sábado, 28 de fevereiro de 2015

Eletronorte investirá este ano R$ 58 milhões na rede de telecom


Os recursos serão aplicados na ampliação da capacidade da rede de 10 Gbps para 100 Gbps


Para melhorar o desempenho de sua rede de fibra óptica que cobre a região Norte do país, o Maranhão e parte do Centro-Oeste, a Eletronorte contratou da brasileira Padtec a ampliação da capacidade de transporte de dados de 10 Gbps para 100 Gbps. Paralelamente, também vai fazer um upgrade na parte de roteadores, para dar à rede maior qualidade e eficiência.

Nos dois projetos, a Eletronorte vai investir R$ 58 milhões. A Padtec inicia o upgrade da velocidade de transporte no início de março pelo Pará. Os novos roteadores, que serão fornecidos pela Cisco e pela Júniper, vão permitir passar da tecnologia VPN (camada 2) para a MPLS (camada 3).

Segundo Flávio Antonio, superintendente de telecom da Eletronorte, essa mudança de tecnologia na configuração da rede será vital para a melhoria da qualidade do serviço. “Estamos enfrentando, nos últimos meses, episódios de queda rápida da rede, decorrente, segundo os técnicos dos fornecedores, do fato de os lances serem longos, de muitos quilômetros. Com o aumento  do número de clientes e do tráfego, precisamos modernizar a rede”, explica ele, que participou ontem (26) do Encontro Provedores Cuiabá.

Só transporte
Embora a Eletronorte tenha criado, há anos, uma unidade para comercializar serviços de telecom em cima da fibra de seu cabo OPGW, que acompanha toda a rede de distribuição de energia, esse é um negócio pequeno dentro da estatal. O faturamento do segmento telecom é de R$ 120 milhões/ano, para uma receita total da ordem de R$ 6 bilhões.

O segmento de telecom já conta com 80 clientes e os estados que mais demandam serviços nessa área são Mato Grosso e Rondônia, duas regiões de fronteira agrícola. Entre os maiores clientes de telecom da Eletronorte estão, por ordem, Oi, Embratel e Vivo. Mas a carteira já inclui vários provedores regionais, alguns com conta mensal robusta, como é o caso da Junto Telecom, de Marabá, e da WSP, de Santarém, ambas no Pará.

O Encontro Provedores Cuiabá faz parte da série de eventos para provedores regionais de acesso à internet e serviços de telecom, realizados pela Bit Social com apoio da Momento Editorial e de entidades como a Abrint.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Saiba quais são os 5 smartphones que emitem mais radiação


Por Redação Olhar Digital - em 26/02/2015 às 12h39




Todos os celulares em circulação no mercado, sem exceções, emitem uma forma de radiação que pode ser perigosa para seus usuários. É a radiação eletromagnética não ionizante. Dentro das regras internacionais de fabricação, o índice limite para a emissão da radiação eletromagnética não ionizante é 2W/kg.

Uma lista divulgada nesta semana indica os cinco aparelhos em circulação do mundo que emitem maior quantidade de radiação ao serem utilizados próximos ao rosto. Veja abaixo os campeões:

Motorola Droid Maxx: 1,54 W/kg
Motorola Droid Ultra: 1,54 W/kg
Motorola Moto E: 1,5 W/kg
Alcatel One Touch Evolve: 1,49 W/kg
Huawei Vitria: 1,49 W/kg

Embora ainda não tenha sido divulgado um estudo conclusivo sobre a influência dessa atividade eletromagnética no corpo humano, existem decisões judiciais mundo afora que ligam diretamente o uso excessivo de celulares ao aparecimento de tumores cerebrais.

O Supremo Tribunal da Itália, por exemplo, em outubro de 2012, associou o aparecimento de tumores no cérebro do empresário de 60 anos Innocente Marcolini ao uso do smartphone. Marcolini utilizava o celular por cerca de seis horas por dia. A jurisprudência abriu porta para mais decisões como essa em países da Europa.

Um estudo da ESMP, em São Paulo, analisa os efeitos da emissão da radiação não ionizante no corpo humano e as classifica em duas categorias: térmicas e não térmicas.

Os efeitos térmicos são aqueles causados por um aquecimento direto dos tecidos biológicos como resultado da absorção do eletromagnetismo. Os resultados dessa absorção são bem conhecidos e, inclusive, existem normas internacionais que estabelecem limites para exposição à radiação.

O perigo mora nos efeitos não térmicos, que podem ser bioquímicos ou eletrofísicos, causados diretamente pelos campos eletromagnéticos gerados pelos aparelhos, mas que não estão ligados ao aquecimento. Esses efeitos ainda estão sendo estudados e não há níveis seguros conhecidos para exposição a esse tipo de radiação.

Alguns efeitos não térmicos relatados na literatura incluem alterações no sistema nervoso, cardiovascular e imunológico, bem como no metabolismo e em fatores hereditários.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Lebara regressa a Portugal com app


Operadora MVNO cessou actividade em Portugal em 2010 e teve problemas com Anacom.

Lebara
A Lebara, uma operadora que fornece produtos e serviços móveis para emigrantes, anunciou o seu regresso a Portugal, com o lançamento da app gratuita Talk de mensagens instantâneas e de voz.

A operadora móvel com rede virtual (MVNO) já marcou presença em Portugal, quando se habilitou ao serviço de cartões virtuais de chamadas em Novembro de 2005 mas, cinco anos depois, foi anunciada a cessação da sua actividade. A empresa não figura agora na lista de operadores licenciados pela Anacom.

A paragem ocorreu após um processo de contra-ordenação pela autoridade reguladora das comunicações “por não ter cumprido a obrigação de enviar à Anacom a resposta ao Questionário Anual de Comunicações Electrónicas (Reporte 2007) até ao limite do prazo fixado”, tendo a Lebara sido multada em cinco mil euros. Porque a empresa não fez “o pagamento voluntário desta coima dentro do prazo legal, a mesma foi remetida para execução em 3 de Julho de 2009″, ainda segundo a Anacom.

Agora, regressa com uma aplicação que “permite chamadas internacionais ‘low cost’ com possibilidade de carregamento de saldo e está numa primeira fase disponível em inglês, mandarim, árabe, italiano, espanhol e indonésio, para 11 países” (Áustria, Bélgica, Canadá, Hong Kong, Grécia, Itália, Malásia, Nova Zelândia, Portugal, Singapura e Suécia), refere a empresa em comunicado.

Segundo Yoganathan Ratheesan, presidente e CEO do Lebara Group, “seleccionámos estes 11 mercados pelo seu elevado número de emigrantes, os quais poderão a partir de agora beneficiar de uma aplicação que os fará sentirem-se mais conectados e próximos dos seus lares/países”.
A operadora acrescenta que “para além do carregamento ser possível na própria aplicação ou online, os utilizadores poderão facilmente fazer o carregamento em várias lojas sem que haja acesso a uma conta bancária”.

Maior fabricante de chips de celular do mundo é hackeada por governos


Por Redação Olhar Digital - em 20/02/2015 às 11h53



Maior fabricante de chips de celular (os SIM) do mundo, a Gemalto abriu investigações para apurar uma denúncia de que as agências de inteligência dos Estados Unidos e do Reino Unido hackearam seu sistema para obter chaves de criptografia.

Nesta semana, o site The Intercept publicou a história com base em documentos vazados pelo ex-colaborador da agência americana Edward Snowden. Segundo eles, a americana NSA e a britânica GCHQ obtiveram acesso às chaves e, por conta disso, são capazes de interceptar todo tipo de comunicação feita por usuários em várias partes do mundo sem chamar atenção.

Em nota repercutida pela Reuters, a Gemalto declarou que levou a publicação "muito a sério" e que usaria todos os recursos necessários para investigar e entender o alcance das tecnologias empregadas para fazer tal coisa.
A companhia produz chips para telefones, cartões de banco e passaportes biométricos. Dentre as cerca de 450 operadoras que atende ao redor do mundo estão Verizon, AT&T e Vodafone.
Nenhuma das agências se pronunciou a respeito e, fora a nota enviada à Reuters, a única coisa que a Gemalto disse é que ficou claro que não se trata de um ataque à empresa, e sim uma tentativa de obter acesso ao maior número possível de comunicações de uma só vez.

Where’s the value? Business models for the Internet of Things


IoTThe widespread deployment of sensors, smartphones and internet connected devices has ushered in an era of big data and The Internet of Things.  Even sheep, it seems, have a role to play in this emerging technology mega-trend.  But where is the value in all of the data that is generated? and does that value actively engage consumers as willing participants in the new data economy?
Here Bob O’Donnell, founder and chief analyst at TECHnalysis Research, LLC discusses the business challenges in extracting the value that is locked up in the IoT ecosystem.
In the early days of building and selling tech products, life was relatively simple. You came up with a cool idea for something that you believed people or companies wanted to buy, you determined how much it would cost to build, you added in a profit margin, and you sold it. Easy.
Over time, however, those simple business models have fallen by the wayside as companies have grown more sophisticated, routes to market have become more complicated, and larger sums of money have been at stake. Now you have things like carrier subsidies, retailer spiffs, market development funds (MDF), license and patent royalty fees, software bundling kickbacks, and a host of other elements that make it nearly impossible to decipher exactly where, by whom, and how much money is being made when a tech product is sold.

As a result of these complications, it’s now common to find as much experimentation with business models in the tech world as there are experiments with new technologies. Nowhere do I expect to see more of this experimentation than in the burgeoning world of IoT, or the Internet of Things.
speech markThe challenge for IoT makers , as well as the broadly defined IoT ecosystem, is to create strong value statements that will compel either individuals or businesses to buy them.  
One of the reasons that business models have become more complicated in the tech business is that it’s often increasingly hard to determine who brings the most value to the table. A fundamental tenet of business is that people will purchase something that they believe offers some kind of “value” to their life, whether that be as simple as sustenance (for food) or something as sophisticated as an always-connected information and entertainment device. In the case of IoT, it’s not always clear where and to whom the potential “value” belongs. Heck, even the name Internet of Things—who just buys “things”?—strongly suggests a lack of clearly defined value.
The challenge for IoT makers, as well as the broadly defined IoT ecosystem, is to create strong value statements that will compel either individuals or businesses to buy them. For individuals, if people perceive something as somehow “improving” their life, then that may suffice. For businesses, it often boils down to basic dollars and cents—the classic ROI (return on investment) question. Will this device somehow save my company money, either directly, by lowering costs, or indirectly, by improving efficiency of existing resources, etc?

Part of the challenge with IoT is that the devices themselves—which cover an enormous range of potential applications, but are essentially classified together by virtue of having some kind of sensors built into them—are often really only a means to an end. In most situations, they provide data that only has value if it’s been collected, organized, analyzed and made actionable. Now, in the era of the information economy, it’s easy to say that information inherently has value, but as many large organizations are starting to learn from big data projects—sometimes it really doesn’t have much (if any) value.
speech markNow, in the era of the information economy, it’s easy to say that information inherently has value, but as many large organizations are starting to learn from big data projects—sometimes it really doesn’t have much (if any) value.
Even if the data generated by these connected IoT devices has value, however, it’s not always the person or company who deploys the device that directly benefits. One of the more interesting applications of IOT (and one of the few true early success stories involving consumers), is the use of devices built into cars that track how safely (or not) an individual is driving. Auto insurance companies are using this data to determine the insurance rates of their customers. So, basically, the auto insurance company gives you, the consumer, a device to install in your car, and your motivation to use it is to reduce your insurance payments. You don’t buy the device directly, but the business model is structured to incentivize the consumer to use it. For insurance companies, the expense of the sensors and the data service they use is justified to get a more accurate view of their customers’ potential risk.

BOB Bob O’Donnell
 Founder and chief analyst
TECHnalysis Research

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Very similar types of models are likely to be employed by health insurance providers as we start to see the release of more health-focused wearables. Some consumers have (and will) purchase these types of IOT devices, because they see direct value in them. However, I wouldn’t be surprised if we didn’t see wider adoption until people are incentivised with real dollar savings in their health insurance premiums to wear them.

Of course, there are enormous privacy and security issues that also have to be addressed in these kinds of applications. Even presuming they are addressed (a big if), it seems clear to me that these kinds of complicated business models are going to limit the near-term impact of IoT technology may be ready, experiments with business models are likely to continue for some time to come.
This article first appeared on linkedin Pulse and reproduced here with permission. 

Infografico Internet das Coisas

Sitting at the confluence of Big Data, Mobile and M2M, the Internet of Things is tipped as the next mega-trend.  Could 2015 be the year that it becomes table stakes for businesses?  There are an estimated 50 billion sensors in *things* already deployed and that figure is expected to grow to two trillion in the next few years.  This infographic explores how the near-IoT-future will look from the point-of-view of field technicians.

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TCU quer quarentena de 1 ano para dirigentes de agências reguladoras


Telaviva, POR LUCIA BERBERT

O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou à Presidência da República que amplie para um ano o prazo de quarentena de diretores e conselheiros das agências reguladoras. A medida deve incluir os ocupantes de cargos hierarquicamente inferiores, cujo exercício proporcione acesso a informação privilegiada capaz de trazer vantagem econômica ou financeira para o agente público ou para terceiro, com remuneração compensatória por igual período, sustenta o órgão, em acórdão que examinou a governança dessas autarquias. O prazo atual de quarentena é de seis meses e só se aplica aos diretores e conselheiros.

Outra recomendação do TCU ao governo é a edição de legislação estabelecendo prazo máximo para indicação, sabatina e nomeação de pretendentes aos cargos de diretores e conselheiros das agências reguladoras, tanto na hipótese de vacâncias previsíveis quanto nas indicações decorrentes de vacâncias imprevisíveis. Na visão do órgão de controle, a ocupação prolongada de cargos por interinos fragiliza a autonomia decisória das agências, uma vez que os dirigentes interinos não contam com as mesmas garantias asseguradas pela lei aos dirigentes indicados pelo presidente da República e submetidos ao processo de aprovação e legitimação pelo Senado Federal.

O TCU também pediu a realização de estudos com vistas a alterar as regras orçamentárias no sentido de distinguir as agências reguladoras das demais autarquias no trato orçamentário, dotando-as de real autonomia financeira. Essa é uma recomendação antiga do órgão, que ainda não foi atendida.
Para as agências, o órgão de controle recomendou que adotem boas práticas referentes a Análise de Impacto Regulatório (AIR) recomendadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e medidas com vistas a gerenciar seus riscos institucionais, por meio do desenvolvimento de uma política de gestão de risco.

A governança das agências reguladoras foi avaliada por meio de dois grandes temas: as condições para que o processo decisório das agências seja transparente e produza decisões técnicas e livres de ingerência e o uso de estratégia organizacional para orientar a gestão e alavancar o atendimento de políticas públicas. A transparência do processo decisório das agências foi verificada mediante a análise do processo de indicação, nomeação e substituição dos dirigentes, bem como por meio do processo de divulgação das questões relevantes relacionadas à organização.

O TCU verificou a existência de entidades com baixa transparência do processo decisório. De acordo com o relator do processo, ministro Raimundo Carreiro, "uma das atividades mais nobres das agências reguladoras é controlar a qualidade da prestação dos serviços públicos concernentes aos setores regulados. A disponibilização pelas agências de informações claras sobre indicadores de qualidade e resultados de suas avaliações pode facilitar o controle social sobre a efetividade dos serviços e, ainda, sobre a própria eficiência da agência."

Nesse quesito, as medidas de transparência adotadas pela Anatel foram elogiadas. Segundo o relator, a agência, agindo proativamente e não se restringindo ao recomendado pelo TCU, aprovou alteração do Regimento Interno, de forma a possibilitar que as partes interessadas nos processos em pauta constantes de Reuniões do Conselho Diretor possam se manifestar oralmente pelo prazo de cinco minutos. "Além disso, a Anatel informou que, a partir do mês de julho de 2014, as reuniões do Conselho Diretor poderão também ser acompanhadas de maneira presencial, tendo em vista que as mesmas se realizarão em espaço maior e mais adequado", afirmou Carreiro em seu parecer.


O segundo tema abordado na auditoria foi a verificação da existência e implementação de planejamento estratégico. O tribunal verificou que somente em uma das seis agências avaliadas, a Anac, havia modelo de gestão orientado pelo planejamento estratégico. O TCU avalia que essa situação, além de possíveis prejuízos à eficiência da gestão, pode prejudicar a transparência e, por conseguinte, o controle social.

Banda larga fixa só volta a crescer a dois dígitos com política pública


Para 2015, mercado estima crescimento da mesma ordem do ano passado, de 8%. Para voltar aos 12%, 15%, é preciso que o governo crie incentivos para as empresas investirem em mercados de menor renda, que não são competitivos.



Se dependesse das concessionárias, o mercado de banda larga fixa teria encolhido em 2014 em 157 mil acessos.  O crescimento da base em 8% (contra 11,9% em 2013), somando 24 milhões de acessos de acordo com dados da Anatel, só aconteceu graças ao desempenho da Net (+ 13%), da GVT (+ 16,3%) e dos provedores regionais de acesso à internet e serviços de telecom, que, juntos, acrescentaram 433,9 mil acesso (+ 27,6%).
Frente ao cenário econômico, tanto a Net como a GVT esperam repetir, em 2015, o desempenho do ano passado. E não acreditam em um crescimento geral superior a 8 ou 9%. A não ser, avaliam analistas, que o governo implemente a nova etapa do  PNBL, envolvendo recursos públicos, além dos investimentos privados, como vem prometendo o governo. Segundo o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, o novo PNBL vai ser anunciado ainda neste semestre.
Para se ter um crescimento de dois dígitos é preciso agregar a capilaridade das concessionárias. E elas vêm perdendo terreno e clientes para as novas entrantes. Oi, Algar Telecom e Sercomtel ficaram com saldo positivo em adições de acesso banda larga em 2014, em relação a 2013 (+ 48 mil acessos). O crescimento foi muito pequeno: Oi (+ 0,38%), Algar (+ 6%) e Sercomtel (+ 3%). A vilã que levou ao saldo negativo foi a Telefônica Vivo, que perdeu 205 mil acessos em sua base, que fechou 2014 com 4,102 milhões.
Tropeços da greve
O desempenho pífio das concessionárias impediu na banda larga impediu que a meta do governo – levar a banda larga fixa a 40% dos domicílios até 2014 – fosse cumprida. A cobertura ficou em 36,15% dos domicílios brasileiros. Embora a banda larga móvel venha crescendo em ritmo acelerado – 55% de dezembro de 2013 a novembro de 2014, chegando a 162 milhões de acessos  (87% do total de acessos) –, é a banda larga fixa que ainda provê maiores velocidades, essencial para aumentar a produtividade da economia, e chega a todos os municípios brasileiros (meta do PNBL que foi cumprida pelas concessionárias).
Por estar em período de silêncio em função da análise, pelo Cade, da compra da GVT, a Telefônica Vivo não concedeu entrevista ao Tele.Síntese. Assim, só é possível supor os motivos que levaram ao encolhimento de sua base instalada de acessos de banda larga fixa. Certamente, o cenário de retração é conseqüência de vários fatores. Entre elas os observadores desse mercado destacam: redução dos investimentos em função das incertezas em relação ao futuro da concessão (a banda larga será ou não transformada em serviço público? O que acontecerá com as redes sobre as quais o serviço é prestado? Vão ser consideradas bens reversíveis da União?); limpeza da base em dezembro, quando perdeu mais de 300 mil acessos; compasso de espera para aguardar a fusão da GVT.
Já a Oi diz que teria crescido dentro da média do mercado (+8%) se não tivesse enfrentado tropeços na instalação de novos acessos e na reparação dos acessos em serviço. “Não faltaram investimentos. Temos três milhões de portas de banda larga disponíveis para serem comercializadas”, revela Bernardo Kos Winik, diretor de varejo da Oi.No entanto, ele não credita o baixo crescimento da base da Oi a uma retração do mercado, e sim aos problemas enfrentados pela operadora com instaladores de rede terceirizados. “Foram cerca de três meses de greve nos estados do Sul, e outro tanto na Bahia, em duas ocasiões. Perdemos nas duas pontas. Deixamos de instalar novos acessos e perdemos clientes porque não atendemos pedidos de reparação”, esclarece, informando que a Oi já adotou as providências necessárias para que o episódio não se repita: “Montamos um plano de contingência em relação a esses prestadores de serviço.”
Por conta dos meses de greve, a Oi, de acordo com Winik, deixou de instalar quase 400 mil acessos. “Como também perdemos clientes, o saldo de crescimento da base foi pequeno”, conta ele. Se houve problemas na instalação e reparação, Winik diz que os investimentos feitos na expansão da rede de transmissão, principalmente em fibra óptica, vêm gerando bons efeitos, com a comercialização de acessos em velocidades maiores, mesmo fora das regiões metropolitanas.
“Registramos um crescimento no segmento residencial de  15,7% no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado”, informa. Dados da empresa indicam que os acessos a partir de 5 Mbs aumentaram 9,4 % no terceiro trimestre de 2014 e a velocidade a partir de 10 Mbps, 3,8%.  A grande maioria dos novos acessos instalados em 2014 são em tecnologia xDSL, que ainda domina 55% da base de acessos banda larga no país, mas vem perdendo terreno para a tecnologia cable modem (graças ao avanço da Net) e fibra. Os acessos em fibra da Oi (FTTx) estão restrito às cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Em 2015, vamos continuar expandindo nossa rede nessas cidades”, informa Winik, revelando que não há planos para entrar com FTTx em novas cidades. “Nossa prioridade é a melhoria da rede de banda larga atual.” A base atual (dezembro de 2014) de acessos fixos de banda larga da Oi é de 6,6 milhões, a segunda do ranking. A primeira é do grupo América Móvil (Net, Embratel e Claro), com 7,5 milhões.
Mais fibra, menos cabo
Embora o cenário econômico não seja favorável para 2015, a Net espera, neste ano, repetir o desempenho de 2014 em expansão dos acessos em banda larga.  Na avaliação de André Guerreiro, diretor de inteligência de mercado Net, o fato de a banda larga ser sinônimo de internet e de TV, com serviços de cultura, lazer e informação, a transforma em gênero de primeira necessidade. “A banda larga passou a ser essencial para as famílias e também para muitos tipos de trabalho”, avalia ele.
De acordo com ele, não está prevista para 2015 o número de cidades atendidas – hoje são cerca de 180. Mas ele diz que, onde a Net está presente, ela vem investindo para expandir a rede em direção a áreas com densidade populacional para dar escala à operação. Isso significa avançar em direção a bairros populares, que não atendia antes, como vem acontecendo em várias capitais do Norte e Nordeste.
À expansão dos acessos se soma o aumento contínuo da velocidade. O cliente médio da operadora contra velocidades entre 10 e 30 Mbps, a demanda por 100 Mbps vem crescendo. Pontualmente, a empresa oferece 500 Mbps. “O aumento da velocidade média cresce continuamente”, diz Guerreiro, que credita o fato de a Net liderar o crescimento na banda larga fixa a três fatores: expansão da rede, inovação e qualidade do serviço.
Para levar mais velocidade ao cliente, a Net tem que reduzir o trecho final de cabo coaxial. “Cada vez mais o hub tem que estar mais perto da casa do cliente nas velocidades mais altas”, explica Guerreiro. Essa é a mesma estratégia traçada pela GVT, embora sua tecnologia seja um híbrido de fibra e par de cobre enquanto a da Net é um híbrido de fibra e cabo coaxial (cable modem). “Vamos avançando com a fibra até chegar na casa do cliente”, diz Ricardo Sanfelice, vice-presidente de marketing e qualidade da GVT. No segundo semestre de 2014, a GVT iniciou uma experiência em Araraquara (SP), implantando uma rede só de fibra, sem nenhum metro de par de cobre.
Sanfelice afirma que, como a banda larga é o core business da operadora, ela vai continuar investindo em sua expansão. Como Guerreiro, da Net, ele tem planos de manter o crescimento registrado em 2014, mas prevê que o mercado como um todo deve se manter em torno de 8%, 9%. “As empresas com redes mais novas, como é o nosso caso e da Net, levam vantagem em relação às redes legadas das concessionárias, pois estão mais preparadas para entregar mais velocidade e mais qualidade. O terceiro vetor é o preço. Temos uma manutenção mais barata e transferimos essa diferença para o consumidor”, diz ele.
Para 2015, a expectativa da GVT é entrar em mais seis novas cidades (fechou o ano com presença em 156 cidades). “Realizar essa meta vai depender das licenças para construção da rede”, explica. Para isso, a empresa vai manter o ritmo de investimento de R$ 2 bilhões, realizado em 2014, que encerrou com uma base de 2,9 milhões de clientes de banda larga.

Redes LTE-Advanced alcançarão 1 bilhão de usuários em 2018

Previsão de expansão se baseia no crescimento obtido nos últimos quatro anos. Em dezembro, redes do tipo cobriam 100 milhões de pessoas.



As redes LTE-Advanced, de telefonia móvel de quarta geração, atingiram a marca de cobertura de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo. Os dados são da empresa de análise de mercado ABI Research, que prevê aumento de 10 vezes nos próximos quatro anos na cobertura do tipo. Em 2018, diz a ABI, o LTE-Advanced será acessível por 1 bilhão de usuários.

As primeiras redes do tipo foram implementadas em 2010. Desde então, 49 entraram em operação. A maior parcela da cobertura com a tecnologia está no Estados Unidos, onde o LTE-Advanced chega a 7,8% das pessoas, graças à adesão de todas as operadoras. Na Europa, 20 operadoras aderiram à plataforma, e na Ásia, 13.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Open data for energy! Enel leads important new European initiative



Smart City Council, Wed, 2015-02-18 06:00 -- Jesse Berst


It's a truism that Big Data creates big results, especially if that data is delivered in real time. Look no further than the maps on your smart phone to understand the value created by mashing
up real-time data from many different sources. (Take a quick tour of the Smart Cities Council Apps Gallery to see more examples.)


Experts have long predicted that real-time energy data would create a bonanza of new energy services. The first problem was getting the data -- we needed smart meters to collect it. Now that many regions have smart meters in place, we've encountered a second issue -- getting organizations to collect and share the information.

That's why the Council is so pleased to see Lead Partner Enel at the helm of a new European initiative called "Flexiciency." Eighteen partners from 10 EU countries will work to use smart meter data to its fullest potential. The aim is nothing less than "a virtual European market place, where the data collected by distributors through smart meters, traders and retailers is available to those who want to offer services to customers," said Paola Petroni, Head of Network Technologies at Enel Distribuzione.

In the early days of the Internet it was impossible to predict the killer apps that would emerge (and continue to emerge) from the sharing of data. Likewise, it's hard to say what new energy services and conveniences will arise from Flexiciency. What we do know, however, is that the race is underway to figure it out, led by Europe and Enel. 

Sistemas de IoT estão vulneráveis, indica estudo da HP


Levantamento aponta que 100% dos dispositivos avaliados contêm vulnerabilidades como falhas na segurança de senha, criptografia e problemas de autenticação

Computerworld, Da Redação

18 de fevereiro de 2015 - 12h30

Sistemas de segurança doméstica, como câmeras de vídeo e detectores de movimento, vêm se popularizando com a expansão da Internet das Coisas (IoT, Internet of Things).

No entanto, testes realizados pela HP indicam que proprietários desses sistemas podem não ser os únicos monitorando suas residências.

O estudo concluiu que 100% dos dispositivos de segurança doméstica avaliados contêm vulnerabilidades significativas, incluindo falhas na segurança de senha, criptografia e problemas de autenticação.

Os desafios são grandes. A Gartner Inc. prevê que 4,9 bilhões de coisas conectadas estarão em uso em 2015, um aumento de 30% em relação a 2014. Este número deve chegar a 25 bilhões até 2020.

Neste cenário, o estudo revela como o mercado está mal equipado do ponto de vista de segurança para o crescimento esperado em torno da IoT e questiona se os dispositivos de segurança conectados realmente tornam as residências mais seguras.

Para o estudo, a HP utilizou o HP Fortify On Demand - plataforma de testes de aplicações - e avaliou dez dos principais sistemas de segurança do mercado norte-americano com componentes de aplicativos móveis e de nuvem.

Entre as principais conclusões, descobriu que nenhum dos sistemas requeria o uso de uma senha forte e que 100% deles falharam em oferecer uma autenticação de dois fatores.

Questões com privacidade também foram abordadas pelo estudo. Todos os sistemas coletaram alguma forma de informação pessoal como nome, endereço e até mesmo números de cartões de crédito. A exposição dessas informações pessoais é preocupante devido aos problemas de busca de conta em todos os sistemas.

É importante observar que o uso de vídeo é o principal recurso de muitos sistemas de segurança doméstica, com visualização disponível por meio de aplicativos móveis e interfaces de web com base em nuvem. A privacidade de imagens de vídeo da parte interna da residência torna-se uma preocupação extra.

Para Jason Schmitt, vice-presidente e gerente geral da Fortify, linha de produtos do grupo Enterprise Security Products da HP, consumidores devem ser cuidadosos em relação à adoção de medidas que parecem simples e práticas. Da mesma forma, fabricantes de dispositivos devem assumir a responsabilidade de integrar segurança a seus produtos para evitar expor seus clientes a sérias ameaças.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Operadoras de telecom se preparam para a crise energética


As empresas começam a discutir no sindicato da categoria, o SindiTelebrasil, alternativas em caso de o desabastecimento de energia ser prologado.


O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, afirmou hoje que as operadoras de telecomunicações começam a debater no SindiTelebrasil (o sindicato da categoria) alternativas para o caso de a crise energética impactar o país.

Segundo ele, se nos grandes centros as centrais de comunicação das empresas, em sua maioria, têm geração própria de energia, com duração de muitas horas,nas menores cidades, os sites possuem em média baterias de apenas três horas. “ Se houver uma grave crise de desabastecimento de energia, os sistemas de todas as operadoras poderão ser afetados”, reconheceu.

Segundo ele,  o sindicato deverá começar a trabalhar em propostas para sensibilizar o governo e a Anatel sobre esta situação atípica e de que maneira ela pode ser contornada e que não afete os indicadores de qualidade do setor, entre outros.

Quanto ao impacto do aumento das tarifas de energia no setor, ele disse que não são muito fortes, tendo em vista que as novas tecnologias – como de 3G e 4G – e as políticas de compartilhamento adotadas pela empresa reduziram sensivelmente este consumo.

Telefônica Vivo vai implementar M2M para a Eletrobras


Operadora fornecerá solução para o smart grid da estatal de eletricidade no Norte e Nordeste.


A Telefônica Vivo foi escolhida pelo consórcio formado pela Siemens, Telemont e Itron para fornecer uma solução completa de conexão M2M (Machine-to-Machine). A solução será implementada no Programa Energia +, da Eletrobras, em seis estados do Norte e Nordeste. O consórcio assinou o contrato nesta semana para fornecer medidores inteligentes, desenvolver infraestrutura de comunicação, implantar um sistema e um centro de gerenciamento da medição.
“Medidores de média tensão, parte dos medidores de baixa tensão e os concentradores serão conectados pela rede 3G, ao invés da 2G, normalmente utilizada”, afirma Silvio Antunes, vice-presidente de Negócios, Empresas e Atacado da Telefônica Vivo. A utilização da rede 3G traz a vantagem de ser mais apropriada para a comunicação de dados, aumentando a disponibilidade e a qualidade do serviço, além de ser uma tecnologia que garante maior longevidade à operação, diz a operadora.

Além da tecnologia M2M em rede 3G, a Telefônica Vivo será responsável por levar os dados de todos os medidores ao centro de medição em Brasília e conectá-lo aos centros regionais dos seis estados integrantes do projeto.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), as regiões Norte e Nordeste têm, respectivamente, 22%  e 10% de perdas não técnicas, maiores índices do País. O projeto será financiado pelo Banco Mundial e foi criado para reduzir o nível de perdas não técnicas e melhorar o desempenho operacional das seis distribuidoras do Grupo: Eletrobras Amazonas Energia, Eletrobras Distribuição Alagoas, Eletrobras Distribuição Acre, Eletrobras Distribuição Piauí, Eletrobras Distribuição Rondônia e Eletrobras Distribuição Roraima. (Com assessoria de imprensa)

Como será a internet das coisas em 2025


Conheça as seis principais tendências que afetarão a sua vida – dentro em breve


Internet; pesquisa; e-mail; conectado; conexão; tecnologia; mensagem; (Foto: ThinkStock )
O que parecia ficção científica há uns dez anos – máquinas inteligentes conversando entre si e gerando uma montanha de dados para aprimorar suas funções – hoje se chama internet das coisas e avança a passos largos. Como será daqui a dez anos? Para responder a essa pergunta, o renomado Pew Institute ouviu 1606 especialistas. Seis grandes possíveis cenários surgiram deste estudo.
Em primeiro lugar, a internet das coisas estará em todo lugar: pessoas terão sensores em seus corpos para monitorar funções vitais, pontes enviarão dados sobre manutenção e porta-toalhas em banheiros avisarão quando o papel estiver acabando. Tudo isso evitará o desperdício, seja no consumo de materiais ou na circulação de mercadorias, além de economizar tempo para as pessoas, pois as próprias coisas se encarregarão de fazer vários procedimentos.
Mas aí surge a segunda – e controversa – tendência apontada pelo Pew: a privacidade será coisa do passado. O grau de intrusão para definir perfis, alvos de marketing ou mesmo suspeitos (no caso dos serviços de espionagem, como a Agência de Segurança Nacional americana) vai crescer exponencialmente, amplificando conflitos sociais, políticos ou econômicos. Para alguns especialistas, isso vai gerar um fenômeno de “desengajamento da rede”, com pessoas se desconectando para garantir um mínimo de privacidade.
Muito se fala na conexão direta entre nossos cérebros e computadores, abolindo teclados ou mouses, mas essa tendência ainda está longe de ser realidade em 2025, segundo conclui o estudo. Mas, para os especialistas, será apenas uma questão de tempo para que possamos nos conectar com a internet e nos comunicar com pessoas usando apenas movimentos corporais ou piscando pálpebras. Hoje interfaces com óculos ou pulseiras já começam a desenvolver essas conexões.
A quarta tendência apontada não é animadora: considerando o volume de equipamentos conectados entre si (50 bilhões já em 2020, segundo projeção da Cisco), os problemas técnicos também aumentarão na mesma medida, dada a complexidade das operações. Por isso o estudo observa que o sucesso da internet das coisas dependerá também de serviços eficientes de controle e manutenção.
Embora a conexão entre pessoas e máquinas vá aumentar muito, terá como consequência a quinta tendência apontada pelo Pew: quem não estiver conectado será praticamente marginalizado, isolando-se de muitas atividades e tornando-se “invisível” até para seus pares.
Finalmente, tudo estará armazenado na computação em nuvem – não apenas em uma grande nuvem coletiva, como também haverá nuvens próprias, de empresas ou pessoas. Segundo os especialistas, isso pode mudar, por exemplo, os serviços de relacionamento das empresas com seus clientes, que terão mais autonomia para armazenar seus próprios dados, sem depender delas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Concorrência acirrada deixa pouco espaço para MVNOs



:: Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital :: 11/02/2015
Desde 2010 o Brasil abriu espaço para as ‘operadoras virtuais’, empresas que prestam serviços de telecomunicações a partir do “aluguel” de redes de outras prestadoras. Até aqui, há meia dúzia das chamadas MVNOs atuando no país. Número que, para o superintendente de Competição da Anatel, Carlos Baigorri, só surpreende quem não atenta para características do mercado brasileiro.
“Não vejo no mercado brasileiro, onde tem competição forte entre quatro operadoras, espaço para MVNO em pré-pago, por exemplo. As margens do setor já são pequenas. Não vai conseguir competir em preço em cima da rede de outro”, avalia Baigorri, que tratou do tema nesta quarta, 11/2, em reunião do Conselho Consultivo da Anatel.
“É uma atuação de nicho, mas vejo muita dificuldade na identificação desses nichos de mercado. Tanto que vários acordos foram anunciados que não conseguiram deslanchar. Na prática exige que se identifique algum segmento onde as grandes operadoras não atendem bem”, acredita.
Ele cita operações como da Vodafone, que tem uma operação específica em M2M. “Pegou um nicho de mercado que as grandes empresas não tem condições de explorar adequadamente. A Porto Seguro, por exemplo, tem uma proposta de valor de atendimento diferenciado, ela faz bundle com outros serviços, dá descontos”, enumera o superintendente.
No debate no Conselho Consultivo, foi lembrado que quando da elaboração do regulamento das operadoras virtuais, chegou a ser cogitada a obrigação de oferta de acordos de MVNO pelas maiores do setor. “Teve uma discussão se MVNO deveria ser oferta obrigatória a quem tem poder de mercado, mas não vejo como isso seria bom. A relação entre MVNO e MNO é uma simbiose onde uma agrega valor a outra, se obriga um a aceitar isso, tira essa simbiose.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O futuro da nuvem é híbrido, acredita EMC



Pesquisa da provedora aponta que empresas ainda estão reticentes quanto a levar aplicações críticas para estruturas públicas
Computerworld, Felipe Dreher
10 de fevereiro de 2015 - 11h59

A computação em nuvem continua a adquirir importância crescente para as organizações. Um estudo recente com mais de 10 mil executivos de tecnologia espalhados por 33 países encomendado pela EMC indica que o futuro da cloud será uma mescla entre estruturas e sistemas rodando dentro das organizações e  conversando com arquiteturas fora dos muros das companhias.

“O modelo hibrido será predominante em alguns anos no curto prazo”, acredita Welson Barbosa, diretor de cloud da provedora de soluções de armazenamento para a América Latina. O executivo observa que grande parte das organizações já roda algum tipo de tecnologia em ambientes privados, que passarão por uma fase de consolidação. Quando isso ocorrer, o mercado acelerará movimentos rumo a estruturas públicas, alavancando a criação de pontes entre esses dois mundos.

A ideia é que os projetos de levar recursos de missão crítica para um ambiente em nuvem, preconizado por consultorias de mercado, fortaleçam a abordagem de fluxos internos e externos como forma de não perder o controle do que é, de fato, importante para a organização. 

De acordo com o levantamento da EMC, a adoção de nuvens híbridas cresceu 9% desde 2013, com 27% de penetração no planeta, sendo a taxa mais alta na região da Europa, Oriente Médio e África (28%), seguida da América Latina (24%) e Ásia-Pacífico e Japão (24%).

"Os mercados com a economia de TI mais desenvolvida lideram a corrida pela adoção de nuvens", indica a provedora sinalizando que as economias emergentes são mais lentas no processo, pois "parecem ter mais aversão ao risco", revertendo menores níveis de penetração das nuvens em geral.

Empresas de mercados emergentes, no entanto, demonstram uma visão mais positiva do departamento de TI com relação a mega tendências – 79% dizem esperar uma grande vantagem competitiva a partir de nuvem, mobile, social e big data (contra 75% nos "países desenvolvidos"). Além disso, 67% acham que combinar nuvens públicas e privadas vai melhorar sua segurança e agilidade (contra 60% nos "países desenvolvidos").

Algumas dúvidas

“Enquanto as organizações se movem cada vez mais online, apenas 16% dos entrevistados estariam dispostos a hospedar qualquer aplicação em uma nuvem pública”, sentencia o relatório. As aplicações que a maioria dos entrevistados não estariam dispostos a colocar em nuvens públicas incluem planejamento financeiro (39%), gestão de capital humano (35%) e sistema integrado de gestão empresarial (ERP) (32%).

O levantamento aponta, ainda, que 69% dos entrevistados acreditam que capacitar a equipe de TI para acompanhar as implicações de mega tendências como nuvem, mobile, social e big data será um desafio para suas empresas nos próximos dois anos. Além disso, 74% acreditam que a crescente automação de sua infraestrutura seja fundamental para o crescimento dos negócios.

A EMC afirma, ainda, que conforme as empresas perdem o controle dos gastos de TI, 71% acreditam que os profissionais de TI devem começar a funcionar como intermediários ou corretores dentro da empresa, para promover serviços sob demanda e, assim, ajudar a empresa a crescer. Entretanto, 35% dos entrevistados acreditam que sua organização não possui o grau de habilidade e conhecimento necessários para alcançar as prioridades do negócio.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

IoT pode contribuir com US$ 14,2 tri para a produção global até 2030


Accenture aponta que o apoio de governos é crucial para avanço da IoT. Brasil precisa melhorar condições de suporte para adoção do conceito, afirma consultoria

Computerword, Da Redação

23 de janeiro de 2015 - 12h02
 
 
Um relatório divulgado pela Accenture indica que a adoção de internet das coisas em ambiente industrial (IIoT, na sigla em inglês) pode contribuir com US$ 14,2 trilhões para a produção mundial até 2030. Essa cifra, contudo, pode não ser alcançada sem apoio de governos e reticências por parte das empresas sobre como extrair valor das iniciativas.
“A falta de compromisso com a “Internet das Coisas Industrial” ocorre em grande parte, à dificuldade de aplicá-la para obter novos fluxos de receita”, estampa o relatório ‘Winning with the Industrial Internet of Things’, divulgado pela consultoria. O documento baseia-se em entrevistas com 1,4 mil líderes de empresas globais, dos quais 736 CEOs.
Embora a maioria (57%) dos executivos que participaram do levantamento afirmem que novas receitas serão a maior oportunidade da IIoT, menos de um em cada sete (13%) acredita que sua empresa irá realmente se beneficiar desta forma. Além disso, mais de 70% das empresas ainda não têm de fazer planos concretos para aplicar internet das coisas em ambiente industrial. A pesquisa revela que apenas 7% dos entrevistados desenvolveram estratégias globais para este segmento.
Em vez disso, as suas empresas estão voltadas a usar a IIoT para ganhos de eficiência e enxergam a produtividade dos funcionários e as despesas operacionais reduzidas (citados por 46% e 44%, respectivamente) como os benefícios mais prováveis para suas empresas.
Impactos reais
A expectativa é que IoT em ambiente industrial permita a criação de novos serviços digitais e modelos de negócios baseados em dispositivos conectados e máquinas inteligentes, impulsione principalmente o crescimento de  mercados maduros.
O relatório da Accenture estima que o investimento nas tecnologias e os ganhos de produtividade adicionem US$ 6,1 trilhões ao PIB acumulado dos Estados Unidos ao final das próximas duas décadas.
Essa cifra saltaria para a US$ 7,1 trilhões caso os EUA invistam 50% a mais em tecnologias e na melhoria de fatores como suas habilidades e redes de banda larga. Isso elevaria o PIB do País em 2,3% a mais do que as projeções atuais.
A Alemanha pode aumentar seu PIB acumulado em US$ 700 bilhões, até 2030, com medidas adicionais semelhantes. Isso ampliaria a economia alemã em 1,7%. Projeções para o Reino Unido preveem o aumento do PIB para US$ 531 bilhões no mesmo período, com aumento de 1,8% do PIB frente ao projetado para o período.
A China parece mais pronta para ver maiores ganhos econômicos da IoT do que a Rússia, a Índia ou o Brasil. Com medidas reforçadas para impulsionar o conceito de internet das coisas, as medidas chinesas elevariam o PIB acumulado até US$ 1,8 trilhões em 2030, algo como 1,3% diante acima das projeções.
Más condições 
“Muitos países têm condições insuficientes de suporte para a rápida adoção da Internet das Coisas Industrial”, informa o relatório da Accenture. Essa lista traz nomes como Espanha, Itália, Rússia, Índia e Brasil como nações com as piores condições de apoio.
Os gargalos incluem infraestrutura limitada, habilidades ou bases institucionais necessárias para apoiar a adoção generalizada dessas novas tecnologias. O relatório sugere que as empresas terão de ajudar os governos a identificar melhorias para essas condições para incentivar um maior investimento e aumentar a escala de sua adoção da IoT.
Três formas de acelerar a adoção
A Accenture listou três áreas que as empresas precisam endereçar para ampliar a adoção de IoT em ambiente industrial.
1. Recriar modelos: As empresas terão de redesenhar suas organizações, parcerias e operações. Por exemplo, as empresas agroquímicas terão que colaborar com fornecedores de software, provedores de dados climáticos e operadores de satélite para melhorar o rendimento das colheitas em locais e condições específicas. Os fabricantes também podem descentralizar operações, já que tecnologias como a impressão 3D permitem que os produtos sejam produzidos mais perto dos clientes.
2. Capitalizar sobre o valor dos dados: Isso inclui o estabelecimento de padrões de interoperabilidade e de segurança para garantir que os dados sejam compartilhados com confiança entre as empresas. Novos modelos financeiros também serão necessários para apoiar o pay-per-use e outras ofertas baseadas em serviços.
3. Prepare-se para o futuro do trabalho: Com mais acesso aos dados, serão necessários ambientes de trabalho descentralizados para apoiar a tomada de decisões dos colaboradores na linha de frente. Novas estruturas organizacionais serão necessárias para permitir que os trabalhadores colaborem de forma mais criativa com os seus pares em empresas parceiras.

Smart Grids: Grandes desafios na evolução das redes inteligentes

A relação da tecnologia com o setor energético é mais que um mero uso instrumental

Computerword, Leonardo Benítez e Mariano Ortega*

06 de fevereiro de 2015 - 08h25
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Contextualizar os desafios da energia no âmbito mais amplo da transformação que o setor está sofrendo é fundamental, devido à evolução tecnológica e de processos que implica as Redes Elétricas Inteligentes ou Smart Grids.

Um de seus principais objetivos é a sustentabilidade, baseada na redução das emissões de CO2 e a melhoria na eficiência do sistema elétrico. O único modo de alcançar estes objetivos é estabelecer um modelo de abastecimento que fomente o surgimento e integração de novas formas de produção e consumo distribuído em uma operação coordenada e flexível de geradores, operadores e consumidores.

Para que isso se torne realidade, será necessária a aplicação massiva de tecnologias da informação, como sensores, modelos, simulação em tempo real e avanços em pesquisas em relação a novos meios de armazenamento, inovação na eficiência das renováveis, entre outras. Estes elementos devem dar suporte a um novo mix de geração e integração da energia nas redes, com foco no uso das energias renováveis e em diferentes meios de armazenamento. Por outro lado, devem apoiar um novo formato das redes elétricas e dos mecanismos de operação, para assegurar a estabilidade das mesmas, o que implica na melhoria/transformação das atuais redes de transmissão e distribuição.

O desenho de um mercado mais aberto é outra das exigências que podem ser apoiadas pela tecnologia. É de especial importância a aplicação de um novo fluxograma de consumo de serviços, envolvendo um novo agente, o consumidor. O prossumidor, termo que significa produtor + consumidor, representa o elemento mais inteligente das Smart Grids com novas responsabilidades, como a predizer o preço da energia, fornecedor de armazenamento, produtor de energia ou fornecedor para outros consumidores. No entanto, o consumidor atual desconhece o papel que poderá desempenhar no novo cenário energético.

A tecnologia também é um fator chave para impulsionar a integração dos serviços energéticos com outros serviços públicos e as grandes cidades, dentro do conceito de Cidade Inteligente ou Smart City. A partir da primeira geração de soluções tecnológicas orientadas às Smart Grids, que geralmente tratavam de estender as soluções clássicas ao novo cenário, hoje vivemos a adoção das tecnologias mais inovadoras. É o caso das tecnologias que permitem o desenvolvimento sobre as redes de elementos de processamento inteligente, a exemplo:
Modelos de predição e simulação;
Detecção avançada de padrões em tempo real;
Emprego de novos canais de comunicação como as redes sociais para fomentar a relação entre as empresas de eletricidade e seus clientes e, com isso, a socialização dos futuros usuários de serviços públicos;
Desenvolvimento de modelos e ferramentas Cloud que proporcionam serviços finais (SaaS). Infraestruturas (IaaS) ou plataformas (PaaS), os quais permitem que negócios baseados na sensorização, medição e aplicação de algoritmos de otimização ou simulação deem serviço a múltiplos clientes.

A relação da tecnologia com o setor energético é mais que um mero uso instrumental. Ser capaz de articular esta relação com empresas tecnológicas e energéticas latino-americanas de projeção global é um dos mais importantes desafios que temos.

*Leonardo Benítez é diretor de Smart Energy da Indra e Mariano Ortega é especialista em Energia da Indra.

Poucas empresas direcionaram esforços para IoT, indica Gartner



Segundo a consultoria, contudo, mais de 40% das organizações esperam impacto significativo trazido pelo conceito dentro de três anos

De acordo com o Gartner, mais de 40% das organizações esperam que a Internet das Coisas (IoT) transforme seus negócios ou ofereça novas oportunidades de receita e redução de custos em curto prazo, ao longo dos próximos três anos. O conceito, contudo, ainda necessita avançar para trazer os impactos prometidos.

“Ainda é algo novo e ‘imaturo’”, comentou Nick Jones, vice-presidente da consultoria, em comunicado.“Apenas uma pequena minoria tem implantado soluções em um ambiente de produção”, acrescentou.

Segundo o Gartner, uma grande parte das organizações não têm uma estratégia de negócios estabelecida nem liderança técnica direcionando esforços para as iniciativas de IoT.

“O verdadeiro desafio da Internet das Coisas é menos a fabricação de produtos ‘inteligentes’ e mais a compreensão das oportunidades de negócios geradas por esses produtos e novos ecossistemas”, aponta.

A consultoria indagou 463 líderes de TI e de negócios que tinham conhecimento da estratégia IoT das suas organizações em outubro de 2014.

Impactos gigantescos

Ainda sobre o tema, um relatório divulgado pela Accenture indica que a adoção de internet das coisas em ambiente industrial (IIoT, na sigla em inglês) pode contribuir com US$ 14,2 trilhões para a produção mundial até 2030. Essa cifra, contudo, pode não ser alcançada sem apoio de governos e reticências por parte das empresas sobre como extrair valor das iniciativas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

4G sozinho não dará conta da demanda por dados, diz pesquisa da Amdocs




quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015, 13h52

As operadoras têm experimentado uma desaceleração no 3G à medida que a rede LTE absorve o tráfego. Apesar de o 4G aliviar a saturação nas outras tecnologias, isso não significa que continuará assim sempre. Segundo levantamento da Amdocs divulgado nesta quarta, 4, a demanda e a evolução tecnológica provocariam "os mesmos desafios de congestionamento de tráfe go que tinham em redes legadas". Segundo a pesquisa, as operadoras podem continuar a investir em aumento de capacidade de redes 4G ao "salvaguardar recursos custosos e finitos, como o espectro", com o refarming, por exemplo, ou com soluções de otimização e automação.

A concentração do consumo de dados também é uma constatação: os usuários mais ávidos (heavy users) consomem de três a cinco vezes mais dados por sessão do que a média. Isso significa que 10% de toda a base consome 80% de todos os dados trafegados na rede. Junto com consumo de voz, esse percentual chega a 65%. A saída: identificar os grupos e oferecer soluções de offload para aliviar a demanda em redes macro.

Da mesma forma, o consumo é desproporcional em uma cidade: 20% das localidades geram 80% do tráfego de rede. Há também a questão sazonal: eventos provocam um aumento de demanda de 50% graças ao fenômeno da segunda tela. A Amdocs diz que, em certos casos, isso gera um crescimento na demanda em 20% para a cidade inteira. Por outro lado, o tráfego de voz cai pela metade nessas ocasiões. A empresa avalia que a alocação automática e dinâmica da capacidade de rede seriam a solução.

O consumo de dados em espaços internos (indoor) tem crescido 20% mais rápido do que em ambientes externos, o que garante que 80% de todo o tráfego aconteça indoor. A Amdocs diz que a estratégia de operadoras tem que mudar, focando mais nesse tipo de cobertura com soluções de sistemas de antenas distribuídas (DAS), small cells ou offload via Wi-Fi.

Dobro do consumo

Na comparação com o levantamento de dezembro de 2013 para dezembro do ano passado, houve um crescimento de tráfego de dados na ordem de 100%. A Amdocs diz que não somente maior navegação e consumo de vídeos, mas também uploading de conteúdo para sites como Facebook e YouTube.

O consumo poderia ser ainda maior se não houvesse interrupções no serviço. O levantamento alega que 80% das quedas nas ligações e 50% dos problemas de throughput de dados são originados na camada de acesso de rádio (RAN). Para corrigir isso, as teles precisariam ser proativas em descobrir os problemas de congestionamento e as áreas com cobertura pobre, além de identificar áreas com serviço de sobra, para reorganizar a infraestrutura.

Aparelhos

A pesquisa da Amdocs diz ainda que o iPhone 6 Plus consome 40% mais dados do que o iPhone 6, enquanto este consome 20% mais do que o iPhone 5S. O levantamento afirma também que os donos de aparelhos da Apple consomem 50% mais dados do que os donos de Android. Vale lembrar que o sistema do Google está presente em uma gama muito maior de aparelhos, incluindo os de entrada, que consomem menos dados - enquanto os da Apple são high-end.