ficar no mercado regulado - e têm direito a manter seus descontos.A migração entre os ambientes é gratuita, não implica em troca de medidor e nem causa interrupção no fornecimento.
Segundo a Erse, espera-se, com as medidas, "aumento da concorrência, com reflexos no nível dos preços e na melhoria da qualidade de serviço". Portugal, porém, tem uma característica bem diferente do Brasil: o número de comercializadoras. São apenas seis que atuam com energia - EDP, Endesa, Galp Energia, Gas Natural Fenosa, Gold Energy e Iberdrola. Por aqui, são 128 empresas do ramo, segundo o último InfoMercado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Para o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Reginaldo Medeiros, a medida portuguesa "é uma tendência mundial" e pode reduzir os custos no final da ponta. "É melhor o consumidor escolher de quem quer comprar do que uma distribuidora fazer isso e ficar brigando com o regulador para repassar custo, muitas vezes indevido, ao consumidor", analisa.
No Brasil, o mercado livre ainda é restrito a agentes com grande carga. Aqueles que consomem entre 500kw e 3MW são considerados "especiais" e podem entrar no segmento apenas se utilizarem fontes alternativas de energia, como eólicas e PCHs. E os com demanda a partir de 3MW não têm restrição quanto ao suprimento.
Para Medeiros, uma medida positiva está em discussão na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): a criação do comercializador varejista, que facilitaria a entrada de pequenos players no ambiente livre. Isso porque hoje, para migrar, o consumidor precisa aderir à CCEE e passa a ter diversas obrigações, o que é complexo e envolve risco de multas em caso de descumprimento. Com a nova figura, o comercializador varejista representaria seus clientes na Câmara.
"Quando você cria essa nova representação, é bastante positivo, porque dá chance aos menores de participar do mercado livre", opina o diretor da Abraceel. A entidade ainda defende que a expansão do leque de agentes que podem participar do ambiente livre é importante e poderia acontecer "o quanto antes".
Um dos pontos destacados por Medeiros é que o País possui muitas comercializadoras, o que criaria um bom ambiente para a ampliação do mercado livre. "A teoria econômica diz que quanto mais competidores, melhor. Temos vários agentes comprando e vendendo, nosso mercado é competitivo, e isso é positivo para o consumidor".
O governo, porém, ainda não dá sinais de que vá ampliar o segmento. Em entrevista recente ao Jornal da Energia, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, foi questionado sobre o tema e disse apenas que o mercado "tem uma proporção interessante".

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Telefonia: 70% dos consumidores gostariam de mudar de operadora



por: Afonso Bazolli
fonte: InfoMoney
Por: Welington Vital de Oliveira
Os consumidores brasileiros não estão contentes com o serviços prestados pelas operadoras que escolheram. Segundo pesquisa da CVA Solutions, 70% dos clientes da telefonia pré-pago gostariam de trocar de operadora.
No pós-pago o índice de insatisfação é um pouco menor, de 67,3%. De acordo com a pesquisa, a ausência de sinal é o principal motivo da insatisfação.
Ainda entre os fatores que motivam o cliente a optar pela troca de operadora está o atendimento ao cliente insatisfatório e falta de clareza ou dificuldade em buscar informações no site.
Operadoras
Entre as operadoras a TIM é principal reclamada quando o assunto é ausência de sinal, com 75,3% da opinião dos consumidores.
A Claro ocupou o segundo lugar, 73,3%, seguido da Oi (69,6%) e a Vivo (62,9%).
Com relação ao atendimento ao cliente insatisfatório, a Oi obteve 49,9% das reclamações, conforme mostra tabela abaixo:
Telefonia-70-dos-consumidores-gostariam-de-mudar-de-operadora-televendas-cobranca-interna
A pesquisa foi realizada com 7.200 usuários de todo o Brasil.
O que dizem as operadoras

Por meio de sua assessoria de imprensa a Oi informou que está investindo na cobertura nacional e que o plano de negócios da companhia para o período 2012 a 2015 prevê investimentos de R$ 24 bilhões, que serão destinados para a implantação e expansão da rede móvel, ampliando a cobertura nacional, e também para projetos de expansão e qualidade da infraestrutura de banda larga.
A empresa explicou que mantém programa contínuo de melhoria de qualidade de seus serviços e, para aumentar a confiança e a eficiência no relacionamento da companhia com os consumidores, implementou seis frentes de trabalho.
Já a Claro informou que investe constantemente em qualidade e expansão de sua rede. A empresa reforçou o compromisso em oferecer sempre a melhor cobertura e qualidade de atendimento para seus clientes.
Até o momento do fechamento desta matéria o Portal Infomoney não recebeu a o pronunciamento das operadoras Vivo e Tim.
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Smartgrid em Buzios


Projeto de smart grid em Búzios é destaque em relatório de infraestrutura

Documento da KPMG indica que cidade obteve destaque na categoria Infraestrutura de Energia Urbana.

Da Redação

03 de julho de 2012 - 16h45

O projeto Cidade Inteligente, em Búzios (RJ), foi considerado pelo relatório Infrastructure 100: World Cities Edition (Infraestrutura 100 – Edição Cidades do Mundo), da consultoria KPMG, um dos mais inovadores e inspiradores de infraestrutura urbana de todo o mundo. A cidade obteve destaque na categoria Infraestrutura de Energia Urbana.

O documento aponta que Búzios está na vanguarda dos sistemas de energia inteligente. É a primeira cidade brasileira a receber medidores inteligentes de energia [smart grid], que deverão reduzir a perda de energia e aprimorar a qualidade dos serviços públicos e garantir segurança ao usuário.

“Entre os benefícios para os consumidores estão a possibilidade de ter descontos no valor da energia dependendo do tempo de uso e diminuição do consumo por meio da instalação de iluminação pública de LED, além de aumento da eficiência energética em prédios públicos”, aponta a KPMG.

Os projetos apresentados no relatório resultam de aproximadamente 20 selecionados por painéis de juízes independentes de cinco regiões do mundo: Região Ásia/Pacífico, América do Norte, América Latina, Europa e Médio Oriente e África. Os trabalhos foram classificados em dez categorias: Mobilidade Urbana, Conectividade Global, Regeneração Urbana, Educação, Cuidados com Saúde, Água, Cidades Novas e Ampliadas, Reciclagem e Gestão de Resíduos, Infraestrutura de Energia Urbana, e Infraestrutura de Comunicações.

"Projetos estratégicos de infraestrutura para cidades estão proporcionando renovação econômica por meio da conexão das comunidades e aumento de postos de trabalho criando impactos de longo prazo e crescimento tangíveis”, afirma James Stewart, Presidente da área de Global Infrastructure da KPMG