sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Concorrência acirrada deixa pouco espaço para MVNOs



:: Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital :: 11/02/2015
Desde 2010 o Brasil abriu espaço para as ‘operadoras virtuais’, empresas que prestam serviços de telecomunicações a partir do “aluguel” de redes de outras prestadoras. Até aqui, há meia dúzia das chamadas MVNOs atuando no país. Número que, para o superintendente de Competição da Anatel, Carlos Baigorri, só surpreende quem não atenta para características do mercado brasileiro.
“Não vejo no mercado brasileiro, onde tem competição forte entre quatro operadoras, espaço para MVNO em pré-pago, por exemplo. As margens do setor já são pequenas. Não vai conseguir competir em preço em cima da rede de outro”, avalia Baigorri, que tratou do tema nesta quarta, 11/2, em reunião do Conselho Consultivo da Anatel.
“É uma atuação de nicho, mas vejo muita dificuldade na identificação desses nichos de mercado. Tanto que vários acordos foram anunciados que não conseguiram deslanchar. Na prática exige que se identifique algum segmento onde as grandes operadoras não atendem bem”, acredita.
Ele cita operações como da Vodafone, que tem uma operação específica em M2M. “Pegou um nicho de mercado que as grandes empresas não tem condições de explorar adequadamente. A Porto Seguro, por exemplo, tem uma proposta de valor de atendimento diferenciado, ela faz bundle com outros serviços, dá descontos”, enumera o superintendente.
No debate no Conselho Consultivo, foi lembrado que quando da elaboração do regulamento das operadoras virtuais, chegou a ser cogitada a obrigação de oferta de acordos de MVNO pelas maiores do setor. “Teve uma discussão se MVNO deveria ser oferta obrigatória a quem tem poder de mercado, mas não vejo como isso seria bom. A relação entre MVNO e MNO é uma simbiose onde uma agrega valor a outra, se obriga um a aceitar isso, tira essa simbiose.

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