terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Internet das coisas (M2M) no Brasil


Nota: Atualizado em 20/01/14 acessos de Dez/13.

A Internet das coisas, baseada na comunicação entre dispositivos, ou Machine-to-Machine (M2M), deve apresentar um forte crescimento nos próximos anos.

Em 2013 existiam cerca de 3 bilhões de acessos M2M no mundo, sendo que 10% deste total era através de redes celulares.

Segundo a empresa de consultoria Machina Research, os acessos M2M via celular respondiam por 2% do total de celulares do mundo em 2012 e esta participação deve crescer para 22% em 2022.

No Brasil, existiam 8,3 milhões de acessos M2M através de redes celulares no final de 2013, que representavam 3% do total de celulares.






As maquinas móveis, utilizadas para pagamento de cartão de crédito/débito em pontos de venda, são o exemplo mais conhecido de M2M.

Outro exemplo são os serviços de rastreamento de veículos oferecidos por empresas de segurança. Esta aplicação deve crescer quando entrar em vigor em janeiro de 2015 a resolução do Denatran que determina que todos os veículos novos deverão sair da fábrica com módulos para rastreamento embarcado.

Existem ainda um número crescente de serviços de telemetria, como os relacionados a saúde, automação industrial e ao gerenciamento de redes de energia elétrica e de água, que podem vir a utilizar a rede celular para sua comunicação de dados M2M.

A Claro é a empresa melhor posicionada neste mercado com um market share de 4,9% em 2013.
 


A Vivo vem também crescendo neste mercado, tendo terminado o ano com 28,5% de market share. TIM e Oi perderam market share em 2013.

Em outras estão incluídas a Porto Seguro, com 99,6 mil acessos M2M em 2013, CTBC (55 mil) e Datora (5,4 mil). A Porto seguro e a Datora são operadoras móveis virtuais (MVNO) e utilizam a rede da TIM. Em Ago/13 a Datora anunciou um acordo com a Vodafone e esta operação de M2M passou a se chamar Vodafone Brasil.


As áreas locais 19 (Campinas) e 11 (São Paulo) concentram 41% dos registros de acessos M2M do Brasil.



Entre os entraves para o crescimento das soluções M2M no Brasil estão as taxas de fiscalização pagas para cada dispositivo.

A Lei sancionada em 2012, que reduziu a Taxa de Fiscalização de Instalação (TFI) de R$ 26,83 para R$ 5,68 e a Taxa de Fiscalização de Funcionamento (TFF) de R$ 13,42 para R$ 1,87, aguarda aprovação da regulamentação para entrar em vigor.


Diante deste quadro pergunta-se:

  • Qual será o crescimento do M2M via celular em 2014?
  • A Claro vai continuar na liderança deste mercado?
  • As aplicações de pagamento móvel continuarão sendo a principal aplicação de M2M no Brasil? 

Um comentário:

  1. Bom dia,

    Sou estudante de Engenharia de Automação e Controle e meu tema de TCC é sobre M2M. Eu gostaria de saber quais são as fontes das informações.

    Grata.

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